Emprego experimental do Parhyale hawaiensis na análise subjacente de fitocanabinoides: investigação dos efeitos de extratos de Cannabis sobre a Acetilcolinesterase.
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Data
Autores
Orientador
Toyama, Marcos Hikari 

Coorientador
Buruaem, Lucas Moreira
Pós-graduação
Curso de graduação
São Vicente - IBCLP - Ciências Biológicas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Este estudo avaliou a toxicidade de extratos de Cannabis sobre o anfípodo marinho Parhyale hawaiensis integrando ensaios de CL₅₀, atividade da acetilcolinesterase (AChE), docking molecular e aspectos da neuroanatomia do organismo. Dois extratos, Roxo e Amarelo, diferiram em concentrações de fitocanabinoides e no perfil de compostos secundários e apresentaram toxicidade crescente ao longo do tempo, compatível com bioacumulação. O extrato Roxo foi mais tóxico, com CL₅₀ de 38 µg/mL em 48 h e 17 µg/mL em 96 h, enquanto o Amarelo apresentou 83 µg/mL e 37 µg/mL. As análises enzimáticas evidenciaram inibição semelhante da AChE por THC e CBD, sem diferenças estatísticas, e os resultados de docking sustentaram interação convergente com o sítio catalítico. A organização colinérgica de P. hawaiensis explica a sensibilidade observada, indicando um mecanismo de neurotoxicidade associado ao acúmulo de acetilcolina, hiperatividade neural e morte. Os valores de CL₅₀ obtidos indicam risco potencial para invertebrados em ambientes contaminados por canabinoides, reforçando a utilidade do modelo para estudos de neurotoxicidade ambiental.
Resumo (inglês)
This study evaluated the toxicity of Cannabis extracts in the marine amphipod Parhyale hawaiensis by integrating LC₅₀ assays, acetylcholinesterase (AChE) activity measurements, molecular docking simulations and neuroanatomical context. Two chemically distinct extracts, Purple and Yellow, differing in phytocannabinoid concentrations and secondary metabolite profiles, were tested. Both showed increased toxicity over time, consistent with bioaccumulation, and the Purple extract was more toxic, with LC₅₀ values of 38 µg/mL at 48 h and 17 µg/mL at 96 h. The Yellow extract presented LC₅₀ of 83 µg/mL and 37 µg/mL. Enzymatic assays showed similar AChE inhibition by THC and CBD with no significant differences, and docking results supported convergent interaction with the catalytic site. The cholinergic organization of P.hawaiensis explains the observed sensitivity, indicating a neurotoxic mechanism driven by acetylcholine accumulation, neural hyperactivity and death. The LC₅₀ values indicate potential risk to invertebrates in environments contaminated with cannabinoids, reinforcing the utility of this species as a model for environmental neurotoxicity studies.
Descrição
Palavras-chave
Parhyale hawaiensis., Acetilcolinesterase, Cannabis, Contaminantes emergentes na água, Toxicologia ambiental
Idioma
Português
Citação
LOYOLA, Pedro Mathias. Emprego experimental do Parhyale hawaiensis na análise subjacente de fitocanabinoides: investigação dos efeitos de extratos de Cannabis sobre a acetilcolinesterase. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas com habilitação em Gerenciamento Costeiro) – Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.


