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Influência do estresse crônico na progressão da periodontite apical e nas alterações metabólicas sistêmicas: avaliação radiográfica, histológica e bioquímica.

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Pós-graduação

Ciências Aplicadas à Saúde Bucal - ICT

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Este estudo avaliou a influência do estresse crônico na progressão da periodontite apical (PA) e investigou alterações sistêmicas oxidativas e metabólicas por meio da quantificação de marcadores séricos relacionados ao estresse oxidativo e da espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Trinta e dois ratos Wistar foram alocados em quatro grupos (n=8): Controle (C), Periodontite Apical (PA), Estresse Crônico (EC), e EC+PA. Os animais dos grupos EC e EC+PA foram submetidos a um protocolo de estresse crônico por 42 dias, e a PA foi induzida no 21º dia por exposição pulpar. Ao final do experimento, foram realizadas análises radiográficas e histológicas, dosagem da capacidade antioxidante total (CAT) e malondialdeído (MDA), além de análise da urina por Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR). Os dados foram submetidos a análises comparativas e fatoriais, adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). A análise radiográfica, restrita aos grupos com lesão, demonstrou maior reabsorção óssea periapical no grupo EC+PA em comparação ao grupo PA (p < 0,05). A avaliação histológica demonstrou maior intensidade do infiltrado inflamatório nos grupos com periodontite apical em comparação aos grupos sem lesão (p < 0,05), sem diferença significativa entre os grupos PA e EC+PA (p > 0,05). A análise bioquímica revelou efeito principal da periodontite apical sobre os níveis de MDA (p = 0,0498) e CAT (p = 0,0455), caracterizado por elevação discreta da peroxidação lipídica e redução da capacidade antioxidante sistêmica. Observou-se ainda tendência de modulação compensatória da CAT na condição combinada (EC+PA; p = 0,0553). A análise por FTIR em amostras de urina revelou alterações consistentes nos perfis espectrais entre os grupos experimentais, envolvendo regiões associadas a lipídios, proteínas, fosfatos e carboidratos, com diferenças em múltiplos intervalos de número de onda nas comparações entre os grupos. Essas variações indicaram modificações metabólicas sistêmicas associadas à periodontite apical e ao estresse crônico, com maior complexidade do perfil espectral na condição combinada. Conclui-se que, nas condições testadas, o estresse crônico agravou a reabsorção óssea periapical, sem intensificar a resposta inflamatória local, enquanto a periodontite apical promoveu desequilíbrio oxidativo sistêmico discreto, parcialmente compensado na condição associada ao estresse.

Resumo (inglês)

This study evaluated the influence of chronic stress on the progression of apical periodontitis (AP) and investigated systemic oxidative and metabolic alterations through the quantification of serum biomarkers related to oxidative stress and Fourier-transform infrared (FTIR) spectroscopy. Thirty-two Wistar rats were allocated into four groups (n = 8): Control (C), Apical Periodontitis (AP), Chronic Stress (CS), and CS+AP. Animals in the CS and CS+AP groups were subjected to a chronic stress protocol for 42 days, and AP was induced on day 21 by pulp exposure. At the end of the experiment, radiographic and histological analyses were performed, along with the determination of total antioxidant capacity (TAC) and malondialdehyde (MDA), in addition to urine FTIR analysis. Data were subjected to comparative and factorial analyses, adopting a significance level of 5% (p < 0.05). Radiographic analysis, restricted to lesion-bearing groups, demonstrated greater periapical bone resorption in the CS+AP group compared to the AP group (p < 0.05). Histological evaluation showed greater inflammatory infiltrate intensity in apical periodontitis groups compared to non-lesion groups (p < 0.05), with no significant difference between the AP and CS+AP groups (p > 0.05). Biochemical analysis revealed a main effect of apical periodontitis on MDA (p = 0.0498) and TAC (p = 0.0455), characterized by mild lipid peroxidation and reduced systemic antioxidant capacity. A borderline trend toward compensatory modulation of TAC was observed in the combined condition (CS+AP; p = 0.0553). Urine FTIR analysis revealed consistent alterations in spectral profiles among experimental groups, involving regions associated with lipids, proteins, phosphates, and carbohydrates, with differences across multiple wavenumber intervals. These variations indicated systemic metabolic modifications associated with apical periodontitis and chronic stress, with greater spectral complexity in the combined condition. It is concluded that, under the tested conditions, chronic stress aggravated periapical bone resorption without intensifying the local inflammatory response, whereas apical periodontitis promoted mild systemic oxidative imbalance, partially compensated under stress-associated conditions.

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