Avaliação genotóxica de compostos anticorrosivos em mexilhões Perna perna
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Data
Autores
Orientador
Cruz, Ana Carolina Feitosa 

Coorientador
Abessa, Denis Moledo de Souza 

Pós-graduação
Curso de graduação
São Vicente - IBCLP - Ciências Biológicas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A corrosão metálica pode ser definida como a deterioração de metais por meio de processos eletroquímicos e tem sido um grande problema enfrentado pela indústria de equipamentos e instalações marítimas em todo o mundo. A fim de evitar a corrosão, algumas técnicas podem ser aplicadas, destacando-se o uso de tintas anticorrosivas contendo substâncias químicas que inibem a corrosão. Entretanto, as substâncias anticorrosivas podem causar toxicidade para os organismos marinhos, o que faz com que alternativas mais ambientalmente amigáveis sejam necessárias. Dentre elas estão os anticorrosivos orgânicos, que possuem menor toxicidade em comparação aos inibidores inorgânicos, além de oferecerem desempenho igual ou superior. Estudos apontam que o gluconato de sódio (SG) possui considerável capacidade de inibição de corrosão; além disso, seu encapsulamento em hidróxidos de dupla camada contendo Zn-Al (Zn-Al LDH) é uma estratégia que vem sendo desenvolvida e visa possibilitar uma liberação mais controlada dos anticorrosivos para o ambiente. Indivíduos adultos (n = 10 por tratamento) foram expostos aos compostos de interesse, nas formas livres e nanoencapsuladas, em concentrações entre 0,3 mg/L e 10 mg/L. Após 96 horas e 14 dias de exposição, a hemolinfa foi retirada, sendo as células fixadas em lâminas de vidro, coradas e contadas as anormalidades para cada mil células para avaliação dos efeitos genotóxicos. Os resultados obtidos mostraram quantidade de células anormais abaixo dos 40‰ na exposição de 96 horas em todos os tratamentos (19,4‰ para o controle), e abaixo de 60‰ na exposição de 14 dias (38,2‰ para controle), também para todos os tratamentos. Porém, na exposição de 14 dias houve a morte de todos os animais no tratamento Zn-Al LDH SG nas duas maiores concentrações testadas, indicando efeitos agudos. Os dados não mostraram ação genotóxica, podendo assim outras vias de proteção terem sido ativadas, como os sistemas antioxidantes e de detoxificação. Porém, como houve efeito agudo do composto nanoencapsulado, são necessárias outras análises, como o uso de múltiplos biomarcadores, para melhor compreensão acerca da toxicidade das LDHs carregadas e vazias sobre organismos marinhos.
Resumo (inglês)
Metallic corrosion can be defined as the deterioration of metals through electrochemical processes and has been a major problem faced by the marine equipment and installation industry worldwide. In order to prevent it, several techniques can be applied, particulaly the use of anti-corrosion paints containing chemicals that inhibit corrosion. However, anti-corrosion substances can be toxic to marine organisms, which makes more environmentally friendly alternatives necessary. Among these are organic anticorrosives, that have lower toxicity compared to inorganic inhibitors, in addition to offering equal or superior performance. Studies indicate that sodium gluconate (SG) has considerable corrosion inhibition capacity, and its encapsulation in double-layer hydroxides containing Zn-Al (Zn-Al LDH) is a strategy that has been developed and aims to enable a more controlled release of anticorrosives into the environment. This study evaluated the genotoxic effects of free and encapsulated SG (Zn-Al LDH SG) in the innovative nanomaterial Zn-Al LDH using the micronucleus test in Perna perna mussels. Adult individuals (n = 10 per treatment) were exposed to the compounds of interest, in free and nanoencapsulated forms, at concentrations between 0.3 mg/L and 10 mg/L. After 96 hours and 14 days of exposure, hemolymph was collected, the cells were fixed on glass slides, stained, and the abnormalities were counted for every thousand cells to assess genotoxic effects. Adult individuals (n = 10 per treatment) were exposed to the compounds of interest, in free and nanoencapsulated forms, at concentrations between 0.3 mg/L and 10 mg/L. After 96 hours and 14 days of exposure, hemolymph was collected, the cells were fixed on glass slides, stained, and the abnormalities were counted for every thousand cells to assess genotoxic effects. The results showed a quantity of abnormal cells below 40‰ after 96 hours of exposure in all treatments (19.4‰ for the control), and below 60‰ after 14 days of exposure (38.2‰ for the control), also for all treatments. However, after 14 days of exposure, all animals died in the Zn-Al LDH SG treatment at the two highest concentrations tested, indicating acute effects. The data did not show genotoxic action, suggesting that other protective pathways may have been activated, such as antioxidant and detoxification systems. However, since there was an acute effect of the nanoencapsulated compound, further analyses, such as multiple biomarkers, are necessary for a better understanding of the toxicity of loaded and empty LDHs on marine organisms.
Descrição
Palavras-chave
Nanopartículas, Mexilhão, Nucleolo, Corrosão e anticorrosivos, Toxicologia ambiental
Idioma
Português
Citação
GALERA, Flávia Apolinário. Avaliação genotóxica de compostos anticorrosivos em mexilhões Perna perna. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas com habilitação em Biologia Marinha) – Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.


