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A inserção do Psicólogo na ONG de apoio a portadores de HIV em Assis/SP

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Pós-graduação

Curso de graduação

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

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Resumo

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Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Este trabalho vem se realizando desde agosto de 1997. O mesmo iniciou-se com um pedido da Comunidade à Universidade. A coordenadora do Comitê Civil de Apoio aos Portadores do HIV/Aids (CCAP) formalizou um pedido de auxílio ao Departamento de Psicologia Clínica da FCL de Assis. Nele, a coordenadora do Comitê destacou a necessidade de atendimento psicológico às pessoas que procuravam ou eram membros ativos do Comitê. Assim, o objetivo inicial deste projeto foi o de investigar os processos de construção de uma escuta analítica junto a portadores e não-portadores do vírus HIV, que se dirigem ao CCAP. Este trabalho se conformou a este objetivo durante todo o ano de 1998 (data do primeiro patrocínio da PROEX a este trabalho). No ano de 1999, ainda atuamos junto ao CCAP, porém com outros objetivos. Inicialmente, tínhamos em mente um trabalho assistencial voltado apenas para o atendimento em grupo com os usuários do Comitê. Aos poucos, fomos conquistando a confiança dos freqüentadores do comitê e isso nos possibilitou participar das reuniões administrativas. Isto gerou uma nova visão em sua política administrativa e condução de trabalhos. A política anterior, totalmente baseada nos moldes assistencialistas cristãos, privilegiava o ""cuidado"" para com os portadores desde o nível básico (alimentação e saúde), até o nível espiritual (a inserção do portador numa fé cristã). Nossa preocupação não se voltou para a temática religiosa. Outrossim, destacamos a reflexão e crítica acerca da ética que sustenta a produção de subjetividade que este discurso assistencialista cristão instaura. Nossa participação ativa e, principalmente, retificadora, tornou possível a inserção do psicólogo nesta ONG, exatamente como entendemos que deva ser. Isso é, acreditamos que o psicólogo tem a função de oferecer um lugar de escuta, isento de ideologias morais e/ou religiosas, privilegiando a retificação de um sujeito capaz de responder por seus próprios desejos. Assim, progressivamente, conseguimos criar equipes de trabalho (com a participação dos próprios freqüentadores) com duas finalidades iniciais: 1) promover a modificação da imagem do Comitê fazendo-o abandonar a imagem de 'casa abrigo e de assistência aos miseráveis' para a imagem de 'centro de referência' aos portadores e não-portadores. Isso porque, anteriormente à nossa chegada, o Comitê não costumava ser freqüentado pela comunidade ou solicitado por esta para esclarecer dúvidas e orientar a população sobre as questões relativas à AIDS e DST; 2) em segundo lugar, conseguimos que alguns portadores repensassem suas posturas acerca de seus destinos, de sua relação com o corpo, sentimentos, desejos e saúde durante o trabalho de psicoterapia em grupo. Outra conseqüência positiva de nossa inserção na ONG foi a criação de frentes de trabalho auto-geridas com a finalidade de auxiliar os portadores a superarem suas dificuldades financeiras decorrentes de demissão discriminatória ou aposentadoria por invalidez. Assim, parcerias com a comunidade foram criadas com fins de produção de camisetas e bottons direcionados a prevenção à AIDS. Para o ano de 1999, estabelecemos a prevenção como meta e procuramos expandir nossa área de atuação para além do Comitê. Objetivamos afetar toda a comunidade assisense para a questão da prevenção em DST e AIDS. Concluindo, fechamos 1998 com a realização do I Simpósio de Prevenção à AIDS em Assis, tendo na Coordenação a bolsista deste projeto, Silvana de Oliveira. Além disso, iniciamos contatos com o Coordenador de DST/AIDS de São Paulo, Dr. Arthur Calitmann, que se dispôs a nos orientar na implementação do Programa UNIVERSIDAIDS aqui na UNESP de Assis, visando a Informação/Educação/Comunicação e o Desenvolvimento Institucional e Intercâmbio, que, no nosso entender irá complementar o trabalho de Apoio às pessoas vivendo com HIV/AIDS e sua rede de socialização, e o trabalho de intervenção comportamental que já vêm sendo desenvolvidos no Comitê via este projeto. Através do programa UNIVERSIDAIDS, a universidade passa a ser um Centro de referência ao sistema de saúde público e/ou privado da comunidade.

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