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Vivências de professores e professoras no processo de adoecimento e readaptação profissional: relações com a gestão

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Pós-graduação

Psicologia - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A literatura aponta que professoras/professores é uma das categorias de trabalhadores que mais se afastam do trabalho, sobretudo por adoecimento. Quando no retorno ao trabalho, uma perícia médica avalia e identifica possíveis limitações físicas ou emocionais o trabalhador/trabalhadora pode passar a desenvolver atividades em outras funções ou locais de trabalho, em um processo denominado readaptação profissional. A readaptação profissional de professores denota um processo complexo e desafiador, porém de grande importância para o restabelecimento do sujeito. Nesse processo, a organização do trabalho na qual os docentes estão inseridos, os modos de gestão desempenham um papel imprescindível, podendo ser facilitadores na ressignificação com o novo trabalho ou não. Em vista disso, os objetivos desta pesquisa foram identificar e interpretar os sentidos atribuídos por professores e professoras à gestão escolar no processo de adoecimento e readaptação profissional, buscando compreender como as práticas de gestão são percebidas e significadas pelo próprio docente e como estabelecem nexos entre gestão, sofrimento e/ou prazer no trabalho. A partir dos relatos das vivências de professores e professoras, pretendeu-se examinar as percepções acerca das experiências de prazer e sofrimento no retorno ao trabalho após a readaptação, articulando-as à literatura sobre gestão, sobretudo aos estilos de gestão individualista e coletivista, e discutir, sob a ótica dos docentes, os aspectos que influenciaram a melhoria e a sustentabilidade dos processos de retorno ao trabalho e de readaptação profissional. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que teve como instrumentos questionário de dados sociodemográficos e funcionais, e entrevista semiestruturada. Participaram da pesquisa 15 professores estaduais vinculados a uma diretoria de ensino do interior do estado de São Paulo. Deste total, foram selecionados sete casos que exemplificam as vivências frente ao estilo de gestão no afastamento e retorno ao trabalho de professores readaptados. Os resultados indicaram a presença dos estilos de gestão individualista e coletivista, com frequência de discursos relacionados à percepção do estilo individualista, tanto nas situações de afastamento como no retorno ao trabalho mediante readaptação profissional. De maneira geral, nos casos que apresentaram características de estilo individualista, foram identificados nos discursos sentimentos de falta de apoio emocional, forte estigma e preconceito por parte da gestão e colegas de trabalho, discriminação relacionada às limitações físicas/emocionais dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como ausência de sentido no trabalho. Já os casos que evidenciaram características de uma gestão coletivista revelaram vivências de sentido no trabalho e experiências de ressignificação e prazer. Estes resultados evidenciam que os estilos de gestão influenciam diretamente a readaptação profissional, podendo favorecê-la quando coletivistas ou intensificar o sofrimento, quando individualistas, estando também condicionados por determinações político-institucionais que atravessam e limitam a atuação da gestão.

Resumo (inglês)

Teachers are among the professional categories with the highest rates of work leave, especially due to illness. Upon returning to work, medical evaluations may identify physical or emotional limitations, leading workers to perform activities in different roles or workplaces through a process known as professional readaptation. Professional readaptation among teachers is a complex and challenging process, yet essential for the worker’s recovery and reintegration. In this context, work organization and management styles play a crucial role, either facilitating or hindering the resignification of work experiences. Therefore, this study aimed to identify and interpret the meanings attributed by teachers to school management throughout the processes of illness and professional readaptation, seeking to understand how management practices are perceived and how they establish connections between management, suffering, and/or pleasure at work. Based on teachers’ reports of their experiences, the study examined perceptions regarding experiences of pleasure and suffering in returning to work after readaptation, relating them to the literature on management styles, particularly individualistic and collectivist styles. It also discussed, from the teachers’ perspective, the factors influencing the improvement and sustainability of return-to-work and professional readaptation processes. This qualitative study used sociodemographic and occupational questionnaires, as well as semi-structured interviews, as research instruments. Fifteen public-school teachers linked to a regional educational board in the countryside of São Paulo state participated in the study. From this group, seven cases were selected to exemplify experiences related to management styles during work leave and return-to-work processes. The results indicated the presence of both individualistic and collectivist management styles, with frequent reports associated with the perception of individualistic management in both work leave and return-to-work situations. In general, cases characterized by individualistic management revealed feelings of lack of emotional support, stigma and prejudice from management and colleagues, discrimination related to workers’ physical and emotional limitations, and absence of meaning at work. Conversely, cases that reflected collectivist management characteristics revealed experiences of meaning at work, resignification, and pleasure. These findings demonstrate that management styles directly influence professional readaptation, favoring it when collectivist and intensifying suffering when individualistic, while also being conditioned by political and institutional determinants that shape and limit management practices.

Descrição

Idioma

Português

Citação

LIMA, Camila Aparecida de Oliveira. Vivências de professores e professoras no processo de adoecimento e readaptação profissional: relações com a gestão. 2026. 188 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.

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