UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA MAYSA DOS SANTOS DE LIMA PSICOLOGIA ESCOLAR: A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA ESCOLA Rio Claro 2018 MAYSA DOS SANTOS DE LIMA PSICOLOGIA ESCOLAR: A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA ESCOLA Orientador: César Donizetti Pereira Leite Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Câmpus de Rio Claro, para obtenção do grau de Licenciada em Pedagogia. Rio Claro 2018 Lima, Maysa dos Santos de Psicologia escolar: a promoção da saúde mental na escola / Maysa dos Santos de Lima. - Rio Claro, 2018 28 f. : il. Trabalho de conclusão de curso (Pedagogia) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro Orientador: César Donizetti Pereira Leite 1. Psicologia infantil. 2. Psicologia. 3. Escola. 4. Educação. 5. Saúde. 6. Alunos. I. Título. 155.4 L732p Ficha Catalográfica elaborada pela STATI Biblioteca da UNESP Campus de Rio Claro/SP AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente à Deus por me proporcionar sabedoria, determinação e disciplina para concluir este trabalho. Aos meus familiares que me deram forças e me incentivaram. Agradeço também os meus amigos Matheus e Gabriela que sempre me apoiaram e estiveram presentes com motivações para que eu conseguisse concretizar os meus estudos. Agradeço ao meu orientador César Donizetti Pereira Leite pela atenção, orientação, parceria, correções, dicas, incentivos e por todo conhecimento compartilhado. Agradeço à todos os professores que contribuíram para a minha formação, sintam-se inclusos neste agradecimento. RESUMO Este presente trabalho trata-se da psicologia escolar como uma área ampla que está em processo de desenvolvimento e faz a interface entre psicologia e educação. As concepções teórico-metodológicas que norteiam a prática profissional no campo da psicologia escolar são diversas, conforme as perspectivas da Psicologia enquanto área de conhecimento, visando compreender as dimensões subjetivas do ser humano voltada para a intervenção na prática. O psicólogo inserido na escola é responsável pela promoção da saúde mental da mesma, atuando junto a todos os membros que fazem parte da escola (os alunos, os educadores e a família). Sua atuação não fica restringida apenas na resolução dos problemas, mas também desenvolvendo trabalho que visem à prevenção dos mesmos. Por meio de uma pesquisa qualitativa, visando levantamento bibliográfico, pode-se afirmar que o psicólogo escolar, mediante sua formação, utiliza-se de métodos e técnicas psicológicas para melhorar a qualidade e a eficiência do processo educacional visando à promoção da saúde mental na escola. Palavras-chave: Psicologia. Escola. Educação. Saúde. Alunos. Educadores. Família. ABSTRACT This work deals with school psychology as a broad area that is in the process of development and interfaces between psychology and education. The theoretical- methodological conceptions that guide professional practice in the field of school psychology are diverse, according to the perspectives of Psychology as an area of knowledge, aiming to understand the subjective dimensions of the human being focused on intervention in practice. The psychologist inserted in the school is responsible for the promotion of the mental health of the same, acting along with all the members that are part of the school (the students, the educators and the family). Their performance is not restricted only in solving problems, but also in developing work aimed at preventing them. Through a qualitative research, aiming at a bibliographical survey, it can be affirmed that the school psychologist, through his training, uses psychological methods and techniques to improve the quality and efficiency of the educational process aiming at the promotion of mental health in school . Keywords: Psychology. School. Education. Health. Students. Educators. Family. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................ 7 2 TROCA DE CARTAS .......................................................................................... 11 3 POR ENTRE CARTAS E CONCEITOS: ALGUMAS REFLEXÕES ..................... 18 3.1 Prevenção X Remediação .................................................................................. 19 3.2 A atuação do psicólogo escolar na promoção da saúde mental na escola. . 21 4 OS MEMBROS DA INSTITUIÇÃO E O TRABALHO MULTIDISCIPLINAR: DISCUSSÃO E ALGUNS APONTAMENTO FINAIS ........................................... 23 REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 26 7 1 INTRODUÇÃO Esclarecer os motivos que me levaram a desenvolver esta pesquisa implica em retomar parte da minha história pessoal. Estudei em uma escola privada na cidade de Rio Claro – SP, a qual disponibilizava o trabalho de duas psicólogas em período integral para auxiliar e desenvolver diálogos e terapias para os alunos, aos professores e aos pais que necessitavam de acompanhamento. E, a partir disso, foi possível enxergar o papel das psicólogas como mediadoras e agente de mudanças dentro da instituição. A partir dessa vivência e da participação dessas práticas no dia-a-dia da escola, desenvolvi um desejo pela psicologia, um interesse de alcançar o conhecimento dessa área que me faz desenvolver pesquisas, visando abordar o conteúdo e benefícios que as práticas psicológicas pode oferecer no âmbito escolar. Sendo assim, o motivo para se pesquisar esse tema é minha grande afinidade com as áreas psicológicas, meu interesse e curiosidade por tudo o que envolve psicologia. No entanto, a partir dessa pesquisa, busco obter informações para possibilitar recursos adequados para desenvolvimento e contribuições em sala de aula e no âmbito escolar. O psicólogo é um profissional inserido em diferentes áreas na sociedade, entre elas destacamos a escola, nesse espaço ele vem sendo responsável por uma série de questões com todos os membros da comunidade escolar, mesmo inserido nesse espaço podemos considerar que essa área está em processo de desenvolvimento e faz a interface entre psicologia e educação. Nesse cenário, as concepções teórico-metodológicas que norteiam a prática profissional no campo da psicologia escolar são diversas, conforme as perspectivas da psicologia enquanto área de conhecimento, visando compreender as dimensões subjetivas do ser humano voltada para a intervenção na prática. A partir disso, Oliveira e Marinho-Araujo (2015) define que [...] a Psicologia Escolar é entendida como um campo de atuação profissional do psicólogo e, também, de produção científica, caracterizado pela inserção da Psicologia no contexto escolar, sendo que o objetivo 8 principal deste campo é mediar os processos de desenvolvimento humano e de aprendizagem, contribuindo para sua promoção. (OLIVEIRA E MARINHO-ARAUJO, 2015). Sendo assim, sua atuação não fica restrita apenas na resolução dos problemas, mas também desenvolvendo trabalho que promove à garantia dos mesmos. Contudo é possível mapear a atuação do psicólogo no contexto escolar. Pode-se afirmar que este, mediante sua formação, utiliza-se de métodos e técnicas psicológicas para melhorar a qualidade e a eficiência do processo educacional visando à promoção da saúde mental na escola. Mas será que existem diferenças quando se fala Psicologia Escolar e Educacional? De acordo com Barbosa e Souza (2012), Deve-se, pois, sublinhar que Psicologia Educacional e Psicologia Escolar são intrinsecamente relacionadas, mas não são idênticas, nem podem reduzir-se uma à outra, guardando cada qual sua autonomia relativa. A primeira é uma área de conhecimento (ou sub-área) e tem por finalidade produzir saberes sobre o fenômeno psicológico no processo educativo. A outra constitui-se como campo de atuação profissional, realizando intervenções no espaço escolar ou a ele relacionado, tendo como foco o fenômeno psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela subárea da psicologia, a psicologia da educação. (BARBOSA E SOUZA, 2012). No âmbito escolar, o psicólogo desenvolve papel importante já que procura a relação e o equilíbrio entre os conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. Portanto, trata-se de uma pesquisa baseada da pratica, a partir da teoria, pois os profissionais precisam organizar e desenvolver adequadamente suas praticas a partir do conhecimento adquirido acerca do contexto escolar e das teorias pertinentes na educação. A psicologia escolar consiste na elaboração de uma teoria educativa e na fundamentação de uma pratica pedagógica de acordo com ela, visando planejamento de ações educativas mais enriquecedoras e eficazes. Segundo Martinez (2010), 9 As contribuições da Psicologia no campo educativo não se reduzem ao trabalho do psicólogo na instituição escolar, pois é sabido que os processos educacionais acontecem em diferentes âmbitos e níveis, fazendo com que a articulação Psicologia e Educação assuma diferentes e variadas formas. No entanto, é indiscutível que, no delineamento atual da sociedade, a escola tem um lugar privilegiado como locus dos principais processos educativos intencionais que, juntamente com outros, integram a educação como prática social. (MARTINEZ, 2010). Todavia, o trabalho do psicólogo dentro da instituição escolar assume uma postura de agente de mudanças, já que atua baseando-se na promoção e prevenção da saúde mental, a partir de uma perspectiva de ação conjunta com todo o contexto escolar. O psicólogo não se restringiria somente a desenvolver tratamentos e terapias aos alunos, mas pretenderia também alcançar o maior número de educadores, administradores e pais. Sendo assim, o psicólogo possui como objetivo auxiliar no rendimento escolar, fazendo com que o processo educacional tenha sua qualidade e eficiência melhor desenvolvida. É necessário que o psicólogo ajude na organização e planejamento de programas educacionais, consulte, oriente, pesquise e esteja atento ao rendimento de suas práticas na escola. O psicólogo utiliza seu tempo de acordo com suas habilidades e experiências, portanto, nota-se, portanto, a importância da vivência e da pratica dentro da instituição escolar na busca por experiências profissionais da área. O papel do psicólogo na instituição escolar é orientar professores e funcionários, baseando-se nas ideias da psicologia sócio histórica, a importância que eles tem para constituir a identidade de seus alunos. Ou seja, mostrar-lhes que as suas atitudes, relações, afetos, comportamentos com eles farão parte do que os constituirão como pessoa, e determinarão as suas personalidades. Esta pesquisa tem por objetivo descrever qual o papel do psicólogo no âmbito escolar e avaliar os benefícios que esta atuação pode proporcionar para os membros envolvidos na instituição, tais como os alunos, os educadores e a família e, além disso, desenvolver uma análise da visão da psicologia escolar e de suas contribuições ao estudo dos fenômenos educativos. 10 Nesse sentido, o objetivo desse estudo é investigar o papel e a importância do psicólogo na instituição escolar a partir de uma proposta metodológica qualitativa de pesquisa bibliográfica, baseando-se em leituras de livros, artigos, teses e dissertações. A partir disso, para complementar e entender melhor o cenário da psicologia escolar, se fez necessária realização de uma espécie de troca de cartas com especialistas na área. Nesta dissertação as cartas foram utilizadas com o intuito de produzir encontros e partilhas entre pessoas que estão ligadas diretamente ou indiretamente ao cotidiano escolar e estão envolvidas com o tema da minha pesquisa. Procurando atingir o objetivo optamos por troca de cartas com profissionais que estão diretamente ligados ao contexto da Psicologia, com ênfase na área da Psicologia da Educação. Escrevi uma carta para quatro psicólogas, dentre essas, duas profissionais me responderam:  Profissional 1, graduada nos cursos de Psicologia e Pedagogia e Pós graduada em Psicopedagogia. Está inserida no contexto escolar e possui experiências praticas na área.  Profissional 2, graduada em Psicologia, possui mestrado e doutorado em Educação. Está inserida no contexto de pesquisas e desenvolve projetos de orientações de estágios em ambientes academicos. No próximo capitulo apresentarei as cartas trocadas, no capítulo 3 faço algumas reflexões entre as cartas e os conceitos propostos por analise bibliográfica e, no último capítulo faço uma discussão e alguns apontamentos referente aos os membros da instituição e o trabalho multidisciplinar. 11 2 TROCA DE CARTAS Rio Claro, 09 de Maio de 2018. Prezado (a), Escrevo esta carta para compartilhar um pouco de minha experiência. Sou aluna do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia na Unesp de Rio Claro, estou desenvolvendo uma pesquisa para meu Trabalho de Conclusão de Curso e minha temática de estudo envolve as contribuições de Psicólogos no âmbito escolar. As questões que envolvem os processos afetivos e cognitivos, ou seja, os aspectos psíquicos, no contexto escolar sempre me interessaram. Dentro do universo escolar tem sido atribuído um papel importante ao psicólogo, pois a ele vem sendo atribuída a responsabilidade por uma série de questões com os diferentes setores da comunidade escolar, tais como os alunos, os pais, professores, coordenadores pedagógicos, funcionários, diretores e/ou equipe gestora da escola. Sendo assim, meu interesse pelo tema é alimentado também pelo fato ver no aspecto de um trabalho multidisciplinar grande relevância e, além disso, pela interface entre psicologia e educação. Por muito tempo a psicologia escolar foi vista a partir de um modelo medico/clinico e individual. A partir disso, houve uma proposta de união entre a Psicologia e a Escola na busca de separar os que tinham aptidões para a aprendizagem dos que não tinham. Dessa forma, a Psicologia começou a avaliar as habilidades dos alunos e tratar aqueles definidos como não aptos dentro ou fora da escola. Nessa perspectiva, a causa do fracasso escolar era o aluno e sua família, típico de discursos que propagam até os dias atuais, tais como: “A família é desestruturada, por isso o aluno é assim.” ; “Este é o Aluno-Problema da sala de aula.” Contudo, esse modelo é superado pela psicologia e há um reposicionamento do profissional no âmbito escolar. O psicólogo passa a considerar não somente o aluno no que diz respeito ao fracasso escolar, mas também outras implicações que envolvem o corpo docente, a gestão e a escola como um todo. 12 Diante disso me questiono como envolver, nesse trabalho multidisciplinas, a instituição como um todo na análise e redução do fracasso escolar? Como despertar o corpo docente e envolve-lo no trabalho preventivo? É esse trabalho preventivo possível? Como a atuação do psicólogo na escola auxilia na aprendizagem e no comportamento dos alunos? Enfim... são muitas as questões e aprendizados ao longo desse caminho que venho traçando, obrigada pela oportunidade de poder partilhar um pouco de tudo isso com vocês. Aguardo sua resposta, Grande abraço, Maysa Lima 13 A Profissional 1, por sua vez me respondeu a seguinte carta: Campinas, 08 de Agosto de 2018. Prezada Maysa, Escrevo esta carta para compartilhar um pouco de minha experiência enquanto psicóloga escolar e orientadora educacional. Primeiramente, gostaria de dizer que me sinto honrada em poder te ajudar no seu trabalho de conclusão de curso. Acho a pedagogia muito encantadora e gratificante, tanto é que atualmente me matriculei no curso. Acho a relação da psicologia no âmbito escolar um assunto realmente muito interessante, pois sempre que falamos em psicologia, logo nos vem à cabeça a tradicional psicologia clínica. A atuação do psicólogo na área escolar ainda é muito restrita e nova, porém cada vez mais acredito que o papel desse profissional é fundamental enquanto composição de uma equipe multiprofissional. Hoje o trabalho dele é mais aceito e valorizado nas escolas, mas falta muito ainda para caminhar. Refletindo um pouco sobre seus questionamentos, acredito que a instituição seja a composição de toda a equipe que nela se encontra – mantenedor, direção, coordenação, orientação, professores e psicólogos enquanto núcleo pedagógico. Envolver a instituição como um todo na análise e redução do fracasso escolar exige que, primeiramente, todos os colaboradores da aprendizagem falem a mesma língua e partilhem dos mesmos ideais. Envolver a instituição é acreditar no trabalho de cada uma das partes e visar sempre o aluno como sujeito que aprende, sujeito com suas singularidades, subjetivo. O professor entra em contato com o aluno na sala de aula, se aproxima, cria vínculo. Dali para fora se encontram os outros participantes – orientação, coordenação, direção. Esses três precisam ter uma relação próxima e de confiança com o professor, pois é nesse contexto que o olhar para o aluno como um todo surge, emana. As dificuldades dele, seu desempenho escolar começam a ser notados a partir das primeiras avaliações e é nesse momento que cabe ao professor, junto à toda equipe pedagógica, analisar o que está resultando nesse baixo desempenho 14 escolar, nessa dificuldade do aluno com o aprendizado. Se isso acontece com poucos alunos ou com a maioria, se envolve contexto familiar, social, emocional. Tudo isso é pensado enquanto equipe para que possa-se descobrir o que precisa ser mudado: o formato de aula do professor, a forma como o aluno estuda, o contexto familiar ou socioemocional. O corpo docente é composto por diferentes tipos de professor. Tem aquele que se preocupa com o aluno e presta atenção em cada um deles em sala de aula, tem aquele que entra para dar aula e não sabe o nome dos alunos nem quem são, tem aquele que acha que é apenas papel da orientação, coordenação e direção tratar dos problemas de dificuldade do aluno diretamente com ele e com os pais. Envolver todos esses tipos de professores na prevenção de um fracasso escolar e fazer com que desperte esse interesse é tarefa difícil, já que o corpo docente é muito diversificado. Entretanto, reuniões constantes na sala dos professores acontecem para que a equipe que encontra-se por trás dos bastidores possa expressar suas preocupações e conscientizar o professor enquanto agente ativo na educação, participante inteiro, completo. É fundamental a conversa entre o núcleo pedagógico administrativo (direção, coordenação e orientação) e os docentes, pois a escola caminha com essa base. Ainda é difícil apontar aspectos psicológicos para o professor e ele acreditar que não é falta de interesse do aluno. Mas, a cada dia, enxerga-se que aquele que aprende é multifacetado, é complexo, é único. O trabalho preventivo ainda é raro, o trabalho curativo é muito mais comum. Porém, com a entrada do psicólogo na escola, o aluno começou a ter um espaço para conversar, para se abrir, e assim tenta-se cada vez mais se atentar aos alunos enquanto indivíduos. Com os problemas e dificuldades enfrentados pelos alunos, o psicólogo começa a pensar em maneiras para se fazer um trabalho com todos de forma preventiva. Assim, se inserem no contexto escolar, palestras com temas atuais e vivenciados pelos alunos, grupos de debates, grupos de estudo, orientação profissional, rodas de conversa, a fim de tratar de maneira dinâmica e cuidadosa do que se tem visto. Encaminhamentos a outros profissionais também se faz necessário por parte da equipe pedagógica, contando com a ajuda do psicopedagogo, do psicólogo clínico, do psiquiatra entre outros profissionais. O psicólogo escolar se insere na escola como agente de desenvolvimento humano, 15 como aquele que olha para o potencial do aluno e que cuida da saúde mental. O aluno tem um apoio completo para resolução de conflitos, para suas dificuldades de aprendizagem, para uma mediação na sua relação com a família, com os colegas e com os professores. O psicólogo olha e se atenta para o comportamento do aluno e quais são as causas para tal. O diálogo se faz muito presente com o aluno e de maneira aberta, transparente. Ele entende os motivos e razões do aluno e procura a melhor forma de trabalhar com isso para que esse comportamento possa mudar. Quanto à aprendizagem, o psicólogo se vale do conhecimento do conteúdo pedagógico e das aulas para auxiliar o aluno na melhor forma de elaborar um cronograma de estudos, de dar uma orientação de como melhorar seu desempenho, se necessário, faz os encaminhamentos para outros profissionais quando o aluno precisa de uma ajuda de outra área. Mas sempre se olha para a forma como o aluno aprende, como ele se adapta melhor e isso faz com que ele renda mais. Creio que existam sempre muitos questionamentos sobre a inserção da psicologia no âmbito escolar e como fortalecer essa relação, mas espero ter ajudado de alguma forma e contribuído para seu trabalho. Estou à disposição para conversarmos mais sobre e procurar entender cada vez mais. Grande abraço! 16 A Profissional 2, por sua vez respondeu: Piracicaba, 21 de Agosto de 2018. Cara Maysa, Resolvi responder suas questões e enviar trechos de minha tese de doutorado e mestrado que situam um pouco o trabalho desenvolvido por mim diante das questões que você coloca. Envio também a síntese do trabalho que o psicólogo - estagiário desenvolve no aprendizado do trabalho junto a escola. Com relação as questões que você esboça em sua carta, quanto ao envolvimento do corpo docente no trabalho preventivo creio que não existe uma receita para se efetivar tal envolvimento. Se o diagnostico inicial realizado e expresso por volta do inicio do contrato do trabalho de intervenção for bem fundamentado e possibilitar visibilidade crítica aos problemas enfrentados pela instituição, já existe a chance da confiança se desenvolver e a disponibilidade do staff institucional se voltar a aceitação de um trabalho diferenciado visando mudanças de atitudes e práticas. Cabe salientar que não devem ser realizadas promessas de soluções, uma vez que o desafio da realidade educacional atual não permite soluções dos problemas causados no processo histórico de produção do fracasso escolar. Podemos, entretanto desafiar a instituição a, junto conosco, enfrentar a necessidade de equacionarmos os problemas par a no coletivo, pensarmos as possíveis soluções para os mesmos. Quanto ao envolvimento do corpo docente e no trabalho preventivo, também acredito que para essa pergunta não existe resposta pronta. A partir da realidade educacional encontrada na instituição é que se buscará as alternativas de envolvimento do corpo docente. É a partir das necessidades apontadas pelos professores, de suas queixas é que podemos pensar em como contribuir para a reflexão necessária que poderá redundar numa prática comprometida com o processo formativo dos alunos. No que diz respeito a possibilidade de um trabalho preventivo eu acredito que seja possível sim, desde que a instituição, principalmente sua equipe dirigente, tenha a 17 compreensão e o compromisso com as tentativas de mudança que possibilitarão movimentar a instituição na direção de uma educação comprometida com uma formação de boa qualidade (essa boa qualidade deve ser discutida e pensada a priori com essa equipe). Espero haver contribuído para suas reflexões a respeito do tema. Por favor, me envie o resultado de suas reflexões e de seu TCC. Boa sorte! 18 3 POR ENTRE CARTAS E CONCEITOS: ALGUMAS REFLEXÕES Ambas profissionais evidenciam em suas cartas que, para o envolvimento do corpo docente e da instituição como um todo no trabalho preventivo que visa uma análise e redução do fracasso escolar, é necessário primeiramente um engajamento da equipe, uma relação de parceria e confiança e, segundo a Profissional 1, é preciso que "falem a mesma língua e partilhem dos mesmos ideais". A Profissional 2, por sua vez, salienta que "não devem ser realizadas promessas de soluções, uma vez que o desafio da realidade educacional atual não permite soluções dos problemas causados no processo histórico de produção do fracasso escolar." Sendo assim, é preciso desafiar a escola e os membros institucionais e pedagógicos a entender as queixas referentes ao aluno, entender o motivo pelo qual o aluno apresenta dificuldades de aprendizagem e baixo desempenho escolar e buscar formas de solucionar os problemas e auxiliar o aluno em seu desenvolvimento. Conforme a Profissional 1, “As dificuldades dele, seu desempenho escolar começam a ser notados a partir das primeiras avaliações e é nesse momento que cabe ao professor, junto à toda equipe pedagógica, analisar o que está resultando nesse baixo desempenho escolar, nessa dificuldade do aluno com o aprendizado. Se isso acontece com poucos alunos ou com a maioria, se envolve contexto familiar, social, emocional. Tudo isso é pensado enquanto equipe para que possa-se descobrir o que precisa ser mudado: o formato de aula do professor, a forma como o aluno estuda, o contexto familiar ou socioemocional.” Quanto ao envolvimento do corpo docente, trata-se de uma tarefa difícil por apresentar-se de forma diversificada e partir de diferentes realidades educacionais que pode ser evidenciado pelo seguinte excerto da carta: “O corpo docente é composto por diferentes tipos de professor. Tem aquele que se preocupa com o aluno e presta atenção em cada um deles em sala de aula, tem aquele que entra para dar aula e não sabe o nome dos alunos nem quem são, tem aquele que acha 19 que é apenas papel da orientação, coordenação e direção tratar dos problemas de dificuldade do aluno diretamente com ele e com os pais.” Todavia, é necessário que o psicólogo vise cada vez mais inserir o corpo docente na busca de resoluções e prevenções de um fracasso escolar, através de reuniões, conversas e escuta das queixas apontadas, para que seja possível a reflexão acerca do problema. A Profissional 1 defende que “reuniões constantes na sala dos professores acontecem para que a equipe que encontra-se por trás dos bastidores possa expressar suas preocupações e conscientizar o professor enquanto agente ativo na educação, participante inteiro, completo. É fundamental a conversa entre o núcleo pedagógico administrativo (direção, coordenação e orientação) e os docentes, pois a escola caminha com essa base.” 3.1 Prevenção X Remediação A atuação do psicólogo escolar, devido a tendência psicometrista apoiada na aplicação de testes, era marcada pela ação remediativa e focalizada no individuo. Sendo assim, o psicólogo limitava-se ao aluno, a partir de uma analise clínica, evitando assim interferir nas decisões docentes e acerca do ambiente escolar. Todavia, os problemas escolares foram crescendo significativamente e possibilitaram a busca de outras formas e intervenção. O psicólogo passou a priorizar uma atuação mais abrangente para valorizar o processo de aprendizagem. Surgiu uma proposta mais preventiva de treinamento para alunos com dificuldades e treinamentos voltados ao corpo docente. Com isso, segundo Valle (2003), "o psicólogo tornou-se requisitado como um solucionador de problemas, numa intervenção remediativa, porém com foco de atuação institucional." De acordo com Barbosa e Marinho-Araujo (2010), A trajetória da psicologia escolar, desde os seus primórdios ligados principalmente a uma concepção remediativa e classificatória, passando por momentos de crise diante da atuação e pela busca pela ressignificação da identidade do psicólogo escolar mediante as demandas sociais, expressa a construção de uma trama teórico-metodológica marcada por características culturais, econômicas e políticas 20 específicas de cada época. Esse fato demonstra a necessidade de ressignificação histórica e periódica das proposições defendidas e das ações empreendidas. (BARBOSA E MARINHO-ARAUJO, 2010, p.400). Diante dessa possibilidade de um trabalho preventivo, ambas profissionais acreditam que, embora seja raro, é possível ser desenvolvido, desde que haja compreensão e compromisso por parte de toda a instituição. E, a partir da pratica profissional do psicólogo, visando o diálogo para compreender os problemas e dificuldades enfrentados diariamente no ambiente escolar, é possível que este promova melhorias de forma preventiva, baseadas em palestras, debates, orientação, vivências, dinâmicas em grupo, tudo em prol da harmonia, resolução de conflitos e, consequentemente, promoção da saúde mental dentro da instituição. Segundo Barbosa e Marinho-Araujo (2010), A busca pela ressignificação das concepções de intervenção e das práticas do psicólogo escolar com vistas à realização de um serviço que procure trabalhar não mais na remediação das dificuldades de apren- dizagem, mas na reflexão, contribuindo, assim, para a transformação do espaço escolar em local de valori- zação do ser humano, responde a questionamentos e alenta os incômodos. Entretanto, abre espaço a novos desafios e propõe a continuação da tecitura da história da psicologia escolar. (BARBOSA E MARINHO- ARAUJO, 2010, p.400). A ideia de prevenção está diretamente ligada a pratica de se antecipar algo, a fim de que evite que ele ocorra e seja possível ajustar soluções. Segundo Oliveira e Marinho-Araujo (2015), O conceito de prevenção em Psicologia Escolar não se refere ao ajustamento e adequação de situações e comportamentos, tidos como inadequados, a padrões aceitos socialmente, pois esse posicionamento favorável ao controle social, exercido a partir da padronização de comportamentos e atitudes, desconsidera a característica histórica e social de cada indivíduo. A intervenção preventiva proposta contemporaneamente pela Psicologia Escolar pretende contribuir para que aconteçam reformulações pessoais e institucionais no sentido de oportunizar, aos atores envolvidos, transformações e saltos qualitativos em seu desenvolvimento. (OLIVEIRA E MARINHO-ARAUJO, 2015, p.653). 21 Diante desta busca por um trabalho preventivo é de grande importância atentar-se para a aquisição de diálogos do psicólogo para com os alunos, “de maneira aberta e transparente”, conforme salienta a Profissional 1: “Ele (o psicólogo) entende os motivos e razões do aluno e procura a melhor forma de trabalhar com isso para que esse comportamento possa mudar.” 3.2 A atuação do psicólogo escolar na promoção da saúde mental na escola. Em relação ao papel do psicólogo escolar, surgem algumas duvidas: O que faz o psicólogo escolar? Qual a sua função? Qual a relação deste com a resolução de problemas educacionais? A Profissional 1 aponta uma pratica de extrema importância do psicólogo no contexto escolar no que sugere que este “se insere na escola como agente de desenvolvimento humano, como aquele que olha para o potencial do aluno e que cuida da saúde mental. O aluno tem um apoio completo para resolução de conflitos, para suas dificuldades de aprendizagem, para uma mediação na sua relação com a família, com os colegas e com os professores.” Na mesma perspectiva, a Profissional 2 aponta como propósito e função do psicólogo no contexto escolar é “desafiar a instituição a, junto conosco, enfrentar a necessidade de equacionarmos os problemas para o coletivo, pensarmos as possíveis soluções para os mesmos.” Martinez (2010) define que Sua atuação se associa frequentemente ao diagnóstico e ao atendimento de crianças com dificuldades emocionais ou de comportamento, bem como à orientação aos pais e aos professores sobre como trabalhar com alunos com esse tipo de problema. Essa situação é resultado do impacto do modelo clínico terapêutico de formação e atuação dos psicólogos no Brasil na representação social dominante sobre a atividade desse profissional. (MARTINEZ, 2010, p.40). Entretanto, o psicólogo escolar é um profissional que, por meio dos estudos e conhecimentos adquiridos acerca do funcionamento psicológico humano, possibilita processos de aprendizagem e desenvolvimento no contexto escolar a partir da interação entre psicologia e pedagogia. 22 É muito comum no ambiente escolar professores com queixas referentes ao aluno que "não aprende". Essa queixa chega ao psicólogo que, por sua vez, precisa buscar às origens e raízes do processo de escolarização, compreender suas diferentes facetas, incluir em seu trabalho uma atuação junto ao aprendiz, aos docentes, à família, à escola, à Educação como um todo e à sociedade em que está inserida. (BARBOSA E SOUZA, 2012). A atuação do psicólogo de forma a promover saúde mental na escola, baseia- se na necessidade de identificar fatores que influenciam e dificultam o trabalho docente. Valle (2003) afirma que O psicólogo precisa, então, não apenas de conhecimentos psicológicos relacionados ao desenvolvimento infantil e às influências ambientais que o atingem, mas também voltados para a situação de aprendizagem e dos aspectos psicopedagógicos envolvidos. A atuação orientada para o grupo de alunos, não apenas para “alunos problemas”, pode permitir que o professor perceba as crianças em seu jeito individual de ser, transpondo os muros da escola para conhecer sobre o aluno mais do que o currículo escolar determina e, dessa forma, melhorar o seu desempenho, envolvendo-se em seus interesses e realidades. (VALLE, 2003, p.25). Portanto, é necessário que o psicólogo promova um espaço de vivências que possibilite o bem-estar dos professores e membros do ambiente escolar para que estejam preparados para exercer suas atividades profissionais, já que podem ser expostos diariamente a desgastes, exaustão emocional, dentre outros sentimentos que os distanciam da realização de suas atividades diárias que visam educar e promover conhecimento aos alunos que estão sob sua responsabilidade. Em síntese, pode-se dizer que, dentre as perspectivas de atuação para esse profissional na área educacional, encontram-se: a) o fornecimento de assessoria na elaboração, implementação e avaliação de programas especiais de ensino, do projeto político pedagógico e de programas direcionados aos pais; b) ações voltadas à melhoria das relações funcionais entre os vários segmentos da escola; c) realização de treinamento e desenvolvimento técnico-profissional de educadores; d) apoio aos professores, alunos e instituições escolares em questões relativas ao desenvolvimento humano; e e) programas de prevenção. (SANT'ANA, EUZEBIOS, LACERDA E GUZZO, 2009, p.30). 23 4 OS MEMBROS DA INSTITUIÇÃO E O TRABALHO MULTIDISCIPLINAR: DISCUSSÃO E ALGUNS APONTAMENTO FINAIS Devido a pontos de interesses convergentes, tais como a relação entre desenvolvimento e aprendizagem, é possível estabelecer relação entre a psicologia e a educação. A articulação e relação do trabalho do psicólogo com o trabalho dos agentes escolares, professores, coordenadores pedagogicos e dirigentes requer uma atuação eficiente de forma que esse profissional exerça seu papel de forma ativa dentro da equipe escolar. O trabalho do psicólogo escolar não deve se constituir como uma ameaça ao espaço de outros profissionais. Pelo contrário, deve somar e agregar conhecimentos e vivências para que a equipe realize as exigências do processo educativo. Segundo a Profissional 2, “a partir da realidade educacional encontrada na instituição é que se buscará as alternativas de envolvimento do corpo docente. É a partir das necessidades apontadas pelos professores, de suas queixas é que podemos pensar em como contribuir para a reflexão necessária que poderá redundar numa prática comprometida com o processo formativo dos alunos.” A união do trabalho psicológico com o trabalho docente em programas de intervenção promove o desenvolvimento infantil, o que possibilita alcance dos objetivos idealizados a partir da intersecção entre Psicologia e Pedagogia. Segundo Martinez (2010), Planejar conjuntamente, organizar e distribuir adequadamente o trabalho, articular as ações evitando superposições desnecessárias e dar o melhor de cada um em função das especificidades de sua formação e de suas competências profissionais constituem elementos essenciais para o funcionamento eficaz das equipes multiprofissionais. Esses elementos devem caracterizar o trabalho da equipe de direção técnica da escola na sua condição de equipe multiprofissional. (MARTINEZ, 2010, p. 54). 24 Cabe ao psicólogo em seu trabalho no ambiente escolar desenvolver intervenções que visam orientações profissionais e educacionais, formação docente, ou seja, ações que envolve pais, alunos, educadores e equipe gestora e todo o contexto escolar. “É fundamental a conversa entre o núcleo pedagógico administrativo (direção, coordenação e orientação) e os docentes, pois a escola caminha com essa base”, defende a Profissional 1. De acordo com Barbosa e Souza (2012), [...] o trabalho do psicólogo nesse campo é ter como principal tarefa buscar otimizar situações que envolvam os processos de escolarização a partir de uma prática com o coletivo e o individual concomitantemente. Como métodos e técnicas, utilizam-se diferentes estratégicas que atendam às necessidades das instituições escolares, dos educadores, dos educandos e da comunidade escolar como um todo. (BARBOSA E SOUZA, 2012, p.171). A partir dessa perspectiva, Oliveira e Marinho-Araujo (2015) acredita que a participação multiprofissional na intervenção de um problema escolar promove o desenvolvimento e a aprendizagem, pois quando o professor é colocado como co- participante no processo de atendimento a seus alunos, torna-se possível a reflexão acerca de sua pratica e uma mudança de postura diante das queixas escolares. Por meio da participação do professor, o psicólogo escolar pode favorecer processos de questionamento e de conscientização acerca das concepções deterministas de desenvolvimento e aprendizagem que, implicitamente e de forma pouco lúcida, ainda estão presentes nas compreensões das queixas escolares e, portanto, nas práticas pedagógicas. (OLIVEIRA E MARINHO-ARAUJO, 2015, p.655). A psicologia escolar visa contribuir significativamente para a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem. A partir de transformações, a psicologia escolar tem buscado minimizar o foco do problema somente no aluno e ampliar a compreensão do fracasso escolar como um processo construído a partir das interações escolares e relações sociais, de forma que seja possível uma intervenção que apresente resultados positivos. 25 Segundo Barbosa e Souza (2012), [...] é possível afirmar que, ao longo do tempo, foram muitos os objetos de estudo, finalidades, métodos e técnicas de investigação e intervenção no campo de conhecimento da Psicologia Educacional e Escolar. Essas modificações ocorreram também devido à mudança acerca da visão de homem, de mundo, de educação, escola e sociedade. Essas distinções estão relacionadas a concepções ideológicas que perpassaram cada momento histórico. (BARBOSA E SOUZA, 2012, p.171). A inserção do professor em parceria com o psicólogo escolar possibilita um grande avanço quanto as ações desenvolvidas no âmbito escolar. Diante dessa parceria, os docentes percebem-se como participantes ativos diante do avanço do aluno, ao passo que ressignificam sua função e responsabilidade profissional dentro da escola. 26 REFERÊNCIAS ANDRADA, E. G. C. Novos paradigmas na prática do psicólogo escolar. Psicologia: Reflexão e Crítica, Santa Catarina, v. 18, n. 2, p. 196-199, 2005. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2018. ASBAHR, F. S. F.; MARTINS, E.; MAZZOLINI, B. P. M. Psicologia, formação de psicólogos e a escola: desafios contemporâneos. Psicol. estud., v. 16, n. 1, p. 157- 163, 2011. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2018. BARBOSA, D. R., SOUZA, M. P. R. Psicologia Educacional ou Escolar? Eis a questão. Psicologia Escolar e Educacional, v. 16, n. 1, p. 163-173, 2012. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2018. BARBOSA, D. R. Contribuições para a construção da historiografia da Psicologia educacional e escolar no Brasil. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 32, p. 104-123, 2012. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2018. BARBOSA, R. M., MARINHO-ARAÚJO, C. M. Psicologia escolar no Brasil: considerações e reflexões históricas. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 27, n. 3, p. 393-402, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2018. GUZZO, R. S. L., MEZZALIRA, A. S. C., MOREIRA, A. P. G., TIZZEI, R. P., SILVA NETO, W. M. F. Psicologia e Educação no Brasil: uma visão da história e possibilidades nessa relação. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 26, p. 131-141, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2018. MARTINEZ, A. M. O que pode fazer o psicólogo na escola? Em Aberto, Brasilia, v. 23, n. 83, p. 39-56, 2010. Disponível em: . Acesso em: 16 abr. 2018. MARTINS, J. B. A atuação do psicólogo escolar: multirreferencialidade, implicação e escuta clínica. Psicologia em Estudo, v. 8, n. 2, p. 39-45, 2003. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pe/v8n2/v8n2a04.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2018. OLIVEIRA, C. B. E. De; MARINHO-ARAÚJO, C. M. Psicologia escolar: cenarios atuais. Estudos e pesquisas em psicologia, Rio de janeiro, v. 9, n. 3, 2015. Disponível em: 27 .Acesso em: 16 abr. 2018. OLIVEIRA-MENEGOTTO, L. M. De; FONTOURA, G. P. Da. Escola e psicologia: uma história de encontros e desencontros. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2018. SANT’ANA, I. M., EUZÉBIOS FILHO, A., LACERDA JUNIOR, F., GUZZO, R. S. L. Psicólogo e escola: a compreensão de estudantes do ensino fundamental sobre esta relação. Psicologia Escolar e Educacional, v. 13, n. 1, p. 29-36, 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pee/v13n1/v13n1a04.pdf>. Acesso em: 17 abr. 2018. SANTOS, E.; BEZERRA, M. S. P. S.; TADEUCCI, M. De S. R. Educação: a importância do psicólogo no contexto escolar. Disponível em: . Acesso em: 17 abr. 2018. ULUP, L., BARBOSA, R. B. A formação profissional e a ressignificação do papel do Psicólogo no cenário escolar: uma proposta de atuação - de estagiários a psicólogos escolares. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 32, n. 1, p. 250-263, 2012. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. VALLE, L. E. L. R. Psicologia escolar: um duplo desafio. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 23, n. 1, p. 22-29, 2003. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2018. WANDERER, A.; PEDROZA, R. L. S. Elaboração de projetos político- pedagógicos: reflexões acerca da atuação do psicólogo na escola. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2018.