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Frequência e caracterização dos distúrbios respiratórios em pacientes com AVCi agudo

dc.contributor.advisorTagliarini, José Vicente [UNESP]
dc.contributor.authorAlessi, Henrique César Calvo [UNESP]
dc.contributor.coadvisorWeber, Silke Anna Theresa [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberWeber, Silke Anna Theresa [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberBazan, Silméia Garcia Zanati [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberTrindade, Sérgio Henrique Kiemle
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)pt
dc.date.accessioned2026-07-21T17:56:47Z
dc.date.issued2026-06-25
dc.description.abstractIntrodução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é considerada um fator de risco para eventos cardiovasculares deletérios de forma independente. Trata-se de uma comorbidade comum em pacientes que sofreram acidente vascular cerebal (AVC) e deve ser investigado de forma precoce e criteriosa, uma vez que a sua presença em um contexto de AVC agudo pode agravar o déficit neurológico e retardar a recuperação do paciente, além de aumentar a chance de um segundo evento dentro de 12 meses. Apesar de ser uma condição que pode ser efetivamente tratada com pressão positiva nas vias aéreas, a AOS ainda é frequentemente subdiagnosticada nesses pacientes, o que prolonga o tempo e custo de internação. Objetivos: Caracterizar a população de pacientes com AVC considerando suas comorbidades; predizer o poder de treiagem dos questionários de Epworth e Berlin para AOS nessa população; correlacionar a gravidade da AOS com a do AVC e descrever os achados de polissonografia considerando os diferentes tipos de eventos respiratórios. Metodologia: Estudo transversal com caráter descritivo e analítico. Foram avaliados 66 pacientes com diagnostico de AVC isquêmico no serviço HCFMB submetidos a um exame de polissonografia tipo III nas primeiras 72 horas do evento isquêmico. Foram preenchidos os questionários de Berlin e Epworth para todos os pacientes, além do score DHECA. Foi obtido de prontuário a pontuação da escala de avaliação neurológica National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) no momento da admissão hospitalar. Foram realizadas correlações entre AOS, questionários, comorbidades e gravidade do AVC. Também foram diferenciados os tipos de evento respiratório em pacientes com AOS moderada e grave com índice de apneia hipopneia (IAH) ≥15 eventos/hora (e/h) e com AOS leve ou sem AOS aqueles com IAH<15 e/h. Resultados: A população estudada teve idade média de 66 ± 13,2 anos e 44% composta por homens. Observou-se alta prevalência de sobrepeso/obesidade (66,7%) e hipertensão arterial sistêmica (72%). Foi identificada a presença de AOS (IAH>5) em 61 (92%) dos pacientes e IAH > 15 em 41 (62%). O questionário de Epworth foi positivo em 25,8% dos pacientes e o de Berlin em 53%, o escore DHECA apresentou positividade significativamente maior (81,8% no pré-AVC e 90,9% no pós-AVC).A polissonografia mostrou IAH médio de 32,1 ± 23,1 e/h. Pacientes do Grupo I ( IAH ≥15e/h) apresentaram maior prevalência de HAS (82,9% vs. 56%; p=0,0172) e DM2 (61% vs. 12%; p<0,0001), além de um NIHSS de entrada mais elevado (5,56 ± 4,92 vs. 4,28 ± 4,69; p=0,0234) e uma maior proporção de eventos respiratórios complexos como apneias centrais, mistas e o IDO. Conclusão: O estudo apontou que pacientes com AVC isquêmico têm elevada frequência de AOS. Os questionários de triagem como Escala de Epworth e Questionário de Berlin tem baixo poder de identificar o paciente em risco para AOS, porém o escore DHECA mostrou melhor poder de identificação. Na população foi observada correlação entre a gravidade de AOS e do AVCi caracterizado pela escala NIHSS. Eventos respiratórios complexos como apneias centrais e mistas foram observados com maior proporção em pacientes com AOS moderada grave, apontando etiologia predominante pelo fenótipo de high loop gain. A elevada frequência de AOS e sua associação com a gravidade do quadro neurológico apontam para a necessidade de incluir a polissonografia no protocolo de atendimento ao paciente com AVCi.pt
dc.description.abstractIntroduction: Obstructive sleep apnea syndrome (OSAS) is considered an independent risk factor for adverse cardiovascular events. It is a common comorbidity in patients who have suffered a stroke and should be investigated early and carefully as its presence in the subacute phase of stroke may worsen neurological deficits and delay recovery, in addition to increasing the risk of recurrence within 12 months. Although OSAS can be effectively treated with positive airway pressure, it remains frequently underdiagnosed in these patients, leading to prolonged hospital stays and increased healthcare costs. Objectives: The objectives of this study were to characterize the population of patients with stroke according to their comorbidities; to assess the diagnostic performance of the Epworth Sleepiness Scale and the Berlin Questionnaire for OSAS; to correlate OSAS severity with stroke severity; and to describe polysomnographic findings considering the different types of respiratory events. Methods: This was a cross-sectional study with descriptive and analytical design. 66 patients diagnosed with ischemic stroke at the HCFMB were evaluated and underwent a type III polysomnography within the first 72 hours after the ischemic event. The Berlin and Epworth questionnaires, as well as the DHECA score, were applied to all patients. Neurological severity at admission was obtained from medical records using the National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS). Correlations were established between OSAS, questionnaires, comorbidities, and stroke severity. Respiratory event types were also compared between patients with apnea–hypopnea index (AHI) ≥15 and <15. Results: The study indicated that patients with ischemic stroke (IS) present a high frequency of comorbidities, specifically obstructive sleep apnea (OSA), hypertension, and obesity. Conventional screening questionnaires, such as the Epworth Sleepiness Scale (ESS) and the Berlin Questionnaire, have low power to identify patients at risk for OSA in this population; however, the DHECA score showed a higher capability for OSA identification. A correlation was observed between the severity of OSA and the neurological severity of the stroke, as characterized by the National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS). Complex respiratory events, such as central and mixed apneas, were observed in higher proportions among patients with moderate-to-severe OSA, suggesting an etiology related to the high loop gain (unstable ventilatory control) phenotype. The high frequency of OSA and its association with neurological severity highlight the imperative need to include polysomnography in the clinical care protocol for patients with IS.en
dc.identifier.capes33004064088P4
dc.identifier.citationALESSI, Henrique César Calvo. Frequência e caracterização dos distúrbios respiratórios em pacientes com AVCi agudo. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional Associado à Residência Médica – MEPAREM) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.
dc.identifier.lattes5313290271449103
dc.identifier.orcid0000-0002-2180-6025
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/328303
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectApneia obstrutiva do sonopt
dc.subjectAcidente vascular cerebralpt
dc.subjectNeurologiapt
dc.subjectPolissonografiapt
dc.subjectMedicina do sonopt
dc.titleFrequência e caracterização dos distúrbios respiratórios em pacientes com AVCi agudopt
dc.title.alternativeFrequency and Characterization of Sleep-Disordered Breathing in Patients with Acute Ischemic Strokeen
dc.typeDissertação de mestradopt
dspace.entity.typePublication
relation.isGradProgramOfPublicationa742a6c3-c9e1-4953-b75d-8f27ce6fd1f4
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatupt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramMedicina - FMBpt
unesp.knowledgeAreaOutrapt
unesp.researchAreaNão constapt

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