Interações entre inibidores da HPPD e outros herbicidas no controle de plantas daninhas
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Pós-graduação
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Quantificou-se o controle e a redução de biomassa de espécies resistentes/tolerantes e suscetíveis, demonstrando que glyphosate isolado apresenta controle de E. hirta e I. grandifolia, enquanto combinações multi-mecanismo são necessárias para gramíneas como D. insularis e E. indica. (ii) Foram caracterizados modelos de interação entre mesotrione, glyphosate, glufosinato e ACCase, com identificação de situações de sinergismo (principalmente em E. indica e D. insularis e em programas com glufosinato + HPPD) e de antagonismo pontual (misturas glyphosate + mesotrione em doses intermediárias para I. grandifolia). (iii) Os resultados de casa de vegetação foram validados em campo, mostrando que os padrões de maior eficácia observados em condições controladas se traduzem em programas de manejo mais eficientes em pré-semeadura da soja. (iv) As avaliações fisiológicas e bioquímicas em laboratório esclareceram mecanismos subjacentes às interações, evidenciando que o sinergismo em gramíneas decorre da convergência entre bloqueio da rota do ácido chiquímico, inibição da síntese de carotenoides e perturbações profundas no metabolismo de aminoácidos e na sinalização de defesa. Os experimentos de campo com Eleusine indica reforçaram a importância das misturas para o manejo de gramíneas de difícil controle em sistemas de pré-semeadura de soja. Em ambas as localidades (Iporã e Brasilândia do Sul), tratamentos contendo glufosinato em mistura com inibidores de HPPD (mesotriona, tembotriona ou tolpiralate), isolados ou associados a glyphosate, proporcionaram os maiores níveis de controle ao longo das avaliações, superando glufosinato isolado e, de forma ainda mais marcada, glyphosate e HPPD aplicados separadamente. Do ponto de vista prático, os resultados indicam que misturas de glyphosate + mesotrione devem ser priorizadas para biótipos de capim-amargoso resistentes ou pouco sensíveis ao glyphosate, e não para espécies de folha larga ainda suscetíveis. Para áreas com infestação mista de gramíneas e folhas largas, associações envolvendo glufosinato + inibidores de HPPD (eventualmente complementadas por ACCase) mostram maior potencial para ampliar o espectro de controle, reduzir o banco de sementes e retardar a evolução da resistência. Em conjunto, este estudo reforça que a adoção de misturas deve ser guiada por evidências de eficácia e de interação metabólica, evitando combinações desnecessárias em espécies sensíveis e priorizando aquelas capazes de gerar sinergismo verdadeiro em biótipos de difícil manejo, em alinhamento com estratégias de manejo integrado e de mitigação da resistência a herbicidas.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
Albrecht, A. J. P. Interações entre inibidores da HPPD e outros herbicidas no controle de plantas daninhas. 2026. Relatório de Pós-doutorado (Pós-doutorado em Proteção Vegetal) – Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.



