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Treinamento melhora a confiabilidade para as escalas de sedação e de dor em cães.

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Advisor

Luna, Stelio Pacca Loureiro

Coadvisor

Graduate program

Anestesiologia - FMB

Undergraduate course

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Type

Master's thesis

Access right

Acesso abertoAcesso Aberto

Abstract

Na medicina veterinária apesar do avanço da avaliação da dor, ainda ocorrem negligência e oligoanalgesia. Este estudo clínico, prospectivo, encoberto, pragmático e oportunista avaliou a interferência do treinamento na confiabilidade das escalas de sedação, dor aguda e na tomada de decisão para intervenção analgésica em cães. Quatro avaliadoras, uma graduanda, uma mestranda, uma doutoranda e uma etologista clínica avaliaram 40 vídeos de dez cães submetidos à cirurgia ortopédica ou de tecidos moles referentes a quatro momentos, um pré (basal) e três pós-operatórios (1 a 24 horas) em cada cão. Avaliaramse cinco cães antes e outros cinco cães após o treinamento, em duas etapas para cada avaliação, com intervalo de 30 dias entre cada etapa. Nas duas avaliações três cães foram submetidos à cirurgia ortopédica e dois de tecidos moles, com equivalência dos escores de dor entre as etapas. Considerou-se α 5% e avaliaram-se a repetibilidade e reprodutibilidade antes (Pre.T) e após (Pos.T) o treinamento das escalas numérica, descritiva simples e necessidade de resgate analgésico pelo coeficiente Kappa ponderado. Para a escala analógica visual e escalas de Glasgow (CMPS-SF), Melbourne (UMPS) e sedação aplicou-se o coeficiente de correção intraclasse (CCI) e IC95%. A repetibilidade melhorou para a CMPS-SF (p = 0,041; Pre.T 0,68 – 0,9; Pos.T 0,8 – 0,93), UMPS (p = 0,03; Pre.T 0,5–0,84; Pos.T 0,83 – 0,87) e resgate analgésico (p = 0.038; Pre.T 0,58 – 0,74; Pos.T 0,71 – 1,0) e a reprodutibilidade melhorou para escala analógica visual (EAV) (p = 0,041, Pre.T -0,37 – 0,74; Pos.T 0,35 – 0,64), resgate analgésico (p = 0,021; Pre.T 0,33 – 0,76 e Pos.T 0,59-0,8) e sedação (p = 0.028; Pre.T 0,47 – 0,80 e Pos.T 0,70 – 0,90). O treinamento não alterou a repetibilidade das escalas de dor unidimensionais, nem de sedação e não influenciou a reprodutibilidade da CMPS-SF e UMPS, porém após o treinamento os escores destas escalas não apresentaram diferenças entre as avaliadoras. Conclui-se que deve-se implementar o treinamento antes do uso clínico ou experimental da CMPS-SF, UMPS e da escala de sedação em cães, para melhorar a repetibilidade e reprodutibilidade e garantir resultados fidedignos em estudos sobre comportamento e a eficácia de analgésicos.

Description

Keywords

Analgesia, Bem-estar animal, Cães, Confiabilidade, Dor, Treinamento

Language

Portuguese

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Item type:Unit,
Faculdade de Medicina
FMB
Campus: Botucatu


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Anestesiologia
CAPES code: 33004064076P6