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Contribuições para uma química de produtos naturais mais aderente à química verde

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Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Tese de livre-docência

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Inicialmente, traça-se um panorama de como os químicos de produtos naturais têm reagido aos estímulos da chamada Química Verde desde 1990, ano em que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos lançou a “Lei de Prevenção da Poluição”, a primeira legislação a focar na prevenção de geração de poluição durante um processo. Hoje, ela é considerada um catalisador para a implementação de práticas mais sustentáveis em Química. Para cada ano, no período de 1990 a 2019, foram amostrados três artigos altamente citados que fornecessem informações suficientes sobre os procedimentos experimentais utilizados em estudos fitoquímicos. Então, o impacto ambiental desses procedimentos foi avaliado, principalmente quanto aos solventes empregados. Éter dietílico, benzeno e tetracloreto de carbono, classificados como solventes “altamente perigosos” no guia de seleção de solventes CHEM21, não apareceram nos manuscritos amostrados após 2010. Avanços em termos de sustentabilidade foram observados principalmente na etapa de extração. Progresso semelhante não foi observado nos procedimentos de purificação, onde o solvente “altamente perigoso” clorofórmio, e os “perigoso” diclorometano e hexano têm sido regularmente empregados. Em seguida, foram propostas alternativas para substituição de solventes específicos, algumas ainda não relatadas na literatura (ou já relatadas por esse autor, bem como por outros). Além disso, são destacadas iniciativas recentes que podem levar a uma pesquisa fitoquímica mais sustentável, considerando aspectos que vão além de substituição de solventes indesejáveis, com destaque para contribuições originais do ora candidato (por exemplo, evitando-se o reisolamento de metabólitos, otimizando processos a partir de uma definição ecológica de desempenho, encontrando fontes de longo prazo de produtos naturais e medindo o impacto de uma investigação de forma abrangente). Conclui-se que embora alguns avanços tenham sido alcançados rumo à sustentabilidade, os químicos de produtos naturais poderiam desempenhar um papel muito mais relevante no desenvolvimento de um paradigma ecológico em Química. Para contribuir com esse objetivo, ao final da tese são propostas seis recomendações que poderiam servir de guia para se realizar uma Química de Produtos Naturais consistente com as diretrizes da Química Verde.

Resumo (inglês)

Initially, an overview on how phytochemists have reacted to green chemistry insights since 1990, the year when the U.S. Environmental Protection Agency launched the “Pollution Prevention Act”. This was the first piece of legislation to prevent pollution during manufacturing, rather than remediation or capturing pollutants from the environment, which now is recognized as a major catalyst for increasing sustainability in many fields of chemistry. For each year in the period 1990 to 2019, three highly cited phytochemistry papers that provided enough information about the experimental procedures utilized were sampled. The “greenness” of these procedures was assessed, particularly for the use of solvents. The highly hazardous diethyl ether, benzene, and carbon tetrachloride did not appear in the papers sampled after 2010. Advances in terms of sustainability were observed mainly in the extraction stage. Similar progress was not observed in purification procedures, where chloroform, dichloromethane, and hexane regularly have been employed. Then, alternatives were proposed for the replacement of specific solvents, some not yet reported in the literature (or already reported by this author, as well as by others). Moreover, some current initiatives towards a more sustainable phytochemical research considering aspects other than only solvents are highlighted with emphasis on original contributions from this author (e.g., avoiding metabolite reisolation, optimizing processes from an ecological definition of performance, finding long-term sources of natural products, and measuring the impact of an investigation from a heuristic point of view). It is concluded that although some advances have been achieved, it is believed that natural products chemists can play a major role in developing a novel ecological paradigm in chemistry. To contribute to this objective, six recommendations that could serve as a guide for performing natural products chemistry consistent with the guidelines of green chemistry are proposed.

Descrição

Idioma

Português

Citação

FUNARI, C. S. Contribuições para uma química de produtos naturais mais aderente à química verde. 2023. Tese (Livre-docência) - Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2023.

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