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Bioatividade do extrato aquoso de cajá-manga (Spondias dulcis Parkinson) na biologia de Spodoptera eridania (Lepidoptera: Noctuidae)

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Pós-graduação

Curso de graduação

Registro - FCAVR - Engenharia Agronômica

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A cajá-manga como é conhecida na região Sudeste do Brasil é uma planta que pertence à família Anardiaceae. Geralmente a árvore tem de 8 – 18 m de alturas, mas existem espécies de porte pequeno como o cajá-anão ou cajá-mirim que chegam até 2 metros de altura e que começam a produzir por volta de 30 cm a 1 metro de altura. Já existem na literatura trabalhos de pesquisa com plantas dessa família demonstrado potencial inseticida no controle de Aedes Aegypti, bem como seu estudo fitoquímico que valida quais metabólitos secundários são responsáveis por causar este efeito. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a atividade inseticida do extrato de folhas e frutos de cajá-mirim (Spondias dulcis Parkinson) na biologia da lagarta-das-folhas (Spodoptera eridania). Foi montado um experimento inteiramente casualizado (DIC) contendo 9 tratamentos e 5 repetições, sendo cada repetição composta por um lote de 5 lagartas. As concentrações utilizadas foram configuradas em 5% (v/v) tanto do extrato aquoso foliar como de fruto. Com relação a fase larval da lagarta-das-folhas, a concentração que mais chamou atenção foi a de 5% de extrato aquoso foliar onde tiverem lagartas com baixo desenvolvimento e baixa ingestão de alimentos além da duração larval ter sido mais rápida comparada com lagartas submetidas ao extrato aquoso de fruto. Já a fase de pupa se mostrou muito comprometida pois é uma etapa sensível que depende da evolução da fase larval, por isso, os dados obtidos revelaram que as pupas não sofreram efeito significativo estatisticamente frente as concentrações testadas. Por esse motivo, a fase adulta do inseto também foi comprometida já que a fase anterior não progrediu. Embora não tivessem dados suficientes para coletar da fase adulta foi possível visualizar que os poucos insetos que emergiram, a grande maioria teve deformações morfológicas. Deste modo, a espécie de planta que foi estudada apresentou efeito subletal seja no material vegetal tipo folha ou fruto, pois causou danos durante a fase larval do inseto como comprova a análise fatorial, onde a dose influenciou significativamente a viabilidade larval (F = 10,54; p < 0,0001), o peso larval aos 11 DAE (F = 6,39; p = 0,0005) e o consumo de dieta (F = 2,63; p = 0,0483), demonstrando que o aumento da concentração modificou principalmente o desempenho fisiológico das larvas. Em contrapartida, o tipo de extrato (folha ou fruto) afetou significativamente apenas a duração larval (F = 9,19; p = 0,0043) e o peso larval aos 11 DAE (F = 15,16; p = 0,0004). Estes eventos que ocorreram durante a fase larval, acarretaram alterações fisiológicas nas lagartas, o que impediu a sequência na fase de pupa e adulto do inseto estudado.

Resumo (inglês)

The cajá-manga, as it is known in the Southeast region of Brazil, is a plant belonging to the Anacardiaceae family. The tree generally reaches heights of 8–18 meters, but there are smaller species such as the cajá-anão or cajá-mirim that reach up to 2 meters in height and begin producing at approximately 30 cm to 1 meter tall. Research already exists in the literature on plants from this family that have demonstrated insecticidal potential in controlling Aedes aegypti, as well as phytochemical studies that validate which secondary metabolites are responsible for causing this effect. The objective of this research was to evaluate the insecticidal activity of leaf and fruit extracts of cajá-mirim (Spondias dulcis Parkinson) on the biology of the southern armyworm (Spodoptera eridania). A completely randomized design (CRD) experiment was established containing 9 treatments and 5 replications, with each replication consisting of a group of 5 caterpillars. The concentrations used were set at 5% (v/v) for both the aqueous leaf extract and the aqueous fruit extract. Regarding the larval stage of the southern armyworm, the concentration that stood out the most was 5% aqueous leaf extract, where caterpillars showed poor development and low food intake, and the larval duration was shorter compared to caterpillars subjected to the aqueous fruit extract. The pupal stage, however, proved to be significantly compromised, as it is a sensitive stage that depends on the development of the larval stage. Therefore, the data obtained revealed that the pupae did not experience a statistically significant effect from the tested concentrations. For this reason, the adult stage of the insect was also compromised, as the previous stage did not progress. Although there was insufficient data to collect from the adult stage, it was possible to observe that the vast majority of the few insects that emerged had morphologican deformities. Thus, the plant species studied exhibited a sublethal effect whether in leaf or fruit material by causing damage during the insect's larval stage; this was confirmed by factorial analysis, which showed that the dosage significantly influenced larval viability (F = 10.54; p < 0.0001), larval weight at 11 DAE (F = 6.39; p = 0.0005), and diet consumption (F = 2.63; p = 0.0483), demonstrating that increasing the concentration primarily altered the larvae's physiological performance. In contrast, the type of extract (leaf or fruit) significantly affected only the larval duration (F = 9.19; p = 0.0043) and larval weight at 11 DAE (F = 15.16; p = 0.0004). These events occurring during the larval stage resulted in physiological changes in the caterpillars, thereby preventing the insect from progressing to the pupal and adult stages.

Descrição

Idioma

Português

Citação

MESQUITA, Kévin Duarte. Bioatividade do extrato aquoso de cafá-manga (Spondias dulcis parkinson) na biologia de Spodoptera eridania (Lepidoptera: noctuidae). Orientador: Ronaldo Pavarini. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Agronômica) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Registro, São Paulo: Faculdade de Ciências Agrárias do Vale do Ribeira - 2026. 43 p.

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