Magnetoestratigrafia do Grupo Bauru no Triângulo Mineiro (MG) e sua aplicação à evolução tectônica do Sudeste do Brasil no Cretáceo Superior
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Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Geociências e Meio Ambiente - IGCE
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
O Grupo Bauru, localizado na região sudeste do Brasil, é a última unidade da Bacia do Paraná, composta por depósitos continentais siliciclásticos do Cretáceo Superior acumulados sobre os basaltos da Formação Serra Geral. A cronoestratigrafia do Grupo Bauru é tradicionalmente baseada na paleontologia de vertebrados e invertebrados, que delimitou a sedimentação do grupo entre os andares Santoniano e Maastrichtiano, porém a existência de divergências taxonômicas e a falta de espécies de alta resolução dificultam a correlação precisa das unidades litoestratigráficas. Estudos recentes de proveniência sedimentar e geocronologia apresentam dados de datações U-Pb e termocronologia de traços de fissão das áreas fonte e fornecem idades máximas de deposição para as rochas sedimentares do Grupo Bauru. Neste trabalho o método do paleomagnetismo foi aplicado nas unidades que ocorrem na região do Triângulo Mineiro. Foram amostrados 25 sítios das formações Adamantina, Uberaba, Marília e Serra da Galga e coletadas 174 amostras. Após tratamento térmico, a maioria dos diagramas de desmagnetização mostra uma magnetização remanente característica bem definida, enquanto apenas um número limitado de amostras exibiu remagnetização parcial. A sucessão sedimentar do Grupo Bauru é dominada por polaridade magnética normal, com intervalos estratigráficos estreitos que apresentam magnetização reversa, localizados no terço superior da Formação Adamantina e na parte inferior da Formação Uberaba. Com base nos dados obtidos e nos estudos paleontológicos e geocronológicos disponíveis, são possíveis duas correlações magnetoestratigráficas para o Grupo Bauru, A primeira correlaciona as unidades do Grupo Bauru aos chrons C31n e C30 (69,3 a 66,4 Ma), enquanto a segunda fornece uma idade um pouco mais antiga, correlacionada aos chrons C33n e C32 (75,5 a 71,8 Ma). Nota-se que em ambas as correlações o tempo de deposição de toda a sucessão sedimentar não passa de 4 milhões de anos. Ao se relacionar esse tempo à espessura média do Grupo Bauru no Triângulo Mineiro (220 m), obtém-se uma taxa de sedimentação de aproximadamente 63 m/Ma. Essa taxa de sedimentação é condizente com a interpretação de que o Grupo Bauru é a expressão sedimentar do soerguimento do Alto Paranaíba ocorrido no final do Cretáceo.
Resumo (inglês)
The Bauru Group, located in southeastern Brazil, represents the uppermost unit of the Paraná Basin and consists of Upper Cretaceous continental siliciclastic deposits accumulated over the basalts of the Serra Geral Formation. The chronostratigraphy of the Bauru Group has traditionally been based on vertebrate and invertebrate paleontology, which constrained its sedimentation between the Santonian and Maastrichtian stages. However, taxonomic divergences and the lack of high-resolution index species hinder precise correlation of lithostratigraphic units. Recent studies on sedimentary provenance and geochronology have provided U–Pb dating and fission-track thermochronology data from source areas, yielding maximum depositional ages for the sedimentary rocks of the Bauru Group. In this study, paleomagnetic methods were applied to units occurring in the Triângulo Mineiro region. A total of 25 sites were sampled from the Adamantina, Uberaba, Marília, and Serra da Galga formations, yielding 174 specimens. After thermal treatment, most demagnetization diagrams display a well-defined characteristic remanent magnetization, while only a limited number of samples show partial remagnetization. The sedimentary succession of the Bauru Group is dominated by normal magnetic polarity, with narrow stratigraphic intervals of reversed magnetization located in the upper third of the Adamantina Formation and the lower part of the Uberaba Formation. Based on the obtained data and available paleontological and geochronological studies, two magnetostratigraphic correlations are possible for the Bauru Group. The first correlates the units to chrons C31n and C30 (69.3 to 66.4 Ma), while the second suggests a slightly older age, correlating them to chrons C33n and C32 (75.5 to 71.8 Ma). In both scenarios, the total duration of sedimentation does not exceed 4 million years. Relating this time span to the average thickness of the Bauru Group in the Triângulo Mineiro region (220 m) yields a sedimentation rate of approximately 63 m/Ma. This rate is consistent with the interpretation that the Bauru Group represents the sedimentary response to the uplift of the Alto Paranaíba during the Late Cretaceous.
Descrição
Idioma
Português
Citação
JOB, Gustavo Battaglini. Magnetoestratigrafia do Grupo Bauru no Triângulo Mineiro (MG) e sua aplicação à evolução tectônica do Sudeste do Brasil no Cretáceo Superior. 2026. Dissertação (Mestrado em Geociências e Meio Ambiente) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, 2026.



