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Relação entre força muscular dos membros inferiores, fadiga e mobilidade funcional em indivíduos com hemiparesia pós-AVC

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Advisor

Faganello, Flavia Roberta

Coadvisor

Graduate program

Desenvolvimento Humano e Tecnologias - IB

Undergraduate course

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Publisher

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Type

Master's thesis

Access right

Acesso abertoAcesso Aberto

Abstract

Abstract (portuguese)

Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade física e funcional, frequentemente associado à redução da força muscular, fadiga e limitação da mobilidade. A análise da força dos membros inferiores e a fatigabilidade reflete o comprometimento neuromuscular e também a capacidade de sustentar o desempenho motor em atividades funcionais. Assim, investigar a interação entre força, fatigabilidade e funcionalidade pode contribuir para uma compreensão mais ampla dos mecanismos que influenciam a reabilitação e na participação social de indivíduos pós-AVC.Objetivo: Analisar a relação entre a fatigabilidade funcional, mensurada a partir do teste de caminhada de seis minutos (TC6) pelo modelo de Stookey et al. (2021), e a força muscular do joelho parético e não parético, avaliada por dinamometria isocinética, bem como sua associação com indicadores de funcionalidade e mobilidade em indivíduos hemiparéticos pós-acidente vascular cerebral. Materiais e métodos: Estudo transversal conduzido com 17 indivíduos com hemiparesia pós-AVC (idade média: 60,9 ± 11,2 anos). A força dos extensores e flexores de joelho foi avaliada por dinamometria isocinética nas velocidades de 60°/s e 90°/s, em ambos os membros inferiores. O desempenho funcional foi avaliado por meio do Short Physical Performance Battery (SPPB), o nível de deambulação comunitária feito pelo questionário Life-Space Assessment (LSA) e o nível de independência com o Índice de Barthel. A fadiga percebida foi mensurada pela Fatigue Severity Scale (FSS), enquanto a fatigabilidade foi avaliada pelo teste de caminhada de seis minutos (TC6M), em que se comparou o desempenho entre o primeiro e o sexto minuto para determinar a queda da distância percorrida, refletindo a capacidade de sustentar o esforço ao longo do tempo, além disso o TC6M avaliou a distância total percorrida em metros pelos participantes. A análise estatística foi realizada no software Jamovi, com cálculo de média e desvio padrão, teste de normalidade Shapiro-Wilk e correlações de Spearman (p < 0,05).Resultados: Observou-se redução significativa da força muscular dos membros inferiores no membro parético, tanto para extensores quanto para flexores de joelho, e em ambas as velocidades angulares (60°/s e 90°/s), quando comparado ao membro não parético. Os valores de pico de torque normalizado do membro parético, apresentaram correlação positiva com o desempenho funcional, Índice de Barthel e o teste de caminhada de seis minutos, considerando o esforço físico ao realizar todo o teste em metros. Em contrapartida, verificou-se correlação negativa significativa entre os valores de força e fatigabilidade. A análise das correlações também demonstrou que a força do membro não parético teve relação significativa com a independência funcional e com a mobilidade comunitária, sugerindo um papel compensatório desse membro no desempenho. As assimetrias dos extensores e flexores de joelho apresentaram correlação significativa com as variáveis funcionais. Em contrapartida, não houve correlação significativa entre os valores de força e a Escala de Severidade da Fadiga (FSS) tanto no membro parético quanto no membro não parético, demonstrando uma origem multifatorial. Conclusão: Esses resultados reforçam a importância da avaliação isocinética em múltiplas velocidades como ferramenta para compreender os déficits motores e funcionais pós-AVC, e a força muscular e a simetria entre os membros inferiores são determinantes para a funcionalidade, mobilidade e resistência em indivíduos pós-AVC.

Abstract (english)

Introduction: Stroke is a leading cause of physical and functional disability, frequently associated with reduced muscle strength, fatigue, and limited mobility. Analysis of lower limb strength and fatigability reflects neuromuscular impairment and the ability to sustain motor performance in functional activities. Thus, investigating the interaction between strength, fatigability, and functionality can contribute to a broader understanding of the mechanisms influencing rehabilitation and social participation in post-stroke individuals. Objective: To analyze the relationship between functional fatigability, measured using the six-minute walk test (6MWT) according to the Stookey et al. (2021) model, and muscle strength of the paretic and non-paretic knee, assessed by isokinetic dynamometry, as well as its association with indicators of functionality and mobility in hemiparetic individuals post-stroke. Materials and methods: A cross-sectional study was conducted with 17 individuals with post-stroke hemiparesis (mean age: 60.9 ± 11.2 years). Knee extensor and flexor strength was assessed by isokinetic dynamometry at speeds of 60°/s and 90°/s in both lower limbs. Functional performance was evaluated using the Short Physical Performance Battery (SPPB), community ambulation level was assessed using the Life-Space Assessment (LSA) questionnaire, and independence level was assessed using the Barthel Index. Perceived fatigue was measured using the Fatigue Severity Scale (FSS), while fatigability was assessed using the six-minute walk test (6MWT), which compared performance between the first and sixth minutes to determine the decrease in distance covered, reflecting the ability to sustain effort over time. Additionally, the 6MWT assessed the total distance covered in meters by the participants. Statistical analysis was performed using Jamovi software, with calculation of mean and standard deviation, Shapiro-Wilk normality test, and Spearman correlations (p < 0.05). Results: A significant reduction in lower limb muscle strength was observed in the paretic limb, both for knee extensors and flexors, and at both angular velocities (60°/s and 90°/s), when compared to the non-paretic limb. The normalized peak torque values ​​of the paretic limb showed a positive correlation with functional performance, Barthel Index, and the six-minute walk test, considering the physical effort in performing the entire test in meters. Conversely, a significant negative correlation was found between strength and fatigability values. The correlation analysis also demonstrated that the strength of the non-paretic limb had a significant relationship with functional independence and community mobility, suggesting a compensatory role of this limb in performance. Asymmetries in knee extensors and flexors showed a significant correlation with functional variables. Conversely, there was no significant correlation between strength values ​​and the Fatigue Severity Scale (FSS) in either the paretic or non-paretic limb, demonstrating a multifactorial origin. Conclusion: These results reinforce the importance of isokinetic assessment at multiple speeds as a tool to understand post-stroke motor and functional deficits, and muscle strength and symmetry between the lower limbs are determinants for functionality, mobility, and endurance in post-stroke individuals.

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Portuguese

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Instituto de Biociências
IB
Campus: Rio Claro

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