UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JULIO DE MEQUISTA FILHO” FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA WILSON JOSÉ DA SILVA ANO-BASE: 2023-2024 ENSINO MÉDIO INTEGRADO: ANÁLISE DOS CURSOS INTEGRADOS DO CAMPUS ILHA SOLTEIRA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO - IFSP Relatório de atividades desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Educação para Ciência, Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, como parte dos requisitos para conclusão do estágio de Pós- Doutorado. Prof. Dr. Harryson Júnio Lessa Gonçalves Supervisor Ilha Solteira/SP 2024 RESUMO Objetivo: Avaliar a formação integrativa, dos discentes e egressos, do Ensino Médio Integrado dos cursos de Desenho de Construção Civil e Edificações, ofertados pelo Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Método: Trata-se de um estudo exploratório com abordagem mista, no qual foram analisados os respectivos projetos pedagógicos dos cursos e utilizado questionários semiestruturados junto aos discentes e egressos. A população correspondeu aos discentes, regularmente matriculados, nos segundos e terceiros anos dos respectivos cursos integrados e aos egressos concluintes do Ensino Médio Integrado, em ambos os cursos, nos anos de 2020 a 2022. A coleta de dados foi realizada no período de agosto a dezembro de 2023. Fez-se uso, com adaptações, do questionário tipo Likert denominado “Relatório diagnóstico”. Para as variáveis de caracterização categórica, foram utilizadas as frequências relativas e para as variáveis de caracterização numérica foram usadas medidas de tendência central e de variabilidade. A fiabilidade das respostas foi analisada através da determinação do coeficiente Alfa de Cronbach. Resultados: O maior percentual de discentes (37.5%) escolheram o ensino médio integrado por indicação de familiar e/ou amigo(a), e declararam não conhecer o Projeto Pedagógico do Curso (73.4%), no entanto relataram que estão de identificando com o curso escolhido (70.3%), apesar da maioria não estarem participando de projetos de ensino, pesquisa e/ou extensão (64.1%) e declararem que não possuem interesse nos problemas e/ou necessidades da instituição (60.9%). A grande maioria dos discentes têm a percepção dos temas: trabalho, ciência, cultura e tecnologia durante a execução do curso (90,8%) e declararam a integração entre os componentes curriculares (67,7%), relatando não haver diferença significativa na maneira de lecionar dos docentes de diferentes áreas. Apesar de relatarem a disponibilidade de recursos para o desenvolvimento do curso integrado, demonstraram insatisfação quanto à infraestrutura, com laboratórios de informática defasados, ausência de laboratórios de ciências, química e biologia, além da falta de materiais para o desenvolvimento das aulas práticas. Mesmo considerando muito bom ter a formação técnica no currículo, é consensual que a carga horária do ensino médio integrado não os permite realizar outras atividades formativas, apesar de darem base para o prosseguimento no ensino superior, no entanto, a maioria não possui interesse na carreira técnica (75,4%), e almejam o ingresso em instituições públicas de nível superior. Conclusão: A opinião dos discentes, enquanto sujeitos constituintes da proposta formativa, pode contribuir no processo de fortalecimento do Ensino Médio Integrado, com subsídios para as reflexões e práticas a serem adotadas pela instituição. Palavras-chave: Ensino Médio Integrado; Educação Profissional; Egressos. LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Relação de campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º Semestre de 2024. ............................................................ 25 Figura 2 – Croqui do pavimento térreo da edificação do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. ........................................................................................ 32 Figura 3 – Croqui do pavimento superior da edificação do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. ........................................................................................ 32 Figura 4 – Croqui do galpão dos fundos do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. ... 33 Figura 5 – Vista aérea do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º semestre de 2024. .......................... 34 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Relação Aluno x Professor, no período de 2018 a 2022, para o Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ............................................................... 38 Gráfico 2 – Frequência de idade dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. .......................... 52 Gráfico 3 – Gênero dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. ....................................... 53 Gráfico 4 – Origem acadêmica dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. .......................... 53 Gráfico 5 – Utilização de cotas para ingresso no Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. ......................................................................... 54 Gráfico 6 – Município de residência dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. .......................... 54 Gráfico 7 – Meio de transporte utilizado pelos discentes do município de Ilha Solteira para deslocamento ao Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ............ 55 Gráfico 8 – Discentes dos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado, assistidos pelo Programa de Permanência Estudantil, no Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ........................................................................................................ 55 Gráfico 9 – Execução do Programa de Auxílio Permanência, no período de 2018 a 2023, no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º semestre de 2024. .......................................... 56 Gráfico 10 – Frequência de idade dos egressos do EMI do Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ........................................................................................ 74 Gráfico 11 – Gênero dos egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ...................................................................... 74 Gráfico 12 – Renda dos egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. .................................................................................... 75 Gráfico 13 – Distribuição dos cursos superiores escolhidos pelos egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ................. 76 Gráfico 14 – Distribuição das áreas de conhecimento dos cursos superiores escolhidos pelos egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ...................................................................... 76 Gráfico 15 – Percepção de influência do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira na escolha do curso superior, 2º semestre de 2023. ....................... 77 Gráfico 16 – Percepção de influência do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira na escolha do curso superior, 2º semestre de 2023. ....................... 78 Gráfico 17 – Percepção dos egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira quanto à influência no desempenho das atividades (ensino, pesquisa, extensão) no curso superior, 2º semestre de 2023. ..................................... 78 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Ambientes do Campus Ilha Solteira com respectivas áreas e ocupação, 2º semestre de 2023. ........................................................................................ 30 Tabela 2 – Ofertas do curso Técnico em Edificações, na modalidade Concomitante/Subsequente, no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP. ................................ 36 Tabela 3 – Taxa de evasão no Ensino Médio Integrado dos cursos do Campus Ilha Solteira no período de 2018 a 2022. IFSP-IST, 2º semestre 2023, Plataforma Nilo Peçanha. ............................................................................................... 38 Tabela 4 – Relação candidatos x vagas para os cursos do Ensino Médio Integrado, no período de 2018 a 2022, no Campus Ilha Solteira. ...................................... 38 Tabela 5 – Composição de dimensionamento de cargos e funções da Tipologia 20/13, e do Campus Ilha Solteira, 1º semestre de 2024. ......................................... 43 Tabela 6 – Índice de Titulação do Corpo Docente do Campus Ilha Solteira no período de 2018 a 2022, 1º semestre de 2024. ......................................................... 44 Tabela 7 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2015. ..................................... 45 Tabela 8 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2016. ..................................... 45 Tabela 9 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2017. ..................................... 46 Tabela 10 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira nos anos de 2018 e 2019. ..................... 46 Tabela 11 – Dados dos cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, no período de 2017 a 2022. ..................................................... 47 Tabela 12 – Índices de projetos de pesquisa e produção científica no Campus Ilha Solteira. ........................................................................................................ 49 Tabela 13 – Benfeitorias relevantes realizadas no Campus Ilha Solteira no período de 2015 a 2022. ................................................................................................. 50 Tabela 14 – Relação de discentes em curso (n:108). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ............................................................................................................. 51 Tabela 15 – Execução do Programa de Auxílio Permanência, no Campus Ilha Solteira, no período de 2018 a 2023, 2º semestre de 2023. ....................................... 56 Tabela 16 – Escolha discente pelo Ensino Médio Integrado. .................................... 57 Tabela 17 – Participação de orientação, no ingresso, sobre a proposta e/ou objetivo do Ensino Médio Integrado. .......................................................................... 58 Tabela 18 – Você conhece o Projeto Pedagógico do Curso em andamento? .......... 58 Tabela 19 – Se você pudesse escolher: Você continuaria no Curso integrado ou cursaria apenas o ensino médio? ................................................................. 59 Tabela 20 – Você participa de algum projeto de Pesquisa, Extensão e/ou Ensino no Campus? ...................................................................................................... 59 Tabela 21 – Análise descritiva de frequência do Constructo: Escolha do Curso....... 67 Tabela 22 – Análise descritiva de frequência do Constructo: Objetivos de formação promovidos no curso. ................................................................................... 69 Tabela 23 – Análise descritiva de frequência do Constructo: Desenvolvimento do Curso. ........................................................................................................... 70 Tabela 24 – Análise descritiva de frequência do Constructo: Possibilidade de atuação profissional. .................................................................................................. 71 Tabela 25 – Relação de egressos (n:171). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. ..... 73 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS AE Assistência Estudantil CAD Coordenadoria Administrativa CD Cargo de Direção CEFET Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET-SP Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo CEP Comitê de Ética em Pesquisa Institucional CONSUP Conselho Superior do IFSP CRE Coordenadoria de Registros Escolares DAE Diretoria Adjunta Educacional DES Curso de Desenho de Construção Civil DP Desvio Padrão DRG Diretor-Geral EAA Escola de Aprendizes Artífices EaD Ensino a Distância EAF Escola Agrícola Federal EBTT Ensino Básico Técnico e Tecnológico EDI Curso de Edificações EM Ensino Médio EMI Ensino Médio Integrado EPT Educação Profissional Tecnológica ES Ensino Superior ETEF-SP Escola Técnica Federal de São Paulo EUA Estados Unidos da América FCC Função de Coordenação de Curso FEIS Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira FG Função Gratificada FIC Formação Inicial e Continuada FUNEDISA Fundação Municipal de Educação e Desenvolvimento Social de Ilha Solteira IF’s Institutos Federais IFSP Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo IST Campus Ilha Solteira ITCD Índice de Titulação do Corpo Docente LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira MEC Ministério da Educação NAPNE Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas PAP Programa de Auxílio Permanência PDI Plano de desenvolvimento Institucional PM Prefeitura Municipal PNP Plataforma Nilo Peçanha PROEJA Programa Nacional de Jovens e Adultos PROEP Programa de Expansão da Educação Profissional RAP Relação Aluno x Professor RFEPCT Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica REL Representação da Extensão Local REPE Representação da Pesquisa SETEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SINAES Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SUAP Sistema Unificado de Administração Pública TALE Termo de Assentimento Livre Esclarecido TCLE Termo de Consentimento Livre Esclarecido UNESP Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 14 2. OBJETIVO ............................................................................................................. 16 2.1 Objetivo geral .............................................................................................. 16 2.2 Objetivos específicos .................................................................................. 16 3. MATERIAIS E MÉTODOS..................................................................................... 16 3.1 Aspectos éticos ........................................................................................... 16 3.2 Desenho, período e local de estudo ........................................................... 17 3.3 Procedimentos metodológicos .................................................................... 17 3.3.1 Percurso metodológico da análise qualitativa .......................................... 19 3.4 População, amostragem; critérios de inclusão e exclusão ......................... 19 4. DESENVOLVIMENTO .......................................................................................... 19 4.1 Marcos históricos da Educação Profissional e do IFSP .............................. 19 4.2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP ........................................................................................................... 23 4.3 Campus Ilha Solteira do IFSP ..................................................................... 30 4.3.1 Infraestrutura do Campus Ilha Solteira .................................................... 30 4.3.2 Ensino no Campus Ilha Solteira ............................................................... 34 4.3.2.1 Do curso Técnico em Desenho de Construção Civil Integrado ao Ensino Médio .............................................................................................. 39 4.3.2.2 Do curso Técnico em Edificações Civil Integrado ao Ensino Médio ..... 41 4.3.3 Recursos humanos no Campus Ilha Solteira ........................................... 43 4.3.4 Cursos de extensão no Campus Ilha Solteira .......................................... 45 4.3.5 Pesquisa no Campus Ilha Solteira ........................................................... 48 4.3.6 Benfeitorias realizadas no Campus Ilha Solteira ...................................... 50 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 51 5.1 Caracterização discente ............................................................................. 51 5.2 Percepção discente .................................................................................... 57 5.2.1 Parte A: Conhecimento e participação ..................................................... 57 5.2.2 Parte B: Percepção da proposta do currículo integrado .......................... 61 5.2.3 Parte C: Projeções futuras, experiências e expectativa dos discentes .... 64 5.3 Produto Educacional: Relatório Diagnóstico ............................................... 65 5.3.1 Constructo: Escolha do curso .................................................................. 67 5.3.2 Constructo: Objetivos de formação promovidos no curso ........................ 68 5.3.3 Constructo: Desenvolvimento do Curso ................................................... 70 5.3.4 Constructo: Possibilidade de atuação profissional ................................... 70 5.3.5 Questão aberta para quaisquer manifestações ....................................... 71 5.4 Acompanhamento de egressos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira ................................................................................................. 72 5.4.1 Caracterização de egressos do IFSP-IST ................................................ 72 5.4.2 Opinião dos egressos .............................................................................. 77 5.4.3 Considerações: Acompanhamento de egressos ...................................... 80 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 81 7. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .......................................................................... 82 7.1 Artigos e trabalhos produzidos .................................................................... 82 7.2 Participação em Grupos de Pesquisa ......................................................... 82 7.3 Participação em Eventos ............................................................................ 82 7.4 Atuação docente ......................................................................................... 83 8. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 84 9. ANEXOS ............................................................................................................... 90 9.1 Anexo A – Parecer consubstanciado do Comitê de Ética em Pesquisa Institucional (CEP). ..................................................................................... 90 9.2 Anexo B – Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) ................. 91 9.3 Anexo C – Termo de Assentimento Livre Esclarecido (TALE) .................... 94 10. APÊNDICES ........................................................................................................ 96 10.1 Apêndice A – Instrumento de pesquisa para caracterização discente em curso. .................................................................................................... 96 10.2 Apêndice B – Instrumento de pesquisa aos discentes em curso, adaptado de Ferreira (2019). ...................................................................... 97 10.3 Apêndice C – Instrumento de pesquisa aos discentes em curso, adaptado de Garcez (2020). ....................................................................... 98 10.4 Apêndice D – Instrumento de pesquisa para os egressos, adaptado de Botelho (2020). ......................................................................................... 100 11. COMPROVANTES ............................................................................................ 101 11.1. XXXV Congresso de Iniciação Científica da UNESP ............................. 101 11.2. Participação na FECITEL 2023 .............................................................. 102 11.3. Participação no 2º Fórum de Educação ................................................. 103 11.4. Participação em palestra........................................................................ 104 11.5. Participação em Evento. ........................................................................ 105 11.6. Resumo: Percepção discente sobre o Ensino Médio Integrado. ............ 107 11.7 Atuação docente ..................................................................................... 110 11.8 Artigo: Ensino Médio Integrado: relatório diagnóstico sob percepção discente. ................................................................................................... 111 14 1. INTRODUÇÃO Na primeira gestão presidencial do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), decorrente de reformas na educação brasileira, foi aprovado o Decreto nº 2.208 de 17 de abril de 1997, Art. 4 §1º, no qual obrigou as instituições federais e as instituições públicas e privadas sem fins lucrativos, apoiadas pelo Poder Público, a oferecer cursos profissionais de nível básico, destinados à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores, independente de escolaridade prévia (Brasil, 1997). Em 2004, no primeiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (2003- 2006), houve a revogação do Decreto nº 2.208/97 através do Decreto nº 5.154 de 23 de julho de 2004, Art. 4 §1º, o qual autorizou a oferta da educação profissional técnica em nível médio de forma integrada, conduzindo o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio (Brasil, 2004). A proposta de articulação do “ensino geral com o profissional” foi denominada como Ensino Médio Integrado (EMI), no qual a premissa é ofertar uma forma de ensino que não seja para assumir postos de trabalhos e nem para uma formação meramente propedêutica, tendo em vista caminhar no sentido oposto da dualidade da formação. O EMI, concebido sob uma perspectiva de formação humana integra, evidencia este propósito ao destacar em seu documento base, que sua política foi orientada pela; [...] construção de um projeto que supere a dualidade entre formação específica e formação geral e que desloque o foco dos seus objetivos do mercado de trabalho para a pessoa humana, tendo como dimensões indissociáveis o trabalho, a ciência, a cultura e a tecnologia. (Brasil, 2007, p.6). De acordo com Frigotto et al. (2010), o EMI deve expressar uma só unidade no sentido para a “formação integral do ser humano é, por essas determinações concretas, condição necessária para a travessia em direção ao ensino médio politécnico”, e desta forma entende-se que exista a interdependência entre a educação geral e profissional, não se tratando apenas de juntar os conteúdos do ensino básico com o profissional. Ao discorrer sobre a atuação dos Institutos Federais (IFs), destaca-se que estes buscam, “[...] agregar a formação acadêmica a preparação para o trabalho [...]” (Pacheco, 2015, p.14). 15 Ramos, em 2011, destaca que tanto os educadores do Ensino Médio (EM) e da educação profissional, quanto a sociedade em geral, ainda não reconhecem a concepção do EMI sob a perspectiva de formação humana integral (Ramos, 2011). Algumas pesquisas chegaram a apontar a falta de conhecimento sobre a concepção do EMI, constatando que muitos profissionais que atuavam na modalidade ainda estavam embasados na concepção da Lei nº 5.692/71, revogada pela Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, no qual consideravam o predomínio da formação técnica sobre a formação geral, bem como a justaposição dos componentes curriculares, sem nenhuma correlação interdisciplinar (Costa, 2012; Ramos, 2018; Loponte, 2010). Diante das considerações apresentadas, ainda nos tempos atuais, julga-se pertinente o desenvolvimento de pesquisas que investiguem se a proposta formativa do EMI está sendo efetivamente posta em prática, e também as suas limitações e possibilidades, a partir de pressupostos filosóficos e legais, no sentido de fortalecê-la, levando-se em consideração a perspectiva de seu público-alvo, que são os discentes, e desta forma, legitimando as práticas desenvolvidas na instituição e considerando que estes podem contribuir na construção de conhecimentos acerca do EMI, subsidiando ações das equipes diretivas e de ensino, nas práticas que envolvem sua materialização e fortalecimento. Sob a ótica dos discentes e egressos, enquanto sujeitos constituintes da proposta formativa, busca-se a compreensão formativa e a identificação de variáveis que poderão propiciar ações de melhorias no suprimento às necessidades discentes, contribuindo no processo de fortalecimento do EMI com subsídios para as reflexões e práticas a serem adotadas nas instituições. Em estudo desenvolvido por Matos e Jardalino (2016), que aborda o conceito de percepção no campo educacional, é enfocado que existem diversas definições sobre percepção, principalmente como “[...] organização e interpretação de sensações/dados sensoriais” que resultam em uma “consciência de si e do meio ambiente”, como uma “representação dos objetos externos/exteriores”. No entanto, o entendimento adotado nesta pesquisa remete ao ato do discente de visualizar ações “de formar mentalmente representações sobre objetos externos” (Japiassú e Marcondes, 2008). 16 2. OBJETIVO 2.1 Objetivo geral Avaliar a formação integrativa, dos discentes e egressos, do EMI dos cursos ofertados no Campus Ilha Solteira (IST) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), através da percepção dos discentes e egressos, no que tange à formação para o trabalho e à possibilidade de prosseguimento dos estudos no âmbito da Educação Superior (ES). 2.2 Objetivos específicos • Descrever o histórico de implantação do IFSP e do Campus Ilha Solteira; • Caracterizar as variáveis sociodemográficas dos discentes e egressos da amostragem; • Analisar os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) no desenvolvimento de aplicações integradoras do Ensino Médio com a educação profissional; • Identificar as ações que sustentam a proposta pedagógica de formação; • Desvelar as principais perspectivas dos discentes e suas expectativas em relação ao futuro profissional; • Identificar, por meio dos discentes, as fortalezas e desafios em sua formação de Técnico Integrado. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Aspectos éticos A realização do estudo foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Institucional (CEP) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), sob parecer consubstanciado nº 6.220.383 (Anexo A). A participação dos discentes foi condicionada à assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) – Anexo B, quando menores de 18 anos, e a concordância na participação através do Termo de Assentimento Livre Esclarecido (TALE) – Anexo C. 17 3.2 Desenho, período e local de estudo Trata-se de um estudo exploratório com abordagem mista, realizada com os discentes regularmente matriculados nos 2º e 3º anos do EMI ao curso de Desenho de Construção Civil (DES) e EMI ao curso de Edificações (EDI), ofertados pelo Campus Ilha Solteira (IST) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O público alvo de egressos correspondeu aos concluintes, dos referidos cursos, nos anos de 2020, 2021 e 2022. A coleta de dados foi realizada no período de agosto a dezembro de 2023, no qual os formulários de pesquisa foram aplicados, em horário de aula, nas dependências dos laboratórios de informática da instituição, com duração média de 45 minutos. Com relação aos egressos, procurou-se contactá-los através de representantes de turmas e redes sociais, além da divulgação da pesquisa em site institucional. 3.3 Procedimentos metodológicos Foram analisados os respectivos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) do EMI ofertados pelo IST e aplicado questionários semiestruturados, com utilização da plataforma google forms, para a coleta de dados. Os dados de caracterização discente (Apêndice A) e egressos (Apêndice D) foram coletados através de formulários específicos, desenvolvido pelo autor, ressaltando-se que todas as informações dos participantes foram e serão mantidas com sigilo. Na coleta de dados dos discentes procurou-se obter informações que também pudessem caracterizar a trajetória de ingresso no IFSP, se os mesmos cursaram ou não a segunda etapa do ensino fundamental em instituições públicas ou privadas, e se fizeram uso de cotas para ingresso no IFSP; além de estarem ou não utilizando recursos de auxílio estudantil institucional (PAE). Utilizou-se um questionário, adaptado de Ferreira (2019), para analisar o conhecimento e a participação dos discentes, a percepção dos mesmos quanto a proposta do currículo integrado, e as expectativas de projeções futuras. 18 Com o instrumento “Relatório Diagnóstico”, adaptado de Garcez (2020), procurou-se identificar ações que sustentam a proposta pedagógica de formação no que tange à inserção no mercado de trabalho e na possibilidade de prosseguimento dos estudos em âmbito da educação superior. A partir de escala de atitudes, os discentes manifestaram a concordância ou discordância em relação a afirmações divididas em constructos. Para os egressos fez-se uso, com adaptações, do questionário de Botelho (2020), buscando informações sobre a atual atuação e informações sobre o prosseguimento dos estudos, além da importância de terem cursado o Ensino Médio Integrado (EMI). Para o desenvolvimento da pesquisa em questão pontua-se os procedimentos metodológicos: • Levantamento documental relativo à educação profissional técnica de nível médio; • Levantamento documental cronológico para descrição do processo de implantação do IFSP e do IST; • Levantamento documental do histórico de matrículas discentes regulares nos cursos do EMI do IST, através do Sistema Unificado da Administração Pública (SUAP); • Levantamento de dados estatísticos através da Plataforma Nilo Peçanha (PNP); • Aplicação de questionários: discentes em curso e egressos; • Análise estatística dos dados: quantitativo e qualitativo. 19 3.3.1 Percurso metodológico da análise qualitativa Os resultados obtidos através do banco de dados dos formulários foram identificados por códigos que contemplaram o anonimato dos participantes, e posteriormente realizada a categorização e análise de conteúdo. Na análise de conteúdo, as questões foram identificadas por códigos e, analisadas separadamente conforme a frequência de palavras, mesmo procedimento adotado para a análise da ideia central. 3.4 População, amostragem; critérios de inclusão e exclusão Para a composição da população fez-se uso do SUAP, sendo possível identificar o público alvo da pesquisa, tanto para os discentes regulares quanto para os egressos. A determinação do tamanho ideal da amostra foi realizada com a utilização da Fórmula do intervalo de confiança de uma proporção finita, no qual foi determinado o percentual de confiabilidade, a margem de erro, e adotado o Desvio Padrão (DP). A participação na pesquisa foi vinculada à formalização do TCLE e do TALE. Não participaram os discentes ausentes no ato da aplicação dos formulários, e os egressos que não retornaram a tentativa de contato. 4. DESENVOLVIMENTO 4.1 Marcos históricos da Educação Profissional e do IFSP O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), especializada na oferta de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) em diferentes modalidades de ensino, sendo constituída pela Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, que também instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), da qual o IFSP é integrante (Brasil, 2008). Ainda que vinculado ao MEC, o IFSP detém autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar, nos termos do Art. 1º, Parágrafo único, da Lei nº 11.892/2008. 20 A origem histórica do IFSP se dá com a Escola de Aprendizes Artífices (EAA) de São Paulo em 1909, criada pelo Decreto nº 7.566 de 23 de setembro de 1909 (Brasil, 1909), subordinadas ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com o objetivo de formar operários e contramestres, por meio do ensino gratuito de conhecimento técnicos e práticos para menores das classes menos favorecidas (Camargo e Gabler, 2022). Em 1927 o Congresso Nacional sanciona o Projeto de Fidélis Reis, que prevê o oferecimento obrigatório do Ensino Profissional no país, e em 1930 é criado o Ministério da Educação e Saúde Pública que passa a supervisionar as EAA, através da Inspetoria do EPT (Brasil MEC, 2024). Decorridos dez anos, em 1937, no qual foi promulgada a nova Constituição Brasileira, que trata pela primeira vez do ensino técnico, profissional e industrial, foi assinada a Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, que transforma as EAA em Liceus Industriais, destinados ao ensino profissional, de todos os ramos e graus (Brasil, 1937). No ano de 1941 passaram a vigorar uma série de leis, conhecidas como a “Reforma Capanema”, que remodelam todo o ensino no país abrangendo como pontos principais: a consideração do ensino médio profissional como nível médio; o ingresso nas escolas industriais passou a ser através de exames de admissão; e os cursos foram divididos em dois níveis, sendo o curso básico industrial, artesanal, de aprendizagem e de mestria, e o segundo nível o curso técnico industrial (Brasil MEC, 2024). Com o Decreto nº 4.127, de 25 de fevereiro de 1942, os Liceus Industriais foram transformados em Escolas Industriais e Técnicas, e foi criada a Escola Técnica Federal de São Paulo (ETEF-SP), passando a oferecer a formação profissional em nível equivalente ao do secundário (Brasil, 1942). Em 1944, com o advento da participação da Força Expedicionária Brasileira na segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América (EUA) proporcionaram o impulsionamento da industrialização brasileira através de empréstimos financeiros (Brasil MEC, 2024). O período de 1956 a 1961 foi marcado por profundas mudanças na política de educação profissional. No governo de Juscelino Kubitschek houve o aprofundamento da relação entre Estado e Economia, com o objetivo de formar 21 profissionais orientados para as metas de desenvolvimento do país, e assim em 1959 as ETEF’s são transformadas em autarquias com o nome de Escolas Técnicas Federais, Lei nº 3.552 de 16 de fevereiro de 1959, passando a ter autonomia didática e de gestão (Brasil, 1959). No ano de 1961 o ensino profissional é equiparado ao ensino acadêmico, com a promulgação da Lei nº 4.024 de 20 de dezembro de 1961, que fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1961). Em 1967, através do Decreto nº 60.731, as fazendas modelos do Ministério da Agricultura passam para o Ministério da Educação e Cultura, e assim passam a funcionar como escolas agrícolas (Brasil, 1967). No ano de 1971 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB) torna, compulsoriamente, técnico-profissional todo o currículo do segundo grau com o intento da urgência de formar técnicos (Brasil MEC, 2024). Com a Lei nº 6.545, de 30 de junho de 1978, as ETEF’s do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) (Brasil, 1978). Na década de 80, do século passado, a globalização e a nova configuração da economia mundial atingem o Brasil, e o cenário foi de profundas e polêmicas mudanças com a associação da intensificação da aplicação da tecnologia a uma nova configuração dos processos de produção (Brasil MEC, 2024). Em 1994, com a Lei nº 8.948, de 8 de dezembro, ocorre a institucionalização do Sistema Nacional de Educação Tecnológica, transformando, gradativamente, as ETF’s e as EAF’s em CEFET’s (Brasil, 1994). No ano de 1996 a LDB passou a dispor sobre a Educação Profissional em capítulo próprio, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (Brasil, 1996), e no ano posterior (1997) o Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997, regulamentou a educação profissional (Brasil, 1997); neste mesmo ano foi criado o Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP). Em 1999 retorna o processo de transformação das ETF’s em CEFET’s, no qual é criado o Centro de Educação Tecnológica de São Paulo (CEFET-SP) através do Decreto de 18 de janeiro (Brasil, 1999). No ano de 2005, através da Lei nº 11.195, de 18 de novembro de 2005, dá nova redação ao §5 do Art. 3º da Lei nº 8.948, de 8 de dezembro de 1994, no qual foi 22 instituído que a expansão da oferta da educação profissional deveria ocorrer, preferencialmente, em parceria com Estados, Municípios e Distrito Federal, setor produtivo ou organizações não governamentais (Brasil, 2005). Ainda no ano de 2005 foi lançada a primeira fase do Plano de Expansão da Rede Federal, com a construção de sessenta novas unidades de ensino, e o CEFET- PR passa a ser a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Brasil MEC, 2024). No ano de 2006, com o Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, define-se sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação sequenciais no sistema federal de ensino (Brasil, 2006). Ainda neste ano é instituído o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), e lançado o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia (Brasil MEC, 2024). A segunda fase do Plano de Expansão da Rede Federal iniciou-se no ano de 2007, ainda neste ano, com o Decreto nº 6.302, de 12 de dezembro de 2007, institui- se o Programa Brasil Profissionalizado (Brasil, 2007, p.4), e foi lançado o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. A Rede Federal de Institutos foi instituída em 29 de dezembro de 2008 com a sanção da Lei nº 11.892 (Brasil, 2008). Com a mudança de CEFET-SP para IFSP, houve a mudança na oferta das vagas, sendo 50% destinados aos cursos técnicos e, no mínimo, 20% das vagas para os cursos de licenciatura e para os programas especiais de formação pedagógica, sobretudo nas áreas de Ciências e da Matemática. A nova lei trouxe a criação imediata de 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e os cursos de extensão na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC) continuaram a ser ofertados, além dos cursos superiores de graduação em bacharelado e de tecnologias, pós-graduação, latu sensu (especialização), e stricto sensu (mestrado). Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Entre os anos de 2005 e 2016, foram criados 422 campi, sendo 214 entre 2005 e 2010, e 208 entre 2011 e 2016, caracterizando, desta forma, a maior expansão da história da Rede Federal, que é formada pelos IF’s, por dois Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET’s), 23 22 Escolas Técnicas vinculadas às universidades, o Colégio Pedro II e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atualmente (2024), são 682 unidades e mais de 1,5 milhões de matrículas; e com o anúncio da Presidência da República, de 12 de março de 2024, haverá a criação de mais 100 novos Campus, e a Rede Federal passará a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IF’s; sendo criadas mais 140 mil vagas, a maioria em cursos do EMI (MEC, 2024). “Os Institutos Federais são instituições de excelência. Oferecem, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, uma formação humana integral a seus estudantes, por meio de cursos — de qualificação profissional, técnicos e de graduação e pós-graduação” (MEC, 2024). “Por suas características, essas instituições assumiram importante papel no desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Além de ofertar o melhor ensino médio do País, aferido por avaliações nacionais e internacionais, atrelam suas ações às vocações do território, gerando transformação social, local e regional” (MEC, 2024). 4.2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP As informações deste tópico foram extraídas do Plano de Desenvolvimento Institucional (2019-2023). O Instituto Federal de São Paulo (IFSP) está organizado em estrutura multicampi e em polos de educação a distância, distribuídos pelo estado de São Paulo. Atualmente, são mais de 40 mil alunos matriculados nas 39 unidades, em cursos técnicos, superiores e de pós-graduação, tendo como Missão e Visão; Missão: Ofertar educação profissional, científica e tecnológica orientada por uma práxis educativa que efetive a formação integral e contribua para a inclusão social, o desenvolvimento regional, a produção e a socialização do conhecimento" (PDI, 2019-2023). Visão: Ser referência em educação profissional, científica e tecnológica, na formação de professores e na produção e socialização do conhecimento" (PDI, 2019-2023). O IFSP, além do oferecimento de cursos técnicos, integrados e modulares, do ensino superior (graduação e pós-graduação), foi formado para ter forte inserção na área de pesquisa e extensão, visando estimular o desenvolvimento de soluções 24 técnicas e tecnológicas e estender seus benefícios à comunidade, com o compromisso de socialização do conhecimento científico e tecnológico, disponibilizando todo seu aparato cultural e tecnológico à sociedade. O IFSP foi concebido para atuar no desenvolvimento da cultura, do empreendedorismo e do cooperativismo; e para apoiar fortemente o desenvolvimento regional, contribuindo com o próprio desenvolvimento nacional, observando as novas tendências do mundo produtivo e aos arranjos locais e nacionais, com o desenvolvimento de pesquisas em novos processos e produtos, e na formação de novos educadores, envolvendo a comunidade interna e atraindo a comunidade externa com a tarefa de promover o desenvolvimento humano. A lei de criação, Lei nº 11.892/2008, estabeleceu que 50% das vagas fosse destinada à oferta de cursos técnicos de nível médio, em especial cursos de currículo integrado. Ainda por determinação legal, o IFSP, passou a atuar na formação de jovens e adultos trabalhadores na perspectiva de uma educação inclusiva, que tenta resgatar o direito ao conhecimento e à formação profissional de cidadãos, principalmente daqueles historicamente marginalizados. Em 2009 o Instituto passou a ter dois colegiados como órgãos superiores da administração, o Colégio de Dirigentes e o Conselho Superior, e também a posse de um Reitor, não mais Diretor-Geral. As unidades de ensino se tornaram Campus, e seus dirigentes, diretores-gerais, e assim passaram a ser nomeados pelo presidente da república após consulta à comunidade local, com a reitoria como órgão executor. Com a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, iniciou-se a garantia da reserva de 50% das matrículas, por curso e turno nas universidades federais e nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. No primeiro aniversário da política de cotas, em agosto de 2013, o MEC informou que 83% dos IF’s já haviam atingido a meta de reserva de vagas, mínima de 50%, para alunos oriundos de escolas públicas, prevista para ser cumprida em 2016 (PDI, 2019-2023). Atualmente (2024), o IFSP conta com 41 campus distribuídos no estado de São Paulo, sendo 39 em efetivo exercício e duas unidades em construção. Na Figura 1, apresenta-se os campi do IFSP. 25 Figura 1 – Relação de campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º Semestre de 2024. Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus Ilha Solteira. Campus Araraquara Campus Avaré Campus Barretos Campus Bauru Campus Birigui Campus Boituva Campus Bragança Paulista Campus Campinas 26 Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus Campos de Jordão Campus Capivari Campus Caraguatatuba Campus Catanduva Campus Cubatão Campus Guarulhos Campus Hortolândia Campus Itapetininga Campus Itaquaquecetuba Campus Jacareí 27 Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus Jundiaí Campus Matão Campus Miracatu Campus Piracicaba Campus Pirituba Campus Presidente Epitácio Campus Presidente Prudente Campus Registro Campus Rio Claro Campus Salto 28 Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus São Carlos Campus São João da Boa Vista Campus São José do Rio Preto Campus São José dos Campos Campus São Miguel Paulista Campus São Paulo Campus São Roque Campus Sertãozinho Campus Sorocaba Campus Suzano 29 Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus Tupã Campus Votuporanga Fonte: Site institucional. https://www.ifsp.edu.br/sobre-o-campus. 30 4.3 Campus Ilha Solteira do IFSP 4.3.1 Infraestrutura do Campus Ilha Solteira O objetivo deste tópico é caracterizar a infraestrutura do Campus Ilha Solteira, com referência ao 2º semestre de 2023, fornecendo dados que podem servir para a análise de investimentos e melhorias em busca do atendimento aos objetivos da instituição. O Campus Ilha Solteira está localizado ao extremo noroeste do estado de São Paulo, instalado em imóvel localizado na Alameda Tucuruí, nº 164, zona norte. A edificação, doada pela Prefeitura Municipal, foi inaugurada em outubro de 1995 (Erro! F onte de referência não encontrada.), atualmente com 28 anos. A área de construção do Campus IST corresponde a 3.636,30 m²; sendo o prédio principal, assobradado, com 2.572,23 m², no qual o pavimento inferior possui a área de 1.293,74 m² e o pavimento superior a área de 1.278,49 m²; e o galpão “dos fundos” com área de 1.064,07 m², inaugurado em 22 de outubro de 1999. O terreno do IFSP está localizado no Lote 01 da quadra TU-D2, com área de 7.189,07 m². Na Tabela 1 apresenta-se as áreas dos ambientes e suas respectivas utilizações. Tabela 1 – Ambientes do Campus Ilha Solteira com respectivas áreas e ocupação, 2º semestre de 2023. Ambiente Pavimento Utilização Área (m²) Ambiente 1 Térreo Biblioteca 116,03 Ambiente 2.1 Térreo Secretaria 39,70 Ambiente 2.2 Térreo Apoio ao ensino 18,01 Ambiente 3 Térreo Laboratório de Informática III 57,72 Ambiente 4 Térreo Sala de aula 72,63 Ambiente 5 Térreo Sala de aula 72,63 Ambiente 6 Térreo Laboratório IFMaker 57,72 Ambiente 7 Térreo Laboratório de Educação Física 57,72 Ambiente 8 Térreo Socio pedagógico, DAE, FCC 39,45 Ambiente 8.1 Térreo WC interno ao ambiente 8 3,50 Ambiente 9 Térreo Refeitório 116,03 Ambiente 10 Térreo Depósito (Futuro Lab. Informática) 146,01 Ambiente 11 Térreo Depósito terceirizado - Limpeza 15,90 Ambiente 12 Térreo Futura copa p/ servidores 8,75 Ambiente 13 Térreo Terceirizado - Limpeza 8,75 Ambiente 13.1 Térreo WC do Hall comum 3,50 Ambiente 13.2 Térreo Banheiro Feminino 21,15 Ambiente 13.3 Térreo Banheiro Masculino 21,15 31 Ambiente Pavimento Utilização Área (m²) Ambiente 13.4 Térreo Área de convivência 33,57 Ambiente 13.5 Térreo Terraço de entrada 15,25 Ambiente 14 Superior Laboratório de Informática I 57,72 Ambiente 15 Superior Laboratório de Informática II 57,72 Ambiente 16 Superior Laboratório de Desenho 78,01 Ambiente 17 Superior Grêmio Estudantil 59,06 Ambiente 18 Superior Laboratório de Humanas 57,72 Ambiente 19 Superior Ateliê de Arte 57,72 Ambiente 20 Superior CAD e DRG 39,45 Ambiente 20.1 Superior WC interno ao ambiente 20 3,50 Ambiente 21 Superior Tecnologia da Informação - TI 39,45 Ambiente 21.1 Superior WC interno ao ambiente 21 3,50 Ambiente 22 Superior Sala de aula 57,72 Ambiente 23 Superior Sala de aula 57,72 Ambiente 24 Superior Sala de aula 72,63 Ambiente 25 Superior Sala de aula 72,63 Ambiente 26 Superior Sala de aula 57,72 Ambiente 27 Superior Sala dos professores 57,72 Ambiente 28 Superior Sala de reuniões 18,16 Ambiente 28.1 Superior Banheiro Feminino 21,15 Ambiente 28.2 Superior Banheiro Masculino 21,15 Ambiente 29 Galpão Térreo Laboratório de Construção Civil 183,40 Ambiente 29.1 Galpão Térreo Laboratório de Ensaios estruturais 44,38 Ambiente 29.2 Galpão Térreo Sala Técnica 14,79 Ambiente 30 Galpão Térreo Cozinha 14,55 Ambiente 31 Galpão Térreo Destinado ao futuro refeitório 175,97 Ambiente 31.1 Galpão Térreo Destinado à Cozinha do futuro refeitório 40,50 Ambiente 31.2 Galpão Térreo Almoxarifado de expediente 40,50 Ambiente 32 Galpão Térreo Pátio / Veículo oficial 198,80 Ambiente 33 Galpão Térreo Banheiro masculino 16,25 Ambiente 34 Galpão Térreo Banheiro feminino 16,25 Ambiente 35 Galpão Térreo Depósito 192,37 Ambiente 35.1 Galpão Térreo Almoxarifado de manutenção 35,65 CAD: Coordenadoria Administrativa / DAE: Diretoria Adjunta Educacional / DRG: Direção-Geral / FCC: Coordenação de Cursos / NAPNE: Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas. Nas Figuras 2, 3 e 4 representa-se, respectivamente, o croqui do pavimento térreo, superior, e galpão dos fundos, com a identificação dos seus respectivos ambientes. 32 Figura 2 – Croqui do pavimento térreo da edificação do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2023). Figura 3 – Croqui do pavimento superior da edificação do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2023). 33 Figura 4 – Croqui do galpão dos fundos do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2023). Além do imóvel citado, o Campus Ilha Solteira também possui terreno com área de 11.540,52 m², constante do Lote nº 01 da quadra TU-D4, matrícula nº 16.181 do registro de imóveis do município de Pereira Barreto – SP, doado pela Prefeitura Municipal de Ilha Solteira, em 16 de setembro de 2019, para a finalidade de construção da quadra poliesportiva, esta inaugurada em 09 de dezembro de 2019, com homenagem póstumas a “Marcelo Augusto de Souza”, responsável pela criação e evolução do time de Futsal, “Vera Cruz”, no município de Ilha Solteira, além de outras ações esportivas em prol da comunidade. Na Figura 5 representam-se as vistas aéreas dos imóveis do IFSP-IST. 34 Figura 5 – Vista aérea do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º semestre de 2024. Fonte: Próprio autor (2024). https://www.google.com.br/maps/@-20.4210957,-51.3332621 (Campus IFSP). https://www.google.com.br/maps/@-20.423433,-51.3311558 (Quadra Poliesportiva – IFSP). 4.3.2 Ensino no Campus Ilha Solteira O Campus IST-IFSP faz parte do programa de expansão da Rede Federal de ensino com funcionamento autorizado em 21 de janeiro de 2015 (Portaria Ministerial nº 027/2015). A instituição iniciou suas atividades de ensino, no município de Ilha Solteira, no 2º semestre de 2014, com a nomeação do Coordenador de Implantação (Portaria nº 6.181, de 19 de novembro de 2014), e a oferta de 60 (sessenta) vagas, distribuídas em duas turmas, no curso de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC) em “Desenho Auxiliado por Computador: AutoCAD básico”. O curso foi desenvolvido nas dependências da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FEIS/UNESP) com carga horária de 160 horas. Em 27 de maio de 2014, através da Lei Complementar nº 315/2014, foi extinta a Fundação Municipal de Educação e Desenvolvimento Social de Ilha Solteira (FUNEDISA) e desafetado um imóvel público, que em 17 de dezembro de 2015 foi doado ao IFSP para a instalação do Campus Ilha Solteira, com escritura lavrada em 29 de fevereiro de 2016. 35 Em 11 de fevereiro de 2015, com a Lei Ordinária nº 2.170/2015, foi firmado convênio entre a Prefeitura Municipal de Ilha Solteira (PM) e o IFSP, sendo aquela responsável pelos serviços de vigilância, limpeza, manutenção externa, telefonia e internet, fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água, merenda seca, e bens móveis em termos de concessão de uso. Em contrapartida o IST-IFSP assumiu o compromisso de iniciar as suas atividades em fevereiro de 2015 com a oferta de cursos de extensão, e em 2016 com curso regular na modalidade concomitante/subsequente. Ainda no ano de 2015 foram realizadas as três etapas de audiências públicas, em 27 de outubro, 17 de novembro, e 01 de dezembro, com o objetivo de definir o eixo tecnológico e os cursos técnicos regulares a serem implantados no Campus Ilha Solteira. As audiências foram realizadas de acordo com as normativas da Portaria Normativa IFSP nº 1.091, de 17 de março de 2015, atualmente revogada pela Portaria Normativa IFSP nº 92, de 16 de junho de 2023, que aprova o regulamento que normaliza o funcionamento das audiências públicas do IFSP. Como resultado das audiências foi definido o eixo tecnológico de Infraestrutura/Construção Civil e o curso Técnico em Edificações, na modalidade Concomitante/Subsequente como o primeiro curso técnico a ser implantado no município pela instituição. Em 07 de junho de 2016, através da Resolução IFSP nº 39/2016, o Conselho Superior do IFSP (CONSUP) aprovou o Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Edificações (PPC) para o IFSP-IST, permitindo a realização do primeiro processo seletivo, com ingresso no 2º semestre de 2016, no qual foram ofertadas 40 vagas, no período noturno, tendo 227 candidatos inscritos, com a relação candidato/vaga de 5,7. Em 2017, atendendo as definições provindas das audiências públicas de 2015, foram aprovadas as implantações do EMI ao curso Técnico em Desenho de Construção Civil, e o EMI ao curso Técnico em Edificações, respectivamente as Resoluções nº 080/2017 e 079/2017, de 5 de setembro de 2017. Os cursos do EMI tiveram início em 5 de fevereiro de 2018. O curso Técnico em Edificações na modalidade Concomitante/Subsequente, que teve início no segundo semestre de 2016, foi ofertado conforme se apresenta na Tabela 2. 36 Tabela 2 – Ofertas do curso Técnico em Edificações, na modalidade Concomitante/Subsequente, no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP. Ano Oferta de Turma no semestre Turma(s) Ingressante(s) 1º 2º 2016 Não Sim 1ª Turma 2017 Sim Sim 2ª Turma / 3ª Turma 2018 Não Sim 4ª Turma 2019 Não Não - 2020 Não Não - 2021 Não Não - 2022 Sim Não 5ª Turma Apesar do curso ser semestral houve a necessidade de interrupções na oferta devido à implantação do EMI em 2018, em atendimento à Resolução IFSP nº 109/2015 de 04 de novembro de 2015 que “Aprova ad referendum alterações no Regulamento de Atribuições de Atividades Docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo”. Em 2020, devido a Pandemia do COVID-19, os cursos regulares do EMI tiveram continuidade com o ensino remoto, que foi possível devido a ações de sensibilidade para o enfrentamento à Pandemia, como o empréstimo de computadores e a disponibilização de recursos de conectividade. De acordo com dados extraídos do Plataforma Nilo Peçanha1 (PNP), referente ao período de 2018 a 2022, a evasão no EMI para os cursos do IST corresponde em média a 10,3% ( 1 Na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), é possível extrair os dados oficiais do Rede Federal, através de um ambiente virtual de coleta, validação e disseminação das estatísticas oficiais. 37 Tabela 3). As duas primeiras turmas concluintes do EMI foram em 2020, no qual obteve-se o percentual de 62,5% de concluintes (n:50), sendo que destes, teve-se em torno de 70% (n:35) de aprovação em cursos de nível superior. A relação Aluno x Professor (RAP), conforme dados extraídos da PNP para o período de 2018 a 2022, são representadas no Gráfico 1. Na Tabela 4 apresenta-se, para o período de 2018 a 2022, a relação candidato x vagas para os cursos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira, na qual a média correspondeu a 1,85. 38 Tabela 3 – Taxa de evasão no Ensino Médio Integrado dos cursos do Campus Ilha Solteira no período de 2018 a 2022. IFSP-IST, 2º semestre 2023, Plataforma Nilo Peçanha. Ano EMI - DES EMI - EDI EMI - DES e EDI Matrículas Evasão Taxa de Evasão Matrículas Evasão Taxa de Evasão Matrículas Evasão Taxa de Evasão 2018 40 6 15,0% 40 5 12,5% 80 11 13,8% 2019 75 9 12,0% 76 18 23,7% 151 27 17,9% 2020 106 2 1,9% 98 11 11,2% 204 13 6,4% 2021 124 7 5,6% 107 4 3,7% 231 11 4,8% 2022 99 7 7,1% 96 10 10,4% 195 17 8,7% EMI: Ensino Médio Integrado / DES: Curso Técnico de Desenho de Construção Civil / EDI: Curso Técnico em Edificações. Tabela 4 – Relação candidatos x vagas para os cursos do Ensino Médio Integrado, no período de 2018 a 2022, no Campus Ilha Solteira. Ano Matrículas Vagas Inscritos Ingressantes Candidato x vaga 2018 80 80 141 80 1,76 2019 151 80 146 80 1,83 2020 204 80 166 80 2,08 2021 231 40 135 40 *3,38 2022 195 80 151 80 1,89 * No ano de 2021 foram ofertadas apenas 50% das vagas. Gráfico 1 – Relação Aluno x Professor, no período de 2018 a 2022, para o Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. Fonte: Plataforma Nilo Peçanha (PNP, 2024). 39 4.3.2.1 Do curso Técnico em Desenho de Construção Civil Integrado ao Ensino Médio Neste tópico apresenta-se a identificação do curso Técnico em Desenho de Construção Civil integrado ao Ensino Médio, com o resumo da carga horária e a respectiva estrutura curricular. Quadro 1 – Identificação do curso Técnico em Desenho de Construção Civil Integrado ao Ensino Médio. Forma de oferta: Presencial Abertura do curso: 1º semestre de 2018 Período: Integral Vagas anuais: 40 Nº de semestres: 6 (seis) Carga horária optativa: 493 horas Carga horária obrigatória: 3600 horas Duração hora-aula: 50 minutos Duração do semestre: 20 semanas O estudante do Curso Técnico em Desenho de Construção Civil, modalidade integrada ao Ensino Médio, que optar por realizar os componentes curriculares não obrigatórios ao curso, ou seja, componentes curriculares optativos (Espanhol e LIBRAS), apresentará, ao final do curso, a seguinte carga horária. Carga horária mínima: Componentes curriculares obrigatórios. 3600 horas Componentes curriculares obrigatórios + Estágio supervisionado (Optativo) 3960 horas Componentes curriculares obrigatórios + Componentes curriculares optativos 3733 horas Carga horária máxima: Componentes curriculares obrigatórios + Estágio supervisionado (optativo) + Componentes curriculares optativos 4093 horas Fonte: PPC técnico em Desenho de Construção Civil integrado ao Ensino Médio. 40 Quadro 2 – Estrutura curricular do Curso Técnico em Desenho de Construção Civil integrado ao Ensino Médio. Fonte: PPC técnico em Desenho de Construção Civil integrado ao Ensino Médio. 41 4.3.2.2 Do curso Técnico em Edificações Civil Integrado ao Ensino Médio Neste tópico apresenta-se a identificação do curso Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio, com o resumo da carga horária e a respectiva estrutura curricular. Quadro 3 – Identificação do curso Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio. Forma de oferta: Presencial Abertura do curso: 1º semestre de 2018 Período: Integral Vagas anuais: 40 Nº de semestres: 6 (seis) Carga horária optativa: 493 horas Carga horária obrigatória: 3600 horas Duração hora-aula: 50 minutos Duração do semestre: 20 semanas O estudante do Curso Técnico em Desenho de Construção Civil, modalidade integrada ao Ensino Médio, que optar por realizar os componentes curriculares não obrigatórios ao curso, ou seja, componentes curriculares optativos (Espanhol e LIBRAS), apresentará, ao final do curso, a seguinte carga horária. Carga horária mínima: Componentes curriculares obrigatórios. 3600 horas Componentes curriculares obrigatórios + Estágio supervisionado (Optativo) 3960 horas Componentes curriculares obrigatórios + Componentes curriculares optativos 3733 horas Carga horária máxima: Componentes curriculares obrigatórios + Estágio supervisionado (optativo) + Componentes curriculares optativos 4093 horas Fonte: PPC técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio. 42 Quadro 4 – Estrutura curricular do Curso Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio. Fonte: PPC técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio. 43 4.3.3 Recursos humanos no Campus Ilha Solteira Conforme a Portaria nº 246, de 15 de abril de 2016, que dispõe sobre a criação do modelo de dimensionamento de cargos efetivos, o Campus Ilha Solteira foi criado na Tipologia 20/13, que corresponde ao quadro de 20 docentes e 13 administrativos. A composição de dimensionamento de cargos e funções, ainda em consonância com a Portaria nº 246/2016, e a atual composição do Campus é apresentada na Tabela 5. Tabela 5 – Composição de dimensionamento de cargos e funções da Tipologia 20/13, e do Campus Ilha Solteira, 1º semestre de 2024. Tipologia (20/13) Portaria nº 246 Atual composição do Campus TAE – Nível C 03 03: Assistentes de alunos TAE – Nível D 05 07: 03 Tecnologia da Informação, 02 Assistentes Administrativos, 01 Técnico de laboratório, 01 Interprete. TAE – Nível E 05 02: *01 Pedagoga, 01 Técnico em Assuntos Educacionais Docente EBTT 20 **22: Docentes efetivos (05 temporários) Total: 33 34 servidores efetivos * A pedagoga (Nível E) está emprestada a outro órgão. ** 01 docente efetivo emprestado a outro órgão. Atualmente o Campus consta com 39 servidores, sendo 22 docentes efetivos, 05 docentes temporários, e 12 técnicos administrativos. Os docentes temporários foram contratados para suprir as demandas de licenciados: capacitação (n:2), gestante (n:1), emprestados a outros órgãos (n:1), em cargos de Direção (n:1), e na ausência de docentes efetivos (n:1), este último se referindo ao docente de química. Na estrutura do Campus Ilha Solteira há dois cargos de direção (CD), que são ocupados por docentes, a Direção-Geral (DRG – Nível 3), e a Diretoria Adjunta Educacional (DAE – Nível 4). Além dos setores de direção tem-se no campus a Coordenadoria de Registros Escolares (CRE – FG 2) e a Coordenadoria Administrativa (CAD – FG 2), ambas coordenadas por assistentes administrativos (Nível D); e o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE – FG 3), coordenado pelo tradutor intérprete de linguagens sinais (Nível D), e também duas (2) Funções de Coordenação de Curso (FCC), que são ocupadas por docentes. 44 Além dos setores gratificados, existe no campus as representações: Representação da Pesquisa (REPE), e a Representação da Extensão Local (REL), ambas representadas por docentes, sem gratificações e com compensação de horas. De acordo com os dados extraídos da PNP, tem-se que o Índice de Titulação do Corpo Docente (ITCD) do Campus Ilha Solteira corresponde à média de 4,24 para o período compreendido de 2018 e 2022, em uma escala que possui o intervalo de 1 a 5. Na atual composição de docentes efetivos (2024), tem-se que 63.6% (n:14) possuem a titulação de doutor, e 31.8% (n:7) são mestres. Tabela 6 – Índice de Titulação do Corpo Docente do Campus Ilha Solteira no período de 2018 a 2022, 1º semestre de 2024. Ano Servidores Docentes Docentes efetivos ITCD 2018 34 23 19 3,9 2019 37 25 24 4,3 2020 37 25 22 4,2 2021 40 26 21 4,3 2022 36 24 22 4,5 ITCD: Índice de Titulação do Corpo Docente. Fonte: Plataforma Nilo Peçanha (PNP). https://www.gov.br/mec/pt-br/pnp Uma das consideráveis dificuldades encontradas, neste período de implantação do campus, se refere ao fluxo de servidores, muitos sendo removidos para outros campi, e outros sendo redistribuídos para outras instituições da Rede Federal. No período de 2015 a 2023 o Campus já teve a passagem de 48 servidores, além dos atuais; acredita-se que o fator geográfico seja predominante para a ocorrência do fato. Com o levantamento do número de servidores no Campus pode-se identificar a necessidade de recomposição da estrutura administrativa e funcional; tem-se a necessidade de contratação de Pedagogo e bibliotecário, funções estas não ocupadas, além da necessidade de um assistente administrativo específico para apoio à execução administrativa que é realizada pela Direção Geral. 45 4.3.4 Cursos de extensão no Campus Ilha Solteira Conforme já citado, as atividades iniciais do Campus Ilha Solteira, foram marcadas com a oferta do Curso de Extensão na modalidade FIC em outubro de 2014, com a oferta de 60 vagas no curso de AutoCad básico. No ano de 2015, em parceria com a Prefeitura Municipal (PM), foram ofertados 6 cursos FIC com a oferta de 280 vagas em 17 turmas (Tabela 7). Tabela 7 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2015. Curso de Extensão – FIC Carga Horária (Horas) Vagas Corte e costura sob medida 160 60 Desenho auxiliado por computador: AutoCAD básico 80 40 Informática básica: Introdução ao LibreOffice 80 40 Planilhas de cálculo com a utilização do BrOffice Calc 80 20 Técnicas de bordar 160 60 Técnicas de patchwork 160 60 FIC: Formação Inicial e Continuada. Em 8 de janeiro de 2016 foi firmado novo convênio com a PM, Lei nº 2.234/2016, sendo possível estruturar ações de extensão com a oferta de novos cursos e a manutenção das obrigações e contrapartidas regidas pela Lei nº 2.170/2015. No ano de 2016 foram ofertadas 460 vagas em cursos de extensão na modalidade FIC, distribuídas em 28 turmas e 12 cursos (Tabela 8). Tabela 8 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2016. Curso de Extensão – FIC Carga Horária (horas) Vagas Corte e costura sob medida 160 60 Desenho auxiliado por computador: AutoCAD básico 80 60 Desenhos vetoriais com Inkscape e Powerdraw 60 20 Edição de imagens com Paint.net 60 20 Informática básica: Introdução ao LibreOffice 80 20 Internet e redes sociais 40 20 Mãos à obra: aulas de física 40 20 Mãos à obra: aulas de física II 40 20 Matemática para o ENEM 60 60 Planilhas de cálculo com a utilização do BrOffice Calc 80 20 Técnicas de bordar 160 60 46 Curso de Extensão – FIC Carga Horária (horas) Vagas Técnicas de patchwork 160 80 FIC: Formação Inicial e Continuada. Através do convênio nº 001/2017, de 21 de fevereiro de 2017, entre a PM e o IFSP-IST, foi possível dar continuidade das ações de extensão, com a oferta de 184 vagas distribuídas em 9 turmas e 7 cursos (Tabela 9). Tabela 9 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira no ano de 2017. Curso de Extensão - FIC Carga Horária (horas) Vagas Desenho auxiliado por computador: SketchUp básico 40 20 Corte e costura sob medida 160 14 Desenho auxiliado por computador: AutoCAD básico 80 20 Desenho auxiliado por computador: Revit básico 40 20 Técnicas de bordar 160 30 Técnicas de patchwork 160 40 Xadrez: Nível básico 40 40 FIC: Formação Inicial e Continuada. Com o advento da implantação dos cursos do EMI, no 1º semestre de 2018, foi ampliado o quadro de servidores docentes, e assim, foi possível ampliar a oferta de cursos de extensão na modalidade FIC. Na Tabela 10 apresenta-se os cursos de extensão, na modalidade FIC, ofertados nos anos de 2018 e 2019, totalizando a oferta de 1115 vagas distribuídas em 39 turmas e 26 cursos. Tabela 10 – Cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, ofertados no Campus Ilha Solteira nos anos de 2018 e 2019. Curso de Extensão - FIC Carga Horária (horas) Vagas Biologia para o ENEM e exames vestibulares 40 20 Ciências humana: pensar o saber para saber pensar 60 90 Cinesofia 40 90 Defesa pessoal I 40 60 Desenho auxiliado por computador: AutoCAD básico 80 40 Desenho auxiliado por computador: Revit básico 40 20 Desvendando o mudo através dos mapas 40 30 Direitos fundamentais dos cidadãos: conscientizando para melhor viver em sociedade 40 60 47 Curso de Extensão - FIC Carga Horária (horas) Vagas Eleições 2018 sob o crivo da teoria política 80 60 Exercícios aplicados à patologia crônico degenerativas 40 35 Exercícios físicos aplicados a doenças crônicas 40 40 Exercícios físicos para idosos 30 120 Física moderna: Tópicos para o ensino médio 40 80 Gestão de resíduos sólidos 32 60 Leitura do mundo em jornais: O local e o global em perspectiva 40 20 Matemática básica 32 50 Memória e História: Narrativas orais sobre a cidade de Ilha Solteira - SP 60 20 Noções básicas de alvenaria estrutural 40 30 Oficina de argumentação e redação 40 40 Pintura mural 70 30 Planilhas de cálculo com a utilização do BrOffice Calc 80 20 Português para concursos 40 20 Produção textual para o ENEM 40 20 Sexualidade no dia-a-dia 40 20 Teatro e jogos dramáticos 40 20 Técnicas de desenho 40 20 FIC: Formação Inicial e Continuada. Em 2020 e 2021, devido a Pandemia do COVID-19, não foram ofertados cursos de extensão. Na Tabela 11 apresenta-se, extraído da PNP, os dados da extensão referente ao período de 2017 a 2022. Tabela 11 – Dados dos cursos de extensão, na modalidade de Formação Inicial e Continuada, no período de 2017 a 2022. Ano Matrículas Vagas Inscritos Ingressantes Concluintes Evasão 2017 318 447 422 318 181 57,1% 2018 355 620 415 355 174 58,1% 2019 93 210 93 93 47 49,5% 2020 - - - - - - 2021 - - - - - - 2022 75 120 75 75 63 16,0% Fonte: Plataforma Nilo Peçanha. https://www.gov.br/mec/pt-br/pnp Atualmente, 2º semestre de 2023, não está sendo ofertado nenhum curso de extensão no Campus, havendo a necessidade de ações que busquem parcerias em Prol à comunidade. 48 4.3.5 Pesquisa no Campus Ilha Solteira O IFSP possui Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIFSP) e o Programa Voluntariado (PIVICT). O objetivo dos programas é promover suporte aos grupos formados por servidores e alunos, envolvidos no desenvolvimento de pesquisas, estimulando o desenvolvimento científico e tecnológico e a formação de futuros pesquisadores, objetivos estes estabelecidos pela Portaria IFSP nº 34/2022, de 12 de janeiro de 2022. Os quais são elencados abaixo: ▪ Despertar a vocação científica e incentivar novos talentos entre estudantes de nível médio e superior; ▪ Contribuir para a formação do cidadão pleno, possibilitando atuar de forma empreendedora na sua comunidade; ▪ Contribuir para a formação e inserção de estudantes em atividades de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e inovação; ▪ Contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa, ampliando o acesso e a integração do estudante à cultura científica, visando o fortalecimento da capacidade inovadora no País; ▪ Estimular a articulação entre os diferentes níveis de ensino; ▪ Proporcionar a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente, da criticidade e da criatividade decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas de pesquisa; ▪ Estimular o interesse pela pós-graduação e contribuir para a redução do tempo médio de permanência dos alunos nesses programas; ▪ Fortalecer o processo de disseminação das informações e conhecimentos científicos e tecnológicos básicos, bem como desenvolver as atitudes, as habilidades e os valores necessários à educação científica e tecnológica dos estudantes; ▪ Estimular o surgimento de grupos de pesquisa no IFSP, tal como o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de abrangência dos cursos oferecidos pela instituição; 49 ▪ Fomentar a aproximação do IFSP com os arranjos produtivos, sociais e culturais locais. Na Tabela 12 apresenta-se os índices de projetos de pesquisa e produção científica, no Campus Ilha Solteira, no período de 2018 a 2023. Tabela 12 – Índices de projetos de pesquisa e produção científica no Campus Ilha Solteira. ANO PROJETOS PRODUÇÃO CIENTÍFICA PIBIFSP PIVICT 2018 1 - 11 2019 7 - 29 2020 6 - - 2021 5 - 8 2022 5 1 11 2023 2 4 3 PIBIFSP: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica do IFSP. / PIVICT: Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica e Tecnológica do IFSP. Fonte: Representação da Coordenação de Pesquisa (REP). Considera-se importantes a produção e o incentivo à pesquisa, bem como o apoio à participação em eventos científicos. 50 4.3.6 Benfeitorias realizadas no Campus Ilha Solteira Neste tópico apresenta-se as benfeitorias, mais relevantes, realizadas no período de 2015 a 2022 no Campus Ilha Solteira (Tabela 13), originárias, em sua grande maioria, por recursos provenientes da Reitoria e Emendas Parlamentares. Tabela 13 – Benfeitorias relevantes realizadas no Campus Ilha Solteira no período de 2015 a 2022. Mês/Ano Benfeitorias e obras FEV/2015 Up grade em microcomputadores doados pelo campus São Roque FEV/2015 Confecções de bancadas para o laboratório de informática I (Ambiente 14) – Recursos próprios. SET/2016 Climatização do laboratório de Construção Civil (Galpão dos fundos) MAI/2018 Aquisição de ares condicionados para climatização dos ambientes da unidade escolar AGO/2018 Adequação elétrica na edificação para climatização dos ambientes AGO/2018 Substituição de divisórias por paredes acústicas de drywall SET/2018 Aquisição de transformador para cabine primária MAR/2019 Substituição dos alambrados por muros de divisão e portões laterais MAR/2019 Pinturas dos gradis da fachada principal MAR/2019 Instalação de fechadura eletrônico para controle de acesso na unidade MAI/2020 Projeto de combate a incêndio JAN/2021 Aquisição de equipamentos para laboratório de IFMaker MAI/2021 Cercamento do terreno da quadra com alambrados e mourões SET/2021 Construção da quadra poliesportiva FEV/2022 Substituição das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED FEV/2022 Iluminação externa com holofotes de LED FEV/2022 Instalação de bebedouros e lavatórios específicos FEV/2022 Cobertura da quadra poliesportiva ABR/2022 Execução do projeto de combate a incêndio JUL/2022 Substituição das caixas d’água AGO/2022 Energia elétrica (padrão) para quadra e abastecimento de água JUN/2022 Instalação de cortinas JUN/2022 Reparo nas instalações elétricas primárias (Furto) JUL/2022 Tela de proteção para quadra poliesportiva JUN/2023 Substituição da cobertura da edificação principal Contratações: Serviços terceirizados de limpeza predial / Vigilância 24 horas / Jardinagem por / demanda / Telefonia e internet. 51 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 Caracterização discente A população correspondeu aos discentes regularmente matriculados nos 2º e 3º anos do EMI ao curso Técnico em Desenho de Construção Civil e ao curso Técnico em Edificações, com referência ao segundo semestre de 2023, com ingresso na instituição, respectivamente, em 2022 e 2021. Os dados populacionais foram extraídos do SUAP e são apresentados na Tabela 14, constando as quantidades e percentuais de discentes regularmente matriculados nas respectivas turmas e cursos. Tabela 14 – Relação de discentes em curso (n:108). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. Ano/ Período Cursos do Ensino Médio Integrado (EMI) Total Participantes % Desenho de Construção Civil Edificações Total Participantes % Total Participantes % 2º Ano 35 18 51,4 35 22 62,9 70 40 57,1 3º Ano 22 13 59,1 16 11 68,8 38 24 63,2 Total: 57 31 54,4 51 33 64,7 108 64 59,3 Fonte: Sistema Unificado da Administração Pública (SUAP). EMI: Ensino Médio Integrado %: Participantes Ressalta-se que as turmas do terceiro ano, de ambos os cursos do EMI ofertados pelo IFSP-IST, com ingresso na instituição no ano de 2021, tiveram apenas 50% da oferta de vagas para cada turma (n:20). Decisão interna e democrática do IFSP-IST para adequação do ensino ao enfrentamento à Pandemia do COVID-19, visando a manutenção do nível de ensino ofertado. Conforme os dados apresentados na Tabela 14, tem-se que a população correspondeu a 108 discentes, enquanto a amostragem da pesquisa foi de 64 (59,3%). Considerando-se o intervalo de confiança de uma proporção (Equação 1), com população finita (n:108), intervalo de confiança de 95%, e amostra de 64 discentes, é possível afirmar que a margem de erro dos resultados obtidos corresponde a 7,9%. 52 A idade média dos discentes correspondeu a 16,9 ± 0,674 anos (idade ± DP), com a prevalência da idade de 17 anos (n:38; 59,4%); dados condizentes com jovens que estão cursando os 2º e 3º anos do Ensino Médio (EM). No Gráfico 2 apresenta- se a frequência de idade e os respectivos percentuais obtidos. Equação 1 – Fórmula para determinação do tamanho da amostra, através do intervalo de confiança de uma proporção finita. 𝑛 = 𝑍2 × 𝑆𝐷(1 − 𝑆𝐷) 𝑒2 1 + ( 𝑧2 × 𝑆𝐷(1 − 𝑆𝐷) 𝑒2 × 𝑁 ) Sendo: n: Tamanho da amostra N: População Z: (z-escore) SD: Desvio padrão e (%): Margem de erro Gráfico 2 – Frequência de idade dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). No Gráfico 3 apresenta-se os dados referentes ao gênero da amostragem, no qual houve a predominância do sexo feminino (n:39; 60,9%). Foi possível identificar a predominância expressiva de discentes que cursaram a segunda etapa do ensino fundamental, 6º ao 9º ano (Gráfico 4), em escolas públicas (n:41, 64,1%), estes dados condizem com a missão do IFSP que visa “Consolidar uma práxis educativa que contribua para a inserção social, para a formação integradora e para a produção do conhecimento” (PDI, 2019-2023, p.144). (16; 25%) (38; 59,4%) (9; 14,1%) (1; 1,6%) 16 17 18 19 Fr eq u ên ci a; % Idade discente (anos) Idade dos discentes (16,9±0,67 anos) 53 Gráfico 3 – Gênero dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). Gráfico 4 – Origem acadêmica dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). A maioria, 59,4% (n:38), dos discentes declaram não ter utilizado o sistema cotas para o ingresso no IFSP-IST (Gráfico 5). Devido à questão regional, dentre outros fatores, o Campus Ilha Solteira atende mais quatro municípios, a saber: (39; 60,9%) (24; 37,5%) (1; 1,6%) Feminino Masculino Outro Fr eq u ên ci a; % Gênero discente da amostragem (23; 35,9%) (41; 64,1%) Escola privada Escola pública Fr eq u ên ci a; % Proveniência Institucional do Ensino Fundamental 54 Itapura/SP, Pereira Barreto – SP, Suzanápolis – SP e Selvíria – MS, sendo que na amostragem do estudo não foram identificados alunos provenientes do município de Selvíria – MS. Como esperado, houve a predominância de discentes do município de Ilha Solteira (n:50; 78,1%). Gráfico 5 – Utilização de cotas para ingresso no Ensino Médio Integrado do Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). Gráfico 6 – Município de residência dos discentes em curso nos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). (38; 59,4%) (26; 40,6%) Não Sim Fr eq u ên ci a; % Utilização de Cotas para ingreso no IFSP-IST (50; 78,1%) (1; 1,6%) (9; 14,1%) (4; 6,3%) Ilha Solteira Itapura Pereira Barreto Suzanápolis Fr eq u ên ci a; % Residência domiciliar 55 Levando-se em consideração apenas os discentes que residem no município de Ilha Solteira, identificou-se que o meio de transporte mais utilizado, para o deslocamento à instituição, foi a bicicleta (n:32; 64%). No que tange à assistência estudantil, obteve-se que 54,7% (n:35) dos discentes declaram não serem assistidos (Gráfico 8). Gráfico 7 – Meio de transporte utilizado pelos discentes do município de Ilha Solteira para deslocamento ao Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). Gráfico 8 – Discentes dos 2º e 3º anos do Ensino Médio Integrado, assistidos pelo Programa de Permanência Estudantil, no Campus Ilha Solteira, 2º semestre de 2023. Fonte: Próprio autor (2024). (12; 24%) (32; 64%) (5; 10%) (1; 2%) Automóvel Bicicleta Não utiliza Ônibus Fr eq u ên ci a; % Meio de transporte para o IFSP-IST Residentes no município de Ilha Solteira (29; 45,3%) (35; 54,7%) Sim Não Fr eq u ên ci a; % Possuem Assistência Estudantil (AE) 56 Na Tabela 15 apresenta-se a compilação dos dados executados no Programa de Auxílio Permanência (PAP), no período de 2018 a 2023, no Campus Ilha Solteira. No ano de 2020, com o aumento do número de discentes, houve um maior número de assistência, com destaque para os auxílios de alimentação, material e transporte, conforme Gráfico 9. Tabela 15 – Execução do Programa de Auxílio Permanência, no Campus Ilha Solteira, no período de 2018 a 2023, 2º semestre de 2023. Auxílio Permanência Anos – Discentes assistidos 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Alimentação 57 50 89 82 85 85 Transporte 22 30 33 15 23 33 Moradia 1 3 2 1 0 0 Creche 3 0 0 0 1 2 Saúde 1 2 2 1 4 3 Material 57 65 90 82 78 76 Gráfico 9 – Execução do Programa de Auxílio Permanência, no período de 2018 a 2023, no Campus Ilha Solteira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 1º semestre de 2024. Fonte: Próprio autor (2024). 57 50 89 82 85 85 22 30 33 15 23 33 57 65 90 82 78 76 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Anos – Discentes assistidos Programa Auxílio Permanência (PAP) Alimentação Transporte Moradia Creche Saúde Material 57 5.2 Percepção discente Neste tópico apresenta-se os resultados obtidos do questionário, adaptado de Ferreira (2019), que fez uso em estudo sobre a opinião discente do EMI em Administração do Campus Suzano do IFSP. O questionário foi composto por três partes, a saber: • Parte A: Composta por seis questões referentes ao conhecimento e participação; • Parte B: Composta por quatro questões sobre a percepção da proposta do currículo integrado; • Parte C: Composta por quatro questões referentes às projeções futuras, experiências e expectativas dos discentes. 5.2.1 Parte A: Conhecimento e participação Quando perguntado aos discentes o “porquê da escolha pelo EMI”, obteve-se o maior percentual (37,5%) referente à “Indicação de familiar e/ou amigo(a), com diferença estatística significativa (ρ<0.05). Na Tabela 16 apresenta-se os resultados obtidos. Tabela 16 – Escolha discente pelo Ensino Médio Integrado. Porque a escolha pelo Ensino Médio Integrado? Contagens % do Total Interesse na formação técnica 8 12,5 % Interesse no ensino médio 11 17,2 % Por conhecer a estrutura/qualidade da instituição 19 29,7 % Por indicação de familiar e/ou amigo(a) 24 37,5 % Por ser um curso gratuito 2 3,1 % A segunda questão referiu-se ao ingresso do discente no curso do EMI, “se ele(a) participou de alguma orientação sobre a proposta e/ou objetivo do EMI”. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferença estatisticamente significativa (ρ=0,803). Na Tabela 17 apresenta-se os resultados obtidos e respectivos percentuais. 58 Tabela 17 – Participação de orientação, no ingresso, sobre a proposta e/ou objetivo do Ensino Médio Integrado. Participou de alguma orientação sobre a proposta e/ou objetivo do Ensino Médio Integrado? Contagens % do Total Não 33 51,6 % Sim 31 48,4 % A orientação sobre a proposta e/ou objetivo do EMI para os discentes ingressantes é de extrema importância para que possam ter um delineamento sobre o curso de formação. No IST-IFSP, apesar de 51,6% (n:33) dos participantes declararem que não tiveram orientação, as mesmas foram realizadas em reuniões de acolhimento para os ingressantes, com a participação da Diretoria Adjunta Educacional (DAE), dos coordenadores de cursos, e docentes, no qual faz parte da pauta a apresentação da estrutura curricular, das normas institucionais, regulamentos disciplinares e esclarecimentos de dúvidas, além de atividades de integração. Diante do resultado obtido desvela-se a necessidade de maior enfoque na questão da orientação, e que sejam realizadas de forma a englobar os alunos que, por algum motivo, não estiveram presentes. Com a intenção de melhor compreensão das concepções dos alunos na proposta do EMI, ratificando que alunos do 2º e 3º anos, os mesmos foram questionados quanto ao conhecimento do “Projeto Pedagógico do Curso (PPC)”. Foi expressiva a resposta do “não” conhecimento do PPC (n:47; 73,4%). Na Tabela 18 apresenta-se os resultados percentuais obtidos. Tabela 18 – Você conhece o Projeto Pedagógico do Curso em andamento? Você conhece o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) em andamento? Contagens % do Total Não 47 73,4 % Sim 17 26,6 % No estudo realizado por Ferreira (2019), no Campus Suzano do IFSP, obteve- se que 56,8% dos alunos também não tinham conhecimento do PPC. O PPC é um documento fundamental para todo e qualquer curso a ser implantado, atuando de base como instrumento de planejamento para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, nos quais deve constar: a identificação 59 da instituição, identificação da unidade, a missão, caracterização educacional, histórico institucional, caracterização e histórico do campus, justificativas e demandas de mercado, objetivos gerais e específicos, perfil do profissional egresso, requisitos e forma de aceso, legislações de referência, organização curricular, identificação do curso, estrutura curricular, planos dos componentes curriculares, metodologia, avaliação de aprendizagem, estágio curricular supervisionado, atividades de pesquisa, atividades de extensão, critérios de aproveitamento de estudos, apoio ao discente, educação das relação étnico-raciais e história e cultura afro-brasileira e indígena, educação ambiental, projeto integrador, ações inclusivas, equipe de trabalho, biblioteca, infraestrutura, acessibilidade, certificados e diplomas. Quando questionados, na possibilidade de escolha entre “continuar no EMI ou cursar apenas o Ensino Médio”, obteve-se que 70,3% (n:45) continuariam no EMI. Este resultado aponta que os alunos estão se identificando com a proposta do curso, mesmo relatando que o ingresso foi por indicação de um familiar e/ou amigo (Tabela 16). Tabela 19 – Se você pudesse escolher: Você continuaria no Curso integrado ou cursaria apenas o ensino médio? Se você pudesse escolher: Você continuaria no Curso integrado ou cursaria apenas o ensino médio? Contagens % do Total Continuaria no curso integrado 45 70,3 % Cursaria apenas o ensino médio 19 29,7 % Quanto à “participação em Projeto de Ensino, Pesquisa ou extensão” no Campus IST, obteve-se que 64,1% (n:41) não participam. No estudo de Ferreira (2019) o percentual foi ainda maior, com 81,1%. Tabela 20 – Você participa de algum projeto de Pesquisa, Extensão e/ou Ensino no Campus? Você participa de algum projeto de Pesquisa, Extensão e/ou Ensino no Campus? Contagens % do Total Não 41 64,1 % Sim 23 35.9 % A sexta questão, aplicada de forma “aberta”, o discente foi questionado se “teria interesse em participar ativamente, no campus, saber dos 60 problemas/necessidades e de alguma forma tentar ajudar, e caso a resposta fosse sim, qual seria a pretensão de ajuda? A maioria dos discentes declararam não ter interesse em participar (n:39; 60%), e três optaram em não responder. O resultado obtido por Ferreira (2019) apresenta total divergência de interesse dos discentes, aonde 78,4% declararam ter interesse em participar ativamente na unidade. Dentre as alternativas de contribuição, nesta pesquisa, destaca-se os relatos: [...] a partir de projetos de extensão e coletivos de resistência podemos debater questões morais e sociais. [...] uma das maneiras de uma provável melhora, seria um projeto de pesquisa falando sobre as necessidades e problemas que existem no campus, e maneiras de resolver esses problemas, após o término seria enviado para a reitoria para talvez uma melhora ou até uma solução para os problemas. [...] estive em projetos e sempre adorei fazer parte de todos eles e de assumir responsabilidades. Estamos numa fase da vida que requer evolução e ajudar a instituição em que estudo a encarar algum problema, estarei disposta a isso, seja da forma que for necessária. Nesta parte A do questionário, sobre o conhecimento e participação, evidencia-se a necessidade de ações que possam estimular e inserir os discentes na participação em projetos, sejam eles de ensino, pesquisa ou extensão. Identificou-se também a necessidade de melhores esclarecimentos sobre a proposta do curso, enfatizando o disposto no PPC, visando a atuação dos discentes como agentes transformadores e instigando o interesse e a participação na vida institucional. 61 5.2.2 Parte B: Percepção da proposta do currículo integrado As questões de 7 a 10 (Parte B) tratam sobre a percepção dos discentes quanto a proposta do currículo integrado, portanto, foram apresentadas de forma “aberta” com adaptações das questões aplicadas por Ferreira (2019), em busca de opiniões acerca dos objetivos de formação promovidos nos respectivos cursos. Na questão 7, foi perguntado: “Você percebe nos componentes curriculares do seu curso integrado a presença de temas: trabalho, ciência, cultura e tecnologia nas aulas? De que forma isso ocorre? Obteve-se que 90,8% (n:59) dos discentes declaram perceber a relação quantos aos temas, principalmente no desenvolvimento de atividades avaliativas do componente curricular e em eventos proporcionados pela unidade escolar. Apenas quatro discentes afirmaram não identificar os temas nas aulas, e outros dois preferiram não responder. Como justificativas apresenta-se os seguintes relatos: [...] nas semanas de ciência e tecnologia. Normalmente ocorre em matérias e disciplinas das áreas de humanas, como artes, filosofia e história. Sim, através de trabalhos, aulas, seminários, palestras, apresentações, etc. Sim, por meio de aulas dinâmicas. Sim, sempre é discutido diversos meios de utilizar a nossa aprendizagem para o futuro, no ambiente de trabalho e em projetos de pesquisa. Sim, a área de construção em geral é influenciada pela regionalização (cultural), pelo desenvolvimento científico/tecnológico visando aplicar no mercado de trabalho. De encontro ao disposto no PDI (2019-2023, p.227), percebe-se pelos discentes a integração curricular, contribuindo para a iniciação na ciência, nas tecnologias, na cultura e na promoção de instrumentos que levem à reflexão sobre o mundo com uma visão ética de formação humana. Na questão 8, foi perguntado: “Na sua percepção, há integração entre as disciplinas comuns do ensino médio com as disciplinas específicas de seu curso? Se sim, como isso acontece? Os discentes, em sua maioria (n:44; 67,7%) declaram perceber a integração entre as disciplinas, porém 27,7% (n:18) não tiveram a mesma percepção. Abaixo apresenta-se os relatos. 62 Sim, principalmente na área de exatas. Sim, acredito que tudo se interliga [...]. O uso da matemática é bem interligado, porém as outras matérias não são tão usuais. Sim, de maneira direta e indireta; no fim das contas tudo na vida tem uma ligação [...]. Muitas das nossas matérias do curso está relacionada com física e matemática, porém o curso não tem muita integração como o ensino médio normal. A compreensão da interdisciplinaridade é fator preponderante em qualquer campo da cognição (Ferreira, 2019), pelos discursos destacados evidencia-se, sob a percepção dos discentes, a interdisciplinaridade, principalmente nos componentes da área de exatas, visto que os cursos técnicos integrados fazem parte do eixo de infraestrutura. Na questão 9, foi perguntado: “Quais são as diferenças entre a maneira de ensinar dos docentes do ensino médio e do ensino técnico? De modo geral os discursos nos levam a mínimas diferenças, sob percepção dos discentes, na maneira de ensinar se comparado os docentes da área técnica com os demais. Sendo que parte dos discentes relatam que a diferença está apenas na abordagem, no qual o técnico prepara para o mercado de trabalho. [...] não há muita diferença, os métodos de avaliação e de ensino são praticamente todos da mesma maneira. Os do ensino técnico são mais didáticos. Os professores do técnico nos preparam para o mercado de trabalho [...]. do ensino médio foca mais o social. Não tem muita diferença, a maior diferença é utilização de exercícios práticos por parte das disciplinas técnicas. Na décima questão é perguntado aos discentes se: “A instituição dispõe de material didático, equipamentos tecnológicos e laboratórios para o desenvolvimento do seu curso integrado? O que poderia ser acrescentado para melhorar a infraestrutura do curso? Para relatar os discursos desta questão optou-se em desmembrar os relatos na questão da existência dos recursos e posteriormente na necessidade para melhoria de infraestrutura. 63 Recursos: Sim, na questão do curso integrado o material didático e os equipamentos estão presentes no campus. Sim, a escola disponibiliza todos os materiais que são necessários para a realização das atividades propostas, então acredito que não precise, por enquanto, de mais investimentos nesses materiais. Disponibilizam material de topografia e desenho técnico. Necessidades: [...] faltam laboratório de biologia, química, física, [...]. Nossa escola não tem infraestrutura boa [...]. Faltam laboratórios de informática com computadores novos. Tem o básico, falta uma melhor infraestrutura dos laboratórios de informática e de construção civil, o curso falta algumas coisas. [...] melhores equipamentos tecnológicos nos laboratórios, bem como renovação dos existentes. É necessário acessibilidade no campus. [...] na questão do técnico os laboratórios não estão sendo utilizados de forma eficiente, com a necessidade de mais aulas práticas [...], na matéria do ensino médio comum, não há, as matérias como química, física, biologia, geografia e algumas poderiam ser melhores com laboratórios para um melhor entendimento. Apesar da maioria dos discentes indicarem que a unidade de ensino dispõe de material didático, equipamentos tecnológicos e laboratórios, é evidente que a infraestrutura não está adequada para o desenvolvimento das atividades curriculares. Como Coordenador de implantação do Campus em 2015, e como Diretor- Geral no período de 2016 a 2022, é inquestionável que a falta de recursos inviabiliza as melhorias. Atualmente o campus não possui laboratório de biologia, química, física, e os laboratórios de informática estão equipados com microcomputadores que se encontram defasados, muitos p