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Influência do inseticida imidacloprida no comportamento de girinos de Aquarana catesbeiana sob diferentes temperaturas

dc.contributor.advisorFreitas, Juliane Silberschmidt [UNESP]
dc.contributor.authorFregolente, Luiz Fernando de Biazi [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberHerrera, Daphine Ramiro
dc.contributor.committeeMemberUtsunomia, Ricardo [UNESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.date.accessioned2026-01-08T18:33:08Z
dc.date.issued0025-12-04
dc.description.abstractO aumento da produção agrícola mundial, impulsionado pela modernização e uso intensivo de insumos químicos, levou a um aumento do consumo global de agrotóxicos, e o Brasil assumiu posição de liderança entre os maiores consumidores. O inseticida imidacloprida (IMD), pertencente à classe dos neonicotinóides, destaca-se por sua ampla utilização e elevada persistência ambiental, apresentando potencial de contaminação de corpos hídricos e causando efeitos adversos em organismos não-alvo. Os anfíbios são vertebrados ectotérmicos altamente sensíveis às variações ambientais e amplamente reconhecidos como bioindicadores devido à elevada permeabilidade cutânea e ao ciclo de vida bifásico. Considerando que os efeitos dos contaminantes podem ser modulados pela temperatura ambiental, especialmente sob gradientes térmicos mais elevados, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos subletais do inseticida IMD em girinos da espécie Aquarana catesbeiana submetidos à exposição crônica e concentrações ambientalmente relevantes, sob diferentes condições térmicas. A metodologia envolveu a exposição de girinos a duas concentrações do IMD (C1 = 190 e C2 = 300 ug/L) durante sete dias, sob temperaturas de 28 e 32°C, representativas de ambientes tropicais. Foram analisados parâmetros comportamentais relacionados à atividade locomotora e respostas anti-predatórias, como tempo de movimentação, tempo de congelamento e de alimentação, e frequência de aproximação ao predador. Os resultados mostraram que a temperatura exerceu efeito isolado sobre a atividade locomotora, com redução significativa do movimento a 32°C. Por outro lado, a exposição ao IMD a 28°C reduziu o tempo de congelamento nos girinos expostos à maior concentração (C2), o que sugere redução da resposta anti-predatória e da capacidade de imobilização frente a estímulos de ameaça. Não foram observadas diferenças significativas em outros parâmetros comportamentais, como tempo de alimentação e frequência de aproximação ao predador. Esses achados indicam que o IMD pode afetar seletivamente comportamentos mediados por mecanismos neurofisiológicos finos, relacionados à percepção de risco e resposta motora, corroborando a estudos que descrevem o potencial neurotóxico dos neonicotinóides. Conclui-se que o IMD, mesmo em concentrações ambientalmente relevantes, é capaz de promover efeitos subletais e comportamentais em anfíbios, comprometendo respostas defensivas essenciais à sobrevivência. A temperatura, por sua vez, mostrou-se um fator modulador relevante, reforçando a importância de considerá-la em estudo sobre interações entre contaminantes químicos e variáveis ambientais na avaliação de riscos ecotoxicológicos. Tais resultados contribuem para a compreensão dos impactos do IMD sobre organismos aquáticos e destacam a necessidade de parâmetros normativos que representem adequadamente as condições térmicas tropicais brasileiras.pt
dc.description.abstractThe increase in global agricultural production, driven by modernization and the intensive use of chemical inputs, has led to a rise in worldwide pesticide consumption, and Brazil has taken a leading position among the largest consumers. The insecticide imidacloprid (IMD), a member of the neonicotinoid class, stands out for its widespread use and high environmental persistence. However, there is growing concern about its potential to contaminate aquatic systems and its adverse effects on non-target organisms. Amphibians are ectothermic vertebrates that are highly sensitive to environmental variations and widely recognized as bioindicators due to their high skin permeability and biphasic life cycle. Considering that the effects of contaminants may be modulated by environmental temperature, especially under higher thermal gradients, this study aimed to evaluate the sublethal effects of the insecticide IMD on tadpoles of the species Aquarana catesbeiana subjected to chronic exposure at environmentally relevant concentrations under different thermal conditions. We exposed tadpoles to two IMD concentrations (C1 = 190 and C2 = 300 µg/L) for seven days at temperatures of 28°C and 32°C, representative of tropical environments. Behavioral parameters related to movement and antipredator responses, such as moving and freezing duration, feeding time, and predator approach, were analyzed. Results showed that temperature exerted an isolated effect on locomotor activity, with a significant reduction in movement at 32°C. Conversely, exposure to IMD at 28°C reduced freezing time in tadpoles exposed to the higher concentration (C2), suggesting a decrease in antipredator response and in the ability to immobilize when facing threat stimuli. No significant differences were observed in other behavioral parameters, such as feeding time and predator approach frequency. These findings indicate that IMD may selectively affect behaviors mediated by fine neurophysiological mechanisms related to risk perception and motor response, supporting previous studies that describe the neurotoxic potential of neonicotinoids. We observed that IMD can induce sublethal and behavioral effects in amphibians, even at environmentally relevant concentrations, compromising essential defensive responses for survival. Temperature, in turn, proved to be a relevant modulatory factor, reinforcing the importance of considering interactions between chemical contaminants and environmental variables in ecotoxicological risk assessments. These results contribute to a better understanding of IMD impacts on aquatic organisms and highlight the need for regulatory parameters that adequately represent tropical thermal conditions in Brazil.en
dc.description.sponsorshipIdNão recebi financiamento
dc.identifier.citationFREGOLENTE, Luiz Fernando de Biazi. Influência do inseticida imidacloprida no comportamento de girinos de Aquarana catesbeiana sob diferentes temperaturas. Orientadora: Juliane Silberschmidt Freitas. 2025. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/318210
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectAgrotóxicospt
dc.subjectImidaclopridapt
dc.subjectAnfíbiospt
dc.subjectComportamento antipredatóriopt
dc.subjectEcotoxicologiapt
dc.subjectPesticidesen
dc.subjectImidaclopriden
dc.subjectAmphibiansen
dc.subjectAntipredator behavioren
dc.subjectEcotoxicologyen
dc.titleInfluência do inseticida imidacloprida no comportamento de girinos de Aquarana catesbeiana sob diferentes temperaturaspt
dc.title.alternativeInfluence of the insecticide imidacloprid on the behavior of Aquarana catesbeiana tadpoles under different temperatures.en
dc.typeTrabalho de conclusão de cursopt
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication3f7ff31c-b24b-4f56-97be-43cf2aa33fb2
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Baurupt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.undergraduateBauru - FC - Ciências Biológicaspt

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