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Fontes e doses de fósforo na produção, características físico-químicas e acúmulo de macronutrientes em couve de folha sob manejo orgânico

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Pós-graduação

Curso de graduação

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Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Relatório de pós-doc

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

A busca por uma alimentação saudável tem aumentado o consumo de couve, hortaliça de elevado valor nutricional, rica em minerais e compostos antioxidantes. Nesse contexto, o fósforo desempenha papel essencial no metabolismo energético, no desenvolvimento radicular, na produtividade e na qualidade das folhas. O estudo avaliou, em sistema orgânico e ambiente protegido, os efeitos de duas fontes de fósforo, farinha de ossos (FO) e termofosfato Yoorin® (TY), aplicadas em cinco doses de P₂O₅: 0, 160, 320, 480 e 640 kg ha⁻¹. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições, dez tratamentos e arranjo fatorial 2 × 5, durante 155 dias após o transplantio. Os resultados demonstraram que a adubação fosfatada aumentou tanto a produtividade quanto a qualidade nutricional da couve. Com a farinha de ossos, a produtividade comercial atingiu valor máximo estimado de 1,54 kg por planta na dose de 525 kg ha⁻¹ de P₂O₅, representando aumento de 54% em relação ao controle. O termofosfato apresentou resposta linear, alcançando 1,57 kg por planta na maior dose, com aumento de 59%. A aplicação de fósforo também favoreceu a produção de matéria seca e a concentração de compostos bioativos. Os pigmentos fotossintéticos, a atividade antioxidante, o ácido ascórbico e os compostos fenólicos apresentaram aumentos de até 36%, 73%, 51% e 57%, respectivamente. Além disso, os teores de fósforo, potássio, cálcio e ferro nas folhas aumentaram significativamente, com destaque para o ferro, cujos ganhos variaram de 110% a 180%. A farinha de ossos destacou-se ainda na acumulação de matéria seca e na absorção de nutrientes. Ela proporcionou maiores acúmulos de N, P, K, Ca, Mg, S, Fe e Zn em comparação ao termofosfato, especialmente nas doses intermediárias e elevadas. A matéria seca alcançou 228,67 g por planta-1 na maior dose de farinha de ossos, enquanto o termofosfato apresentou comportamento quadrático, com máximo de 180,97 g planta-1 na dose aproximada de 460 kg ha⁻¹ de P₂O₅. A ordem de acúmulo dos macronutrientes foi N > K > Ca > S > P > Mg, enquanto, entre os micronutrientes, foi Fe > Mn > Zn > B > Cu. Os índices de eficiência agronômica e produtividade parcial dos fatores foram superiores com a farinha de ossos, embora tenham diminuído com o aumento das doses. A baixa recuperação aparente do fósforo, entre 3,1% e 7,4%, confirma a liberação lenta dessas fontes e indica a existência de efeito residual no solo. Conclui-se que a adubação fosfatada é uma prática eficiente para aumentar a produtividade, a produção de matéria seca e o valor nutricional da couve cultivada em sistema orgânico. Embora ambas as fontes tenham apresentado resultados positivos, a farinha de ossos mostrou-se a alternativa mais eficiente, por favorecer maior acúmulo de nutrientes, melhor eficiência de uso do fósforo e bom desempenho produtivo. Por ser uma fonte renovável, apresenta também potencial para contribuir com sistemas de produção orgânica e práticas agrícolas mais sustentáveis.

Descrição

Idioma

Português

Citação

ALVES, T. N. Fontes e doses de fósforo na produção, características físico-químicas e acúmulo de macronutrientes em couve de folha sob manejo orgânico. 2026. Relatório de Pós-doutorado (Pós-doutorado em Produção Vegetal) – Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.

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