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Solidariedade para organizar o povo cuidando do povo! A territorialização da reforma agrária popular e a espacialização da campanha mãos solidárias através das políticas de combate à fome durante pandemia do covid-19 na região metropolitana de Recife

dc.contributor.advisorWelch, Clifford Andrew
dc.contributor.authorVivian, Flávio José
dc.contributor.committeeMemberWelch, Clifford Andrew
dc.contributor.committeeMemberCoca, Estevan Leopoldo de Freitas
dc.contributor.committeeMemberMansan, Paulo Rogério Adamatti
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.date.accessioned2026-08-19T18:24:06Z
dc.date.issued2026-06-10
dc.description.abstractA fome é uma fenômeno geográfico-social que se manifesta de diversas formas e intensidades nas realidades humanas no Brasil e em nível mundial. Ela se manifesta nas formas endêmica eepidêmica. Como endemia, a fome é a forma contínua da ampla abrangência deste fenômeno na sociedade brasileira, decorrente das desigualdades econômicas inerentes ao modo de organização da produção capitalista vigente. No modo de produção capitalista, o processo social de produção da fome é constante e inerente ao sistema. Durante a pandemia do Covid-19, o Brasil sofreu com a perda de mais de 700 mil pessoas, vitimadas pela contaminação do coronavírus; ao mesmo tempo em que a fome aumentou na ordem de milhões de brasileiros(19,3 milhões, em 2020; 33,1, em 2022). Evidenciou-se a sobreposição destes dois graves problemas sociais, agravados pelas medidas econômicas neoliberais implementadas a partir do golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) que aumentaram os índices da desigualdade social no país e as cifras da população em insegurança alimentar. A Campanha Mãos Solidárias se constituiu, durante a pandemia do Covid-19, em Recife, PE, como iniciativa política de um arco de alianças das organizações sociais, universidades, igrejas para desenvolver ações de combate à fome e ao coronavírus, diante dos descasos deliberados do governo Jair Bolsonaro (PL) nas políticas públicas de prevenção. A solidariedade ativa foi o modo organizativo e o princípio político de ação da Campanha Mãos Solidárias que moveu sua espacialização na Região Metropolitana de Recife (RMR). A produção camponesa agroecológica dos assentamentos e acampamentos abasteceu com alimentos e solidariedade as marmitas, as cozinhas populares, os bancos populares de alimentos nos bairros da RMR. A territorialização da Reforma Agrária Popular se espraiou através dos alimentos e das ações formativas na periferia urbana. A pedagogia do fazimento foi a metodologia para organização dos trabalhos organizativos com o acento no protagonismo dos sujeitos nas ações de solidariedade ativa para o combate à fome e ao Covid-19. As ações de solidariedade ativa criaram as condições para solidificar espaços de produção alimentar e de organização social nas periferias urbanas.pt
dc.description.abstractHunger is a geographical and social phenomenon that manifests itself in various forms and degrees of intensity in human societies in Brazil and worldwide. It manifests itself in both endemic and epidemic forms. As an endemic phenomenon, hunger is the continuous, widespread manifestation of this phenomenon in Brazilian society, resulting from the economic inequalities inherent in the current mode of capitalist production. In the capitalist mode of production, the social process of producing hunger is constant and inherent to the system. During the COVID-19 pandemic, Brazil suffered the loss of more than 700,000 people who died from the coronavirus; at the same time, hunger increased among millions of Brazilians (19.3 million in 2020; 33.1 million in 2022). The overlap of these two serious social problems became evident, exacerbated by the neoliberal economic measures implemented following the coup that led to the impeachment of President Dilma Rousseff (PT), which increased levels of social inequality in the country and the number of people facing food insecurity. The Mãos Solidárias Campaign was launched during the COVID-19 pandemic in Recife, Pernambuco, as a political initiative by a broad coalition of social organizations, universities, and churches to develop actions to combat hunger and the coronavirus, in the face of the Jair Bolsonaro (PL) administration’s deliberate neglect of public prevention policies. Active solidarity served as both the organizational framework and the guiding political principle of the Mãos Solidárias Campaign, driving its expansion throughout the Recife Metropolitan Region (RMR). Agroecological peasant farming in the settlements and encampments supplied food and solidarity to meal programs, community kitchens, and community food banks in the neighborhoods of the RMR. The territorial expansion of the Popular Agrarian Reform spread through food distribution and educational initiatives in the urban periphery. The pedagogy of doing was the methodology used to organize these efforts, with an emphasis on the active role of participants in acts of active solidarity to combat hunger and COVID-19. These acts of active solidarity created the conditions to consolidate spaces for food production and social organization in the urban peripheries.en
dc.description.abstractEl hambre es un fenómeno geográfico-social que se manifiesta de diversas formas e intensidades en las realidades humanas de Brasil y a nivel mundial. Se manifiesta de forma endémica y epidémica. Como endemia, el hambre es la forma continua y de amplio alcance de este fenómeno en la sociedad brasileña, derivada de las desigualdades económicas inherentes al modo de organización de la producción capitalista vigente. En el modo de producción capitalista, el proceso social de generación del hambre es constante e inherente al sistema. Durante la pandemia de la COVID-19, Brasil sufrió la pérdida de más de 700 000 personas, víctimas del contagio por coronavirus; al mismo tiempo, el hambre aumentó entre millones de brasileños (19,3 millones en 2020; 33,1 en 2022). Se puso de manifiesto la superposición de estos dos graves problemas sociales, agravados por las medidas económicas neoliberales aplicadas a partir del golpe de Estado que supuso la destitución de la presidenta Dilma Rousseff (PT), que aumentaron los índices de desigualdad social en el país y las cifras de la población en situación de inseguridad alimentaria. La Campaña «Mãos Solidárias» se constituyó, durante la pandemia de la COVID-19, en Recife (PE), como una iniciativa política de un amplio arco de alianzas entre organizaciones sociales, universidades e iglesias para desarrollar acciones de lucha contra el hambre y el coronavirus, ante la negligencia deliberada del Gobierno de Jair Bolsonaro (PL) en las políticas públicas de prevención. La solidaridad activa fue el modelo organizativo y el principio político de acción de la Campaña «Mãos Solidárias», que impulsó su implantación en la Región Metropolitana de Recife (RMR). La producción campesina agroecológica de los asentamientos y campamentos abasteció de alimentos y solidaridad a los comedores populares, las cocinas populares y los bancos de alimentos populares de los barrios de la RMR. La territorialización de la Reforma Agraria Popular se extendió a través de los alimentos y las acciones formativas en la periferia urbana. La pedagogía del «hacer» fue la metodología utilizada para organizar el trabajo, haciendo hincapié en el protagonismo de los sujetos en las acciones de solidaridad activa para combatir el hambre y la COVID-19. Las acciones de solidaridad activa crearon las condiciones para consolidar espacios de producción alimentaria y de organización social en las periferias urbanas.es
dc.identifier.capes33004013068P6
dc.identifier.citationVIVIAN, Flávio José. Solidariedade para organizar : o povo cuidando do povo! A territorialização da Reforma Agrária Popular e a espacialização da campanha Mãos Solidárias através das políticas de combate à fome durante pandemia do Covid-19 na Região Metropolitana de Recife. 2026. 258 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe) - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais, Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe, São Paulo, 2026.
dc.identifier.lattes3720710751223471
dc.identifier.orcid0009-0009-0617-9930
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/329889
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectFomept
dc.subjectDesigualdade socialpt
dc.subjectSolidariedade ativapt
dc.subjectTerritorializaçãopt
dc.subjectEspacializaçãopt
dc.subjectHungeren
dc.subjectSocial inequalityen
dc.subjectActive solidarityen
dc.subjectTerritorializationen
dc.subjectSpatializationen
dc.subjectHambrees
dc.subjectDesigualdad sociales
dc.subjectSolidaridad activaes
dc.subjectTerritorializaciónes
dc.subjectEspacializaciónes
dc.titleSolidariedade para organizar o povo cuidando do povo! A territorialização da reforma agrária popular e a espacialização da campanha mãos solidárias através das políticas de combate à fome durante pandemia do covid-19 na região metropolitana de Recifept
dc.title.alternativeSolidarity for organizing: people taking care of people! The territorialization of popular agrarian reform and the spatialization of the mãos solidárias campaign through anti-hunger policies during the covid-19 pandemic in the Recife metropolitan areaen
dc.title.alternativeSolidaridad para organizar: ¡el pueblo cuidando al pueblo! La territorialización de la reforma agraria popular y la espacialización de la campaña mãos solidárias a través de las políticas de combate al hambre durante la pandemia de covid-19 en la región metropolitana de Recifees
dc.typeDissertação de mestradopt
dcterms.impactO impacto da pesquisa situa-se no Brasil do governo Jair Bolsonaro (2019-2022), marcado por políticas neoliberais, aumento da desigualdade e agravamento da fome. Esse cenário foi intensificado pela pandemia de Covid-19, pelo negacionismo e pelo desmonte de políticas públicas. Como resistência, movimentos sociais promoveram a “solidariedade ativa” nas periferias. Por meio de cozinhas solidárias, bancos de alimentos, roçados solidários e agentes populares de saúde, demonstraram que é possível combater a fome com soberania alimentar e com a reforma agrária popular.pt
dcterms.impactThe impact of this research is situated in Brazil during the Jair Bolsonaro administration (2019-2022), marked by neoliberal policies, rising inequality and the worsening of hunger. This scenario was intensified by the Covid-19 pandemic, by denialism and by the dismantling of public policies. As a form of resistance, social movements promoted “active solidarity” in the urban peripheries. Through solidarity kitchens, community food banks, solidarity farms and community health agents, they demonstrated that it is possible to combat hunger through food sovereignty and popular agrarian reform.en
dcterms.impactEl impacto de la investigación se sitúa en el Brasil del gobierno de Jair Bolsonaro (2019-2022), marcado por políticas neoliberales, aumento de la desigualdad y agravamiento del hambre. Este escenario se intensificó por la pandemia de Covid-19, el negacionismo y el desmantelamiento de las políticas públicas. Como forma de resistencia, los movimientos sociales promovieron la “solidaridad activa” en las periferias. A través de comedores solidarios, bancos populares de alimentos, huertos solidarios y agentes populares de salud, demostraron que es posible combatir el hambre con soberanía alimentaria y con la reforma agraria popular.es
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublicationaa4999a2-4cf4-4cb5-ad83-bb669cfdaa25
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais, São Paulopt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramDesenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe - IPPRIpt
unesp.knowledgeAreaDesenvolvimento territorialpt
unesp.researchAreaSoberania alimentar, ambiente e saúdept

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