ASSOCIAÇÃO DE HAPLÓTIPOS E O USO DE HIDROXICARBAMIDA EM CRIANÇAS COM ANEMIA FALCIFORME
| dc.contributor.author | Friedrich, LV [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Malerba, DP [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Pereira, LR [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Okumura, JV | |
| dc.contributor.author | Bonini-Domingos, CR [UNESP] | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-19T18:23:32Z | |
| dc.date.issued | 2025-10-01 | |
| dc.description.abstract | Introdução O uso da hidroxicarbamida (HU) na anemia falciforme (AF) é a principal alternativa terapêutica desde a primeira infância, devido à sua eficácia em reduzir complicações clínicas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Em indivíduos homozigotos para hemoglobina S (Hb SS), a droga promove o aumento da hemoglobina fetal (Hb F), diminuindo a polimerização da hemoglobina S. Fatores genéticos, como os haplótipos do gene da beta-globina, podem influenciar a resposta individual à terapia, impactando diretamente nos níveis de Hb F e nos parâmetros hematológicos. Objetivos Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre haplótipos, início do uso de HU e o perfil laboratorial em crianças com genótipo Hb SS. Material e métodos O estudo foi conduzido por meio de análise de dados retrospectivos contendo informações clínicas, laboratoriais e genéticas de pacientes de um serviço especializado em hemoglobinopatias. Foram avaliadas 68 crianças com doença falciforme, das quais 58 apresentavam o genótipo Hb SS. Dentre estas, 40 iniciaram o uso de HU, com o tratamento começando entre 3 e 9 anos de idade. A genotipagem dos haplótipos do gene da beta-globina foi possível em 52 crianças, por PCR-RFLP, com Bantu/Bantu e Bantu/Benin sendo os mais frequentes entre os usuários de HU. Com base nos dados, o quadro clínico das crianças foi categorizado em três níveis de gravidade — leve, intermediário e grave — a partir da frequência de crises de dor, infecções e internações por ano. Resultados No grupo que recebeu HU, a maioria apresentou um quadro clínico leve. Observou-se que as 6 crianças que permaneceram com um quadro intermediário possuíam o haplótipo Bantu/Bantu. No entanto, é importante notar que o mesmo haplótipo também foi encontrado em diversas crianças com quadro leve, indicando a heterogeneidade da resposta clínica dentro do mesmo perfil genético. No grupo que não utilizou HU, quatro crianças apresentaram um estado clínico intermediário com haplótipos Bantu/Bantu e Bantu/Benim. Foi observado que muitas crianças com o haplótipo Bantu/Bantu tiveram poucas ou nenhuma intercorrência clínica significativa, enquanto crianças com os haplótipos Benin/Benin ou Bantu/Benin exibiram ao menos um marcador clínico em nível intermediário. Adicionalmente, apesar de crianças do sexo feminino serem maioria no grupo amostral, o quadro clínico intermediário foi mais prevalente no sexo masculino, sugerindo uma potencial influência do sexo biológico na gravidade da doença ou na resposta à terapia. Discussão e conclusão Em conclusão, os dados indicam que a maioria das crianças com anemia falciforme em uso de HU apresentaram um quadro clínico leve. Embora o haplótipo Bantu/Bantu tenha sido observado tanto em quadros leves quanto intermediários, a sua presença exclusiva entre os pacientes que mantiveram um quadro clínico intermediário, majoritariamente masculino, sugere a necessidade de aprofundar a investigação sobre a possível influência do sexo biológico e do perfil genético na resposta à terapia. É fundamental destacar que esta análise se baseou em dados retrospectivos, sem controle para fatores externos, como sociais, ambientais ou de adesão ao tratamento, o que limita a interpretação. Portanto, estes achados devem ser vistos como observações preliminares, e estudos futuros são necessários para confirmar e validar essas possíveis associações. | |
| dc.description.affiliation | Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), São José do Rio Preto, SP, Brasil | |
| dc.description.affiliation | Centro Universitário de Jales (UNIJALES), Jales, SP, Brasil | |
| dc.description.affiliationUnesp | Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), São José do Rio Preto, SP, Brasil | |
| dc.identifier | https://app.dimensions.ai/details/publication/pub.1194460881 | |
| dc.identifier.dimensions | pub.1194460881 | |
| dc.identifier.doi | 10.1016/j.htct.2025.104108 | |
| dc.identifier.issn | 2531-1379 | |
| dc.identifier.issn | 2531-1387 | |
| dc.identifier.orcid | 0009-0001-8258-389X | |
| dc.identifier.orcid | 0000-0002-4603-9467 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11449/326299 | |
| dc.publisher | Elsevier | |
| dc.relation.ispartof | Hematology Transfusion and Cell Therapy; v. 47; p. 104108 | |
| dc.rights.accessRights | Acesso aberto | pt |
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| dc.rights.sourceRights | gold | |
| dc.source | Dimensions | |
| dc.title | ASSOCIAÇÃO DE HAPLÓTIPOS E O USO DE HIDROXICARBAMIDA EM CRIANÇAS COM ANEMIA FALCIFORME | |
| dc.type | Artigo | pt |
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| unesp.campus | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Preto | pt |
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