Imagem do México-Tenochtitlán colonial
Carregando...
Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
EDIPUCRS
Tipo
Artigo
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Das novidades reportadas pelos espanhóis durante as incursões na América, as cidades aparecem com considerável destaque nos mais variados registros produzidos ao longo do século XVI. Seguindo um padrão narrativo, a totalidade das menções ressalta a admiração sentida por seus observadores tanto em razão da extensão e do número de habitantes de muitas vilas, equiparáveis ou até mesmo superiores às cidades europeias, quanto pela forma e organização dos edifícios erguidos em meio ao cenário natural. No caso das zonas localizadas no México Central, ganhou maior espaço nesses registros a cidade de México-Tenochtitlán, centro da Confederação Mexica conquistada e reformulada por Hernán Cortés a partir de 1521, após a vitória sobre Montezuma. A imagem dessa cidade remodelada para se converter na capital da Nova Espanha aparece nos dois Diálogos elaborados por Francisco Cervantes de Salazar, em 1554, intitulados Interior de la ciudad de México e Alrededores de México, em que três personagens – Zamora, Zuazo e Alfaro – passeiam pela vila e seus arredores descrevendo o que seus olhos lhes revelavam. Acompanhar esse passeio mapeando as percepções deixadas por esse autor nas páginas desses diálogos é um dos objetivos do presente artigo. Ao trilhar as imagens traduzidas por Cervantes de Salazar na interação construída entre as três figuras centrais – dois habitantes da cidade e um forasteiro –, o objetivo é saber qual imagem da cidade de México-Tenochtitlán aparece construída em seus primeiros contornos, isto é, quando se torna o centro da colônia espanhola desse período entre traços mexicas e ibéricos.
Of the novelties reported by the Spanish during their incursions into America, the cities appear with considerable prominence in the most varied records produced throughout the 16th century. Following a narrative pattern, all the mentions highlight the admiration felt by their observers, both because of the size and number of inhabitants of many towns, comparable or even superior to European cities, and because of the shape and organization of the buildings erected amidst the natural scenery. In the case of the areas located in Central Mexico, the city of México-Tenochtitlán, the center of the Mexica confederation conquered and reformulated by Hernán Cortés after his victory over Montezuma in 1521, gained the most space in these records. The image of this city remodeled to become the capital of New Spain appears in the two Diálogos written by Francisco Cervantes de Salazar in 1554, entitled Interior de la ciudad de México and Alrededores de México, in which three characters - Zamora, Zuazo and Alfaro - walk around the town and its surroundings describing what their eyes reveal to them. One of the aims of this article is to accompany this walk by mapping the perceptions left by this author on the pages of these dialogues. By tracing the images translated by Cervantes de Salazar in the interaction constructed between the three central figures - two inhabitants of the city and an outsider - the aim is to find out what image of the city of Mexico-Tenochtitlán appears to be constructed in its first contours, that is, when it becomes the center of the Spanish colony of that period between Mexica and Iberian traits.
De las novedades reportadas por los españoles durante sus incursiones en América, las ciudades aparecen con considerable protagonismo en los más variados registros producidos a lo largo del siglo XVI. Siguiendo un patrón narrativo, todas las menciones destacan la admiración que sentían sus observadores, tanto por el tamaño y número de habitantes de muchas poblaciones, comparables o incluso superiores a las ciudades europeas, como por la forma y organización de los edificios erigidos en medio del paisaje natural. En el caso de las zonas ubicadas en el centro de México, la ciudad de México-Tenochtitlán, centro de la confederación mexica conquistada y reformulada por Hernán Cortés tras su victoria sobre Moctezuma en 1521, cobró mayor protagonismo en estos registros. La imagen de esta ciudad remodelada para convertirse en capital de la Nueva España aparece en los dos diálogos escritos por Francisco Cervantes de Salazar en 1554, titulados Interior de la ciudad de México y Alrededores de México, en los que tres personajes – Zamora, Zuazo y Alfaro – recorren la ciudad y sus alrededores describiendo lo que sus ojos les revelan. Uno de los objetivos de este artículo es acompañar este paseo cartografiando las percepciones dejadas por este autor en las páginas de estos diálogos. Al rastrear las imágenes traducidas por Cervantes de Salazar en la interacción construida entre las tres figuras centrales -dos habitantes de la ciudad y un forastero- se pretende averiguar qué imagen de la ciudad de México-Tenochtitlán parece construirse en sus primeros contornos, es decir, cuando se convierte en el centro de la colonia española de esa época entre rasgos mexicas e ibéricos.





