Bloqueio anestésico peribulbar, pelo acesso do forame infraorbitário, em cães
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Autores
Orientador
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Pós-graduação
Ciência Animal - FMVA
Curso de graduação
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A anestesia regional constitui uma excelente alternativa para complementar a anestesia geral inalatória na realização de cirurgias oftálmicas em cães. As principais técnicas utilizadas são os bloqueios retrobulbar e peribulbar. Este estudo propõe um bloqueio anestésico com mínima interferência na pressão intraocular e que reduza os riscos de lesões musculares e vasculares causadas pelo instrumento de punção em relação ao posicionamento do bulbo do olho. Em um primeiro estudo, foram utilizadas nove cabeças de cadáveres caninos descongelados (machos e fêmeas, de diversos pesos e raças), provenientes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade de Araçatuba (São Paulo). O volume total infundido no espaço peribulbar foi calculado com base nas dimensões do crânio de cada animal (mL/cmCr), medidas da extremidade da protuberância occipital externa até o osso nasal. A solução utilizada consistiu em lidocaína a 2% (sem vasoconstritor) associada ao corante Azul Patente V a 2,5%, na proporção de 1:1; o volume empregado foi de 0,2 mL/cm no lado direito e 0,1 mL/cm no lado esquerdo. A área de dispersão da solução foi mensurada com base na impregnação pelo corante em relação à área total da órbita. Em um estudo clínico envolvendo vinte cães (40 olhos), avaliaram-se: diâmetro pupilar com paquímetro digital e a produção quantitativa de lágrima pelo teste de Schirmer. Realizou-se a estesiometria corneana com estesiômetro de Cochet-Bonnet e avaliaram-se a posicionamento do bulbo do olho, e o reflexo pupilar. O bloqueio foi realizado com cloridrato de lidocaína a 2% sem vasoconstritor. O volume infundido através do forame infraorbital foi de 0,2 mL/cm crânio para o olho direito (Grupo A) e 0,1 mL/cm do crânio para o olho esquerdo (Grupo B). antes da infiltração do anestésico (M0) e, sequencialemnte, a cada 10 minutos, até completar 50 minutos (M1-M5). Em ambos os grupos, houve dilatação pupilar significativa e redução transitória do TLS. A PO não apresentou diferença significativa entre os momentos ou os grupos. A centralização e a acinesia foram mais eficazes e estáveis no Grupo A (0,2 mL/cmCr). Não houve diferença significativa entre os olhos durante o período de centralização. Conclui-se que o bloqueio anestésico peribulbar via acesso pelo forame infraorbital mostrou-se eficaz como protocolo anestésico para cirurgias oculares em cães.
Resumo (inglês)
Regional anesthesia is an excellent alternative to complement inhalant general anesthesia for ophthalmic surgeries in dogs. The main techniques used are retrobulbar and peribulbar blocks. This study proposes an anesthetic block with minimal interference on intraocular pressure that reduces the risk of muscular and vascular lesions caused by the puncture instrument in relation to the positioning of the eyeball. In the first study, nine thawed canine cadaver heads (males and females of various weights and breeds) from the Zoonosis Control Center (CCZ) of the city of Araçatuba (São Paulo) were used. The total volume infused into the peribulbar space was calculated based on the skull dimensions of each animal (mL/cmSkull), measured from the tip of the external occipital protuberance to the nasal bone. The solution used consisted of 2% lidocaine (without vasoconstrictor) associated with 2.5% Patent Blue V dye in a 1:1 ratio; the volume used was 0.2 mL/cm on the right side and 0.1 mL/cm on the left side. The dispersion area of the solution was measured based on the dye impregnation relative to the total area of the orbit. In a clinical study involving twenty dogs (40 eyes), the following parameters were evaluated: pupillary diameter using a digital caliper and quantitative tear production using the Schirmer tear test. Corneal esthesiometry was performed with a Cochet-Bonnet esthesiometer, and eyeball positioning and pupillary reflex were evaluated. The block was performed with 2% lidocaine hydrochloride without vasoconstrictor. The volume infused through the infraorbital foramen was 0.2 mL/cm of skull for the right eye (Group A) and 0.1 mL/cm of skull for the left eye (Group B) before anesthetic infiltration (M0) and, sequentially, every 10 minutes until completing 50 minutes (M1–M5). In both groups, there was significant pupillary dilation and a transient reduction in STT. IOP showed no significant difference between time points or groups. Centralization and akinesia were more effective and stable in Group A (0.2 mL/cmSkull). There was no significant difference between eyes during the centralization period. It is concluded that the peribulbar anesthetic block via infraorbital foramen access proved to be effective as an anesthetic protocol for eye surgeries in dogs.
Descrição
Idioma
Português
Citação
RODRIGUES, G. G. Bloqueio anestésico peribulbar, pelo acesso do forame infraorbitário, oculares em cães. 2026. 73 f. Tese (doutorado em Ciência Animal) - Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista, Araçatuba, 2026.



