Entre a biofilia e o risco: alimentação antropogênica de araras-canindé (Ara ararauna) na Praça das Araras no município de Ilha Solteira-SP
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Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Ilha Solteira - FEIS - Zootecnia
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A urbanização favorece a aproximação entre seres humanos e fauna silvestre, intensificando interações que podem gerar riscos à conservação e ao bem-estar animal. Este estudo avaliou a interação entre visitantes e araras-canindé (Ara ararauna) na Praça das Araras, em Ilha Solteira-SP, com ênfase na alimentação antropogênica, no comportamento das aves e na percepção ambiental dos frequentadores. Foram realizadas observações comportamentais durante quatro dias, por meio de amostragem instantânea (Scan Sampling) em intervalos de cinco minutos, além da aplicação presencial de questionários a 165 visitantes. As araras apresentaram predominância de comportamentos de permanência empoleirada e no chão, enquanto o forrageamento natural ocorreu em baixa frequência. A ingestão de sementes de girassol foi expressiva durante todo o período de observação, evidenciando a relevância da alimentação fornecida por visitantes. Entre os participantes, 58,8% eram turistas e 54,6% relataram realizar interação direta com as aves ou oferecer alimento. Aproximadamente 67% dos entrevistados demonstraram conhecimento insuficiente sobre a alimentação adequada da espécie, embora 98,2% tenham considerado importante orientar a população sobre o manejo alimentar das araras. Conclui-se que a oferta de alimentos, especialmente sementes de girassol, pode contribuir para alterações no comportamento alimentar das aves e para a redução do forrageamento natural. Estratégias de educação ambiental, especialmente por meio de placas informativas e redes sociais, são necessárias para promover interações mais responsáveis entre visitantes e fauna silvestre.
Resumo (inglês)
Urbanization promotes closer contact between humans and wildlife, intensifying interactions that may pose risks to conservation and animal welfare. This study evaluated the interaction between visitors and blue-and-yellow macaws (Ara ararauna) at Praça das Araras, in Ilha Solteira, São Paulo, Brazil, focusing on anthropogenic feeding, bird behavior, and visitors’ environmental perception. Behavioral observations were conducted over four days using instantaneous scan sampling at five-minute intervals, and face-to-face questionnaires were administered to 165 visitors. The macaws mainly displayed perching and ground-standing behaviors, whereas natural foraging occurred at low frequency. Sunflower seed consumption was expressive throughout the observation period, highlighting the importance of food provided by visitors. Among respondents, 58.8% were tourists and 54.6% reported direct interaction with the birds or food provision. Approximately 67% of respondents showed insufficient knowledge regarding the appropriate diet for the species, although 98.2% considered public guidance on macaw feeding important. It was concluded that food provisioning, especially sunflower seeds, may contribute to changes in feeding behavior and reduced natural foraging. Environmental education strategies, particularly informative signs and social media campaigns, are needed to promote more responsible interactions between visitors and urban wildlife.
Descrição
Idioma
Português
Citação
PROVENSI, Ana Júlia. Entre a biofilia e o risco: alimentação antropogênica de araras-canindé (Ara ararauna) na Praça das Araras no município de Ilha Solteira-SP. Orientadora: Rosemeire da Silva Filardi. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia) – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteira, 2026.



