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dc.contributor.authorCaetano, Laercio [UNESP]
dc.date.accessioned2017-01-18T15:46:13Z
dc.date.available2017-01-18T15:46:13Z
dc.date.issued2001
dc.identifierhttp://proex.reitoria.unesp.br/congressos/Congressos/1__Congresso/Difus_o_de_Conhecimentos/Trabalho16.htm
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/148206
dc.description.abstractNeste trabalho de pesquisa-ação, iniciado em setembro de 1.995, envolvendo professores da rede oficial de ensino de escolas públicas da região de Ilha Solteira, as atividades têm sido direcionadas para o trabalho em laboratório, onde a experimentação é um meio utilizado para explorar conceitos, confrontando-os com a observação de fenômenos, provocando conflitos cognitivos entre pensamentos espontâneos e conceitos científicos, e procurando soluções através de refinamento conceituais, envolvendo professores da rede oficial de ensino de escolas públicas da região de Ilha Solteira. Ao longo do tempo, participamos de programas de formação continuada para estes profissionais, através do oferecimento de cursos de duração variável com perspectivas de serem a maneira mais adequada para se atingir uma grande quantidade de professores, e ao mesmo tempo conseguir um incremento qualitativo. Os resultados obtidos, com cursos de curta duração, mostraram-se insatisfatórios principalmente pela falta de continuidade e impossibilidade de se ter um tratamento mais aprofundado dos conteúdos. Os cursos de longa duração poderiam ser considerados como uma possibilidade bastante interessante para a solução de problemas como a falta de sequenciamento, abrangência, profundidade de conteúdo e vivência metodológica etc, no que tange à formação continuada de professores. Os resultados obtidos com estes cursos não se mostraram convincentes ao ponto de justificar um investimento maior de esforços em novos cursos, uma vez que o grande entrave reside no fato de que, independentemente da duração do curso oferecido, os níveis de interesse e de responsabilidade foram tão diluídos, ou inexistiram, pelo fato dos professores serem oriundos de diferentes realidades. Como tentativa de realizar um trabalho que apresentasse resultados concretos na sala de aula, nos propusemos a um trabalho de formação continuada diferente dos "cursos de reciclagem" na área de Ciências Naturais, em parceria com duas escolas públicas da região de Ilha Solteira, com ênfase ao trabalho cooperativo dentro de uma abordagem construtivista. Para a grande maioria dos professores o "ensinar ciências" é simplesmente transmitir conteúdos e estes, normalmente, apresentam graves distorções. A mudança deste quadro não é fácil, e para fazê-los compreender a extensão e o significado do seu papel, estamos, neste trabalho, incentivando o professor a estudar, a discutir, e a comprometer-se mais com o seu fazer. Outra área importante que tem sido atacada nestas atividades de formação continuada é a do conteúdo, que a nosso ver é fundamental para o sucesso das atividades do professor de Ciências. Conscientizá-los de suas limitações ou falhas conceituais que possuem, diante de um problema ou experimento, tem-se mostrado mais eficaz do que simplesmente apresentar-lhes os "conceitos certos", e esperar que os professores os substituam pelos "conceitos errados". Um dos maiores desafios do presente trabalho tem sido justamente o de se trabalhar dentro desta abordagem construtivista, onde os professores são levados a construir novos conceitos de forma bem contextualizada. No tocante ao ambiente escolar, este deve possibilitar ao professor colocar em prática o que é tratado nas atividades de formação continuada, provocando, quando necessário, mudanças de atitudes voltadas para a cooperação e produção de aparatos experimentais simples, principalmente com o objetivo de se evitar que o trabalho seja inviabilizado pela falta de recursos, e ao mesmo tempo, fazer com que percebam que o ensino experimental de ciências pode ser quase que inteiramente realizado com aparatos experimentais simples, construídos nas próprias escolas. A experimentação e controle em laboratório são mais comuns nas ciências naturais, e os professores devem vivenciar métodos, procedimentos e posturas que contribuam para que eles e seus alunos compreendam o fazer científico como uma atividade que pode ser desenvolvida desde que a ela se dediquem. Neste trabalho, as atividades têm sido direcionadas para o trabalho em laboratório, onde procuramos sempre mostrar que a experimentação é um meio de se explorar conceitos, confrontá-los com a observação de fenômenos, provocar conflitos e solucioná-los via refinamentos conceituais. A principal meta a ser atingida é a verificação dos efeitos que esta forma de interação mais direta com os professores e com o ambiente escolar pode causar na sala de aula.pt
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.relation.ispartofCongresso de Extensão Universitária
dc.sourcePROEX
dc.titlePrograma de educação continuada para professores de ciênciaspt
dc.typeResumo
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.description.affiliationUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia (FEIS), Departamento de Física e Química, Ilha Solteira, SP
dc.description.affiliationUnespUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia (FEIS), Departamento de Física e Química, Ilha Solteira, SP
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteirapt
unesp.departmentFísica e Química - FEISpt
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