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Alienação como dimensão da pobreza? : os Manuscritos econômico-filosóficos como crítica ao empobrecimento

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Pós-graduação

Filosofia - FFC

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente trabalho propõe analisar os Manuscritos Econômico-Filosóficos de Marx a fim de investigar se a alienação, considerada a partir da noção de perda, pode ser concebida como uma dimensão da pobreza e em quais sentidos isso seria possível. Para responder à hipótese teórica, o trabalho divide-se em três seções. Na primeira, realiza-se uma breve investigação dos textos imediatamente próximos aos Manuscritos, dedicando-se às formas pelas quais tanto a pobreza quanto a alienação se manifestam. Na segunda, apresentam-se os Manuscritos e os Cadernos de Paris (anotações de leitura do ano de 1844), com ênfase nas dinâmicas de empobrecimento, na problemática da “essência humana” e na alienação do trabalho. Por fim, na última seção, são expostas as formas de relação entre pobreza e alienação: i) enquanto equivalentes; ii) a pobreza como dimensão da alienação; e iii) a alienação como dimensão da pobreza. Indicam-se os momentos do texto que permitem tais interpretações, bem como os movimentos e significados correspondentes. A pesquisa foi conduzida por meio de uma leitura imanente dos Manuscritos, apoiada, quando relevante, na comparação entre diferentes traduções e o texto original, bem como na utilização subsidiária de autores como Rahel Jaeggi e Stéphane Haber como intérpretes da obra marxiana. Ao final, conclui-se pela possibilidade de compreender a alienação como dimensão constitutiva da pobreza, evidenciando o ganho teórico e a relevância proporcionados pela interpretação proposta

Resumo (inglês)

This paper proposes to analyze Marx's Economic and Philosophical Manuscripts in order to investigate whether alienation, considered from the notion of loss, can be conceived as a dimension of poverty and in what senses this would be possible. To answer the theoretical hypothesis, the work is divided into three sections. The first section briefly investigates the texts immediately surrounding the Manuscripts, focusing on the ways in which both poverty and alienation manifest themselves. The second section presents the Manuscripts and the Paris Notebooks (reading notes from 1844), emphasizing the dynamics of impoverishment, the problem of “human essence,” and the alienation of labor. Finally, the last section presents the forms of relationship between poverty and alienation: i) as equivalents; ii) poverty as a dimension of alienation; and iii) alienation as a dimension of poverty. The moments in the text that allow for such interpretations are indicated, as well as the corresponding movements and meanings. The research was conducted through an immanent reading of the Manuscripts, supported, when relevant, by a comparison between different translations and the original text, as well as by the subsidiary use of authors such as Rahel Jaeggi and Stéphane Haber as interpreters of Marx's work. In conclusion, it is possible to understand alienation as a constitutive dimension of poverty, highlighting the theoretical gain and relevance provided by the proposed interpretation.

Resumo (espanhol)

Este trabajo se propone analizar los Manuscritos económico-filosóficos de Marx para investigar si la alienación, considerada desde la noción de pérdida, puede concebirse como una dimensión de la pobreza y en qué sentidos sería posible. Para responder a la hipótesis teórica, el trabajo se divide en tres secciones. La primera sección examina brevemente los textos que rodean inmediatamente a los Manuscritos, centrándose en las formas en que se manifiestan tanto la pobreza como la alienación. La segunda sección presenta los Manuscritos y los Cuadernos de París (notas de lectura de 1844), haciendo hincapié en la dinámica del empobrecimiento, el problema de la “esencia humana” y la alienación del trabajo. Finalmente, la última sección presenta las formas de relación entre pobreza y alienación: i) como equivalentes; ii) la pobreza como una dimensión de la alienación; y iii) la alienación como una dimensión de la pobreza. Se indican los momentos del texto que permiten tales interpretaciones, así como los movimientos y significados correspondientes. La investigación se llevó a cabo mediante una lectura inmanente de los Manuscritos, apoyada, cuando fue pertinente, por una comparación entre diferentes traducciones y el texto original, así como por el uso subsidiario de autores como Rahel Jaeggi y Stéphane Haber como intérpretes de la obra de Marx. En conclusión, es posible comprender la alienación como una dimensión constitutiva de la pobreza, lo que resalta la relevancia y el valor teórico que aporta la interpretación propuesta

Resumo (francês)

Cet article propose d'analyser les Manuscrits économico-philosophiques de Marx afin d'examiner si l'aliénation, envisagée sous l'angle de la perte, peut être conçue comme une dimension de la pauvreté et, le cas échéant, en quels sens. Pour répondre à cette hypothèse théorique, l'étude est divisée en trois parties. La première explore brièvement les textes qui entourent immédiatement les Manuscrits, en s'intéressant aux manifestations de la pauvreté et de l'aliénation. La deuxième partie présente les Manuscrits et les Cahiers de Paris (notes de lecture de 1844), en soulignant la dynamique de l'appauvrissement, le problème de « l'essence humaine» et l'aliénation du travail. Enfin, la dernière partie examine les rapports entre pauvreté et aliénation : i) leur équivalence ; ii) la pauvreté comme dimension de l'aliénation ; et iii) l'aliénation comme dimension de la pauvreté. Les passages du texte qui permettent ces interprétations sont indiqués, ainsi que les mouvements et les significations qui en découlent. La recherche a été menée par une lecture immanente des Manuscrits, étayée, le cas échéant, par une comparaison entre différentes traductions et le texte original, ainsi que par le recours aux travaux d'auteurs tels que Rahel Jaeggi et Stéphane Haber, considérés comme des interprètes de l'œuvre de Marx. En conclusion, il est possible de comprendre l'aliénation comme une dimension constitutive de la pauvreté, ce qui souligne l'apport théorique et la pertinence de l'interprétation proposée.

Descrição

Idioma

Português

Citação

DIAS, Roan Matthaeus Chimello. Alienação como dimensão da pobreza? : os Manuscritos econômico-filosóficos como crítica ao empobrecimento. 2026. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.

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