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Publicação:
Tafonomia do fóssil de baleia-azul (Balaenoptera musculus) do Holoceno (Iguape, São Paulo, Brasil)

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Orientador

Buchmann, Francisco Sekiguchi de Carvalho e

Coorientador

Pós-graduação

Biodiversidade de Ambientes Costeiros - IBCLP

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Os registros de baleias-azuis (Balaenoptera musculus) são escassos no Brasil e os ossos fósseis estudados no presente trabalho são o primeiro registro fóssil dessa espécie no Brasil, coletados em 2012 na Praia do Leste (Iguape, SP) composta por cordões litorâneos e controlada por micromarés. Esses animais são mais comuns em ambiente pelágico, tornando-se mais raro se fossilizar em ambiente praial. Por se tratar de um exemplar excepcionalmente preservado, o objetivo desta pesquisa consiste em elucidar questões sobre a história tafonômica do fóssil e do ambiente deposicional durante o Holoceno. Através da análise da geomorfologia, das assinaturas tafonômicas e alterações macroscópicas nos elementos esqueletais foi observado o predomínio de marcas diagenéticas, e pelo baixo grau de desarticulação e posição dos ossos concluímos que a baleia encalhou morta em águas rasas (zona de arrebentação) há 1,9 ka anos durante progradação da linha de costa sendo soterrada rapidamente; seguida por erosão e nova progradação há 700 anos que causou o retrabalhamento parcial e novo soterramento; e recentemente afloramento por erosão. Imagens de satélite e fotografias de VANT foram usadas para observar as mudanças recentes na linha de costa, entre os anos de 1984 e 2001 havia progradação na Praia do Leste de 12,5 m/ano; e a partir dessa data entre 2001 e 2020 ocorre erosão, com média de 32 m/ano; em 2012 a erosão expõe o fóssil na praia do Leste, mostrando ciclos de erosão e progradação com tendência a erosão, com influência direta do rio Ribeira de Iguape.

Resumo (inglês)

The records of blue whales (Balaenoptera musculus) are scarce in Brazil and the fossil bones studied in this work are the first fossil record of this species in Brazil, collected in 2012 in Praia do Leste (Iguape, SP) composed of coastal and coastal cords. controlled by microtides. These animals are more common in the open sea, making it rarer to fossilize in a beach environment. As it is an exceptionally preserved specimen, the objective of this research is to elucidate questions about the taphonomic history of the fossil and the depositional environment during the Holocene. Through the analysis of geomorphology, taphonomic signatures and macroscopic changes in skeletal elements, it was observed the predominance of diagenetic marks and the low degree of disarticulation and position of the bones, we concluded that the whale stranded dead in shallow water (surf zone) for 1.9 a thousand years during shoreline progradation being quickly buried; followed by erosion and reprogradation 700 years ago, which caused partial rework and reburial; and recently upwelling by erosion. Satellite images and UAV photographs were used to observe the recent changes in the coastline, between 1984 and 2001 there was a 12.5 m/year progradation in Praia do Leste; and from that date onwards, between 2001 and 2020, erosion occurs, with an average of 32 m/year; in 2012 erosion exposes the fossil on the Leste beach, showing erosion and progradation cycles, with direct influence from the Ribeira de Iguape river.

Descrição

Palavras-chave

Cetáceos, Análise tafonômica, Morfodinâmica

Idioma

Português

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