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Efeitos dos contaminantes ambientais terbacil e bromacil no metabolismo lipídico pró-esteatótico em cultura celular hepática e correlações com o metabolismo de uracila e a processos epigenéticos seguido de estudo translacional em Drosophila melanogaster

Resumo

Descrição

Resultados oriundos do desenvolvimento de projeto de pesquisa regular financiado pela FAPESP 2022/06302-8, realizado de 01/09/2022 a 28/02/2025. Para o desenvolvimento desse projeto, contamos com a participação de alunos de graduação e pós-graduação, que desenvolveram suas atividades com o modelo de cultura celular e com o modelo animal alternativo de drosophila melanogaster. Esses modelos foram submetidos a condições mimetizadoras de ambiente esteatótico e a diferentes concentrações de contaminantes ambientais (bromacil e terbacil), na sequência, células e animais foram coletados e utilizados em diferentes ensaios, cujos resultados são apresentados nos trabalhos finais dos alunos envolvidos, e também são depositados nesse repositório institucional - elementos do metabolismo (triglicerídeos, glicose, colesterol, NADH, NADPH), alterações e moléculas correlatos a processos oxidativos (ROS, potencial de membrana), análises de expressão de genes de elementos correlatos a várias vias metabólicas, e elementos correlatos aos mecanismos epigenéticos (metilação de DNA e RNA) e acetilação de histonas) . A metodologia detalhada utilizada se encontra em dissertação e trabalho de conclusão de cursos de graduação de alunos sob orientação da professora Karen CM Mores. Os resultados ainda não foram publicados em revistas especializadas, em sua maioria.

Idioma

Português

Citação

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Tipo de item:Publicação, Trabalho de conclusão de cursoAcesso aberto Acesso aberto
Fitossanitários e doenças hepáticas: um desafio à saúde pública no Brasil
(Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2022-11-16)
Molica, Letícia Ramos
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Moraes, Karen Cristiane Martinez de
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Universidade Estadual Paulista (Unesp)
A saúde pública de uma população depende de seus costumes, de sua genética e do meio ambiente em que se insere. No Brasil, a política econômica dependente do agronegócio estimula a utilização de fitossanitários e/ou defensivos agrícolas, o que pode ser negativo ao equilíbrio de ecossistemas e à saúde de sua população. Esses compostos químicos tiveram seu uso difundido na chamada Revolução Verde na década de 1960. No território brasileiro vários defensivos agrícolas são vendidos que, além do controle de pragas agrícolas, causam danos ao meio ambiente e a organismos não-alvo. Considerando-se as anomalias que acometem a saúde da população, as doenças hepáticas podem ser causadas pelo uso indiscriminado de fitossanitários. Caracterizadas pela Organização Mundial da Saúde como uma das 10 causas primárias de morte em diferentes países, essas anomalias possuem várias etiologias entre as quais a exposição a drogas e a toxinas ambientais. Uma vez estabelecido o quadro clínico das anomalias hepáticas, estas podem progredir a quadros mais deletérios e até mesmo conduzir os indivíduos ao óbito. Embora muito estudada, tratamentos realmente eficazes no controle e/ou cura das doenças hepáticas se embasam na alteração do estilo de vida, como a redução da exposição a compostos químicos. Nesse contexto, a atenção às políticas públicas e aos hábitos populacionais na utilização dos fitossanitários pode ser considerada uma importante aliada no controle e/ou prevenção do surgimento de doenças hepáticas. No presente estudo, abordaremos aspectos gerais sobre os fitossanitários mais utilizados no Brasil, assim como seus efeitos adversos à saúde hepática da população.
Tipo de item:Publicação, Trabalho de conclusão de curso
Utilização de Drosophyla melanogaster como modelo alternativo para o estudo dos efeitos de contaminantes ambientais na saúde hepática
(Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2023-11-08)
Santos, Daiane Ribeiro dos
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Moraes, Karen Cristiane Martinez de
A esteatose hepática não alcoólica (DHGNA) conhecida como "fígado gorduroso", é uma condição de preocupação de saúde pública global. Caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas sendo causada por diferentes etiologias e que pode evoluir a quadros clínicos mais deletérios como esteatohepatite, cirrose e câncer de fígado.. Atualmente, o estilo de vida e a quantidade avassaladora de contaminantes ambientais vem contribuindo com o aumento de números de indivíduos acometidos pela DHGNA. Entre esses contaminantes, o herbicida bromacil, amplamente utilizado na agricultura, atraiu a atenção devido à sua estabilidade química e persistência no meio ambiente. Nesse contexto, o presente analisou os efeitos do pesticida no metabolismo energético e no ciclo de vida de Drosophila melanogaster, considerando-se a homologia de rotas metabólicas e genes entre esse animal e humanos. Assim, dietas contendo diferentes concentrações de bromacil e diferentes dietas hiperlipídicas (controle experimental simulador de condições pré-esteatóticas) foram utilizadas para alimentar larvas e jovens adultos de linhagens selvagens de Drosophilas Canton-S e Oregon-R. Os resultados da pesquisa revelaram que as dietas hiperlipídicas, especialmente aquelas com teores de 2% e 5% de óleo de coco, exerceram um impacto negativo significativo na sobrevivência e no desenvolvimento das moscas da fruta. Paralelamente, a exposição das moscas ao bromacil também revelou efeitos adversos, dose-dependentes, sendo as concentrações mais elevadas visivelmente tóxicas, em todos os quesitos analisados, para a linhagem Canton-S, a qual pode ser explorada como ferramenta biotecnológica na toxicologia preditiva sobre os efeitos de contaminantes ambientais no estabelecimento de doenças hepáticas.

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Tipo de item:Unidade,
Rio Claro, Instituto de Biociências - IB
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