Publicação:
Avaliação dos efeitos da acidificação oceânica na fotossíntese de Ulva fasciata

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Data

2023-02-01

Orientador

Lima Neto, Milton Costa
Freitas, Fernanda Ribeiro de

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Ciências Biológicas - CLP

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Com a industrialização ocorreu um aumento da emissão do gás dióxido de carbono, o que tem provocado diversos problemas, desde questões acerca das mudanças climáticas até a acidificação dos oceanos. A acidificação oceânica é ocasionada, pois os oceanos funcionam como sequestradores de carbono, absorvendo uma parcela considerável do CO2 atmosférico. Entretanto, essa captação provoca uma diminuição do pH e aumento da acidez oceânica, já que quando o CO2 é absorvido pelo oceano ele reage com a água, desencadeando uma série de reações químicas reversíveis que resultam na liberação de íons de hidrogênio (H+) nesse meio. Assim, como resultado dessa alteração do pH, são diversos os impactos sobre os organismos marinhos, influenciando na fisiologia, fixação de carbono e na taxa de calcificação desses. Além disso, considerando que em regiões costeiras a acidificação oceânica pode, ainda, ser ocasionada por outros fatores, é imprescindível a realização de estudos quanto aos possíveis impactos dessa mudança sobre os organismos costeiros, principalmente com relação às algas marinhas e a fotossíntese. A partir disso, o presente estudo utilizou a espécie Ulva fasciata, considerando sua ampla distribuição, abundância e importância econômica. Desta forma, foram avaliados os efeitos fotossintéticos resultantes da exposição da U. fasciata a dois diferentes valores de pH: pH 8.2, grupo controle e pH 7.5, valor representativo da acidez oceânica; outros parâmetros também foram estudados, como o dano de membrana, umidade, teores de pigmentos fotossintéticos e conteúdo relativo de água. Os resultados demonstraram que a espécie estudada apresenta tolerância ao pH 7.5, já que a eficiência fotossintética não foi alterada com a acidez.

Resumo (inglês)

With industrialization, there has been an increase in the emission of carbon dioxide gas, which has caused several problems, from questions about climate change to ocean acidification. Ocean acidification is caused, as the oceans act as a carbon sink, absorbing a considerable portion of atmospheric CO2. However, this uptake causes a decrease in pH and an increase in ocean acidity, since when CO2 is absorbed by the ocean it reacts with water, triggering a series of reversible chemical reactions that result in the release of hydrogen ions (H+) in this medium. Thus, as a result of this change in pH, there are several impacts on marine organisms, influencing their physiology, carbon fixation and their calcification rate. In addition, considering that in coastal regions ocean acidification can also be caused by other factors, it is essential to carry out studies on the possible impacts of this change on coastal organisms, especially in relation to marine algae and photosynthesis. From this, the present study used the species Ulva fasciata, considering the numerous characteristics of this important macroalgae, such as: wide distribution, abundance and economic importance. Thus, the photosynthetic effects resulting from the exposure of U. fasciata to two different pH values ​​were evaluated: pH 8.2, control group, and pH 7.5, a representative value of oceanic acidity; other parameters were also studied, such as membrane damage, humidity, photosynthetic pigments, and relative water content. The results demonstrated that the studied species present tolerance to pH 7.5 since the photosynthetic efficiency was not altered with acidity.

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Idioma

Português

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