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Análise biológica de cimentos biocerâmicos endodônticos e reparadores em subcutâneo de ratos

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Advisor

Tanomaru-Filho, Mario

Coadvisor

Cerri, Paulo Sérgio

Graduate program

Odontologia - FOAR

Undergraduate course

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Type

Master's thesis

Access right

Acesso restrito

Abstract

Abstract (portuguese)

Cimentos de silicato de cálcio foram desenvolvidos como materiais reparadores e cimentos endodônticos, com destaque para biocompatibilidade e bioatividade. Publicação 1 – avaliação do cimento biocerâmico endodôntico BioRoot Flow (BRF) em comparação aos cimentos BioRoot RCS (BRRCS) e Bio-C Sealer (BCS). Publicação 2 – avaliação do material biocerâmico reparador NeoMTA2 (NMTA2) em comparação aos cimentos Bio-C Repair (BCR) e Biodentine (BD). A reação tecidual provocada pelos diferentes materiais no tecido conjuntivo subcutâneo de ratos (n= 6/grupo/período) foi avaliada por meio da implantação de tubos de dentina preenchidos com os materiais, no período de 7, 15, 30 e 60 dias. Os tubos contendo tecido conjuntivo adjacente foram removidos e processados para inclusão em parafina. Cortes corados com hematoxilina e eosina (H&E) foram utilizados para análise da densidade numérica de células inflamatórias (CIs) e espessura das cápsulas (EC). Outros cortes foram utilizados para a realizar reações imuno histoquímicas para detecção de interleucina-6 (IL-6) e osteocalcina (OCN). O método de von Kossa e birrefringência foi realizado para identificação de possíveis depósitos de cálcio/fosfato na cápsula. Adicionalmente, a caracterização desses depósitos foi realizada por espectroscopia micro-Raman. Os dados foram submetidos a testes estatísticos ANOVA e pós teste de Tukey (p<0,05). Publicação 1 – Aos 7 dias, BRF e BRRCS apresentaram cápsulas significativamente mais espessas que o BCS e GC (p < 0,05), contudo, nos demais períodos, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os cimentos avaliados (p > 0,05). Em todos os períodos, não foram observadas diferenças significantes no número de CIs e na imunoexpressão de IL-6 nas cápsulas ao redor dos diferentes cimentos. Redução progressiva das CIs, da EC e da IL-6 foi observada ao longo dos períodos, em todos os grupos. A imunomarcação para OCN, as reações de von Kossa e birrefringência foram positivas nas cápsulas adjacentes aos cimentos. A espectroscopia micro-Raman confirmou a presença de depósitos de cálcio e fosfato nas cápsulas, com picos característicos de estruturas tipo apatita. Publicação 2 – Aos 7 dias, NMTA2 apresentou menor valor de CIs em comparação ao BCR e BD (p < 0,05), porém valores superiores em relação ao GC (p < 0,05). Aos 15 dias, o NMTA2 foi similar estatisticamente ao BCR (p > 0,05), enquanto ambos apresentaram valores menores que BD (p < 0,05). Nos períodos de 30 e 60 dias, não foram observadas diferenças estatísticas entre os materiais avaliados. Em relação à EC não houve diferença significativa entre materiais reparadores avaliados em todos os períodos. Foi observada redução progressiva do número de CIs e da EC ao longo dos períodos em todos os materiais. A reação de von Kossa foi positiva nas cápsulas adjacentes aos materiais reparadores. Conclui-se que todos os cimentos biocerâmicos endodônticos e reparadores avaliados demonstraram ser biocompatíveis e com potencial de bioatividade.

Abstract (english)

Calcium silicate cements were developed as repair materials and endodontic sealers, with emphasis on biocompatibility and bioactivity. Publication 1 – to evaluate the tissue reaction of BioRoot Flow (BRF) endodontic bioceramic cement in comparison to BioRoot RCS (BRRCS) and Bio-C Sealer (BCS) sealers. Publication 2 – to evaluate the tissue reaction of NeoMTA2 (NMTA2) bioceramic repair cement in comparison to Biodentine (BD) and Bio-C Repair (BCR) cements. The tissue reaction caused by different materials in the subcutaneous connective tissue of rats (n = 6/group/time) was evaluated by implanting dentine tubes filled with the materials for 7, 15, 30, and 60 days. The tubes containing adjacent connective tissue were removed and processed for paraffin-embedding. In haematoxylin-eosin-stained (H&E) sections were used to analyse the numerical density of inflammatory cells (ICs) and capsule thickness (CT). Other sections were used to perform immunohistochemical reactions for detection of interleukin-6 (IL-6), and osteocalcin (OCN). The von Kossa and birefringence methods were used to identify possible calcium/phosphate deposits in the capsule. In addition, these deposits were characterised using micro-Raman spectroscopy. The data were subjected to ANOVA statistical tests and Tukey's post hoc test (p<0.05). Publication 1 – At 7 days, the BRF and BRRCS groups presented significantly thicker capsules than BCS and GC (p < 0.05); however, in the other periods, no statistically significant differences were observed between the cements evaluated (p > 0.05). In all periods, no significant differences were observed in the number of ICs and IL-6 immunoexpression in the capsules around the different cements. Over time, a progressive reduction in ICs, EC and IL-6 was observed in all groups. Immunomarking for OCN and von Kossa and birefringence reactions were positive in the capsules adjacent to the cements. Micro Raman spectroscopy confirmed the presence of calcium and phosphate deposits in the capsules, with peaks characteristic of apatite-type structures. Publication 2 – At 7 days, NMTA2 showed lower CI values compared to BCR and BD (p < 0.05), but higher values compared to GC (p < 0.05). At 15 days, NMTA2 did not differ statistically from BCR (p > 0.05), while both had significantly lower values than BD (p < 0.05). At 30 and 60 days, no statistical differences were observed between the materials evaluated. Regarding EC, there was no statistically significant difference between the repair materials evaluated in any of the periods. A progressive reduction in the number of ICs and EC was observed over the periods in all materials. The von Kossa reaction was positive in the capsules adjacent to the repair materials. It is concluded that all endodontic and repair bioceramic cements evaluated proved to be biocompatible and with suggestive bioactivity potential.

Description

Language

Portuguese

Citation

Barroti LV. Análise biológica de cimentos biocerâmicos endodônticos e reparadores em subcutâneo de ratos [dissertação de mestrado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 2026.

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Faculdade de Odontologia
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Campus: Araraquara

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