Plataforma “SIFICare” para o acompanhamento compartilhado da sífilis congênita: desenvolvimento e análise da implantação dessa tecnologia
| dc.contributor.advisor | Duarte, Marli Teresinha Cassamassimo | |
| dc.contributor.author | Dias, Mariana Souza | |
| dc.contributor.coadvisor | Ferreira, Ana Silvia Sartori Barraviera Seabra | |
| dc.contributor.committeeMember | Duarte, Marli Teresinha Cassamassimo | |
| dc.contributor.committeeMember | Santos, Rafael Cleison Silva dos | |
| dc.contributor.committeeMember | Nichiata, Lúcia Yasuko Izumi | |
| dc.contributor.institution | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.date.accessioned | 2026-08-24T14:43:39Z | |
| dc.date.issued | 2026-06-26 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A sífilis congênita configura-se como problema de saúde pública que pode ser prevenido com o acompanhamento materno adequado durante o pré-natal. Crianças expostas ou diagnosticadas com sífilis congênita necessitam de monitoramento clínico e laboratorial contínuo. Nesse contexto, os serviços de vigilância epidemiológica devem acompanhar os casos até o encerramento das fichas de notificação, previsto aos 18 meses de idade, atuando de forma articulada entre si e com os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde, de modo a garantir a continuidade do cuidado e a adequada vigilância dos casos. O uso de tecnologias digitais pode otimizar essa integração, por meio do compartilhamento oportuno de informações. Objetivo: Implantar e avaliar a plataforma digital “SIFICare” para o acompanhamento compartilhado de casos de sífilis congênita. Método: A presente investigação estruturou-se em três etapas sequenciais e correlacionadas. A primeira etapa consistiu-se em estudo transversal e descritivo, que se propôs a descrever o acompanhamento registrado em prontuários de 136 crianças notificadas com sífilis congênita, nascidas entre julho de 2016 e dezembro de 2021 em um hospital público estadual de referência do interior paulista. Os dados foram coletados entre julho de 2023 a junho de 2024 e analisados por estatística descritiva tendo por referência o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde de 2022. A segunda etapa trata-se de estudo metodológico e de intervenção longitudinal, que objetivou descrever o processo de implantação da plataforma digital “SIFICare”, desenvolvida a partir do protótipo “Ferramenta digital para acompanhamento compartilhado da sífilis congênita” elaborado por Dias et al, realizada entre julho de 2024 a junho de 2025, junto a profissionais dos setores da Vigilância Epidemiológica do citado hospital de referência e de cinco municípios integrantes de uma microrregião de saúde da sua área de abrangência. Como caminho metodológico, foram seguidos os passos propostos por Cook & Dupras para desenvolvimento de tecnologias educativas e de saúde. Em novembro de 2024, deu-se o passo de incentivo ao uso ativo e o feedback sobre a plataforma, pelo oferecimento on-line do “Curso de sensibilização e atualização sobre sífilis congênita”, incluindo a apresentação dos resultados obtidos pelo estudo anterior aos participantes do estudo. Entre dezembro de 2024 a janeiro de 2025, sucedeu-se o passo de facilitação da utilização da plataforma mediante capacitação, que correspondeu ao oferecimento on line da “Capacitação para Manejo da Plataforma SIFICare”, com uso de simulação guiada. No passo seguinte, houve a avaliação dessa capacitação por seus participantes, cujos resultados foram analisados descritivamente. O passo posterior foi a aplicação do estudo piloto antes da implementação completa da plataforma “SIFICare”, que ocorreu com o monitoramento pelos participantes do estudo de dezesseis crianças com sífilis congênita cadastradas na plataforma. A terceira etapa constituiu-se na avaliação da tecnologia implantada, por meio da análise descritiva das percepções dos participantes do estudo piloto quanto às facilidades e dificuldades/ barreiras técnicas e operacionais no uso da plataforma, da aplicação da System Usability Scale e de indicadores de impacto assistencial das crianças cadastradas e acompanhadas. Resultados: Das 136 crianças participantes do estudo transversal, 98,5% realizaram o exame não treponêmico e 90,4% punção liquórica no hospital de referência, sendo que apenas 16,9% compareceram ao primeiro retorno clínico nesse serviço, antes do primeiro mês de vida. Aos 12 meses, o seguimento longitudinal reduziu-se para 4,2% das crianças esperadas e o teste treponêmico após os 18 meses de vida foi realizado por 47,8%, registrando-se a taxa de abandono de seguimento de 42,6%. Na segunda etapa, sete profissionais participaram do curso de curta duração; representantes de serviços de vigilância epidemiológica de seis municípios participaram da capacitação para a operacionalização da plataforma, entretanto cinco participaram do estudo piloto. Todas eram enfermeiras e quatro delas tinham mais de três anos de atuação na vigilância epidemiológica e nível intermediário de conhecimento em informática. Constatou-se heterogeneidade no engajamento dos municípios aos recursos da plataforma, com maior frequência de acessos para atualização dos casos pelo setor da vigilância epidemiológica do hospital de referência. Foram reconhecidas facilidades variadas de uso da plataforma, como visualização do seguimento das crianças em único ambiente e auxílio no monitoramento oportuno dos casos. Porém, também foram apontadas dificuldades/barreiras no manuseio da mesma, assim como problemas técnicos para os quais foram feitos os devidos ajustes e disponibilizado na própria plataforma, um tutorial denominado: “SIFICare: guia do usuário”; o escore médio de usabilidade da plataforma foi de 63 pontos, classificando-a como boa, mas em zona de atenção para sustentabilidade e as taxas dos indicadores de impacto assistencial apresentaram variação de 6,2% a 87,6%. Conclusão: as lacunas assistenciais constatadas no acompanhamento clínico e laboratorial de crianças com sífilis congênita reforçaram a importância do investimento institucional em estratégia que qualificasse a atenção à saúde e adequada vigilância epidemiológica desse agravo. Nesse sentido, a intervenção realizada para a implantação da plataforma “SIFICare” permitiu, após a identificação e ajustes de problemas técnicos e operacionais de seu protótipo, considerá-la como eficaz para identificar, em tempo real, as referidas lacunas e apoiar o monitoramento dos casos. Contudo, entraves estruturais dos setores de vigilância epidemiológica municipal e da rede de atenção primária à saúde mostraram-se como barreiras limitantes ao pleno alcance do potencial dessa tecnologia para assegurar o cuidado integral da criança e o encerramento oportuno dos casos. Como produtos desta pesquisa encontram-se: “Plataforma SIFICare”; “Curso de sensibilização e atualização sobre sífilis congênita”, “Capacitação para Manejo da Plataforma SIFICare” e o tutorial digital “SIFICare: guia do usuário”. | pt |
| dc.description.abstract | Introduction: Congenital syphilis is a public health problem that can be prevented through adequate maternal care during prenatal follow-up. Children exposed to or diagnosed with congenital syphilis require continuous clinical and laboratory monitoring. In this context, epidemiological surveillance services must follow cases until notification records are closed, a process expected to occur at 18 months of age, acting in an integrated manner with one another and with the different levels of the Health Care Network to ensure continuity of care and adequate case surveillance. The use of digital technologies may optimize this integration through the timely sharing of information.Objective: To implement and evaluate the digital platform “SIFICare” for the shared monitoring of congenital syphilis cases.Method: This investigation was structured into three sequential and interrelated stages. The first stage consisted of a cross-sectional and descriptive study aimed at describing the follow-up documented in the medical records of 136 children reported with congenital syphilis and born between July 2016 and December 2021 in a state public referral hospital located in the countryside of São Paulo, Brazil. Data were collected between July 2023 and June 2024 through retrospective analysis of medical records and analyzed using descriptive statistics, based on the 2022 Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines of the Brazilian Ministry of Health. The second stage consisted of a methodological and longitudinal intervention study that aimed to describe the implementation process of the digital platform “SIFICare,” developed from the prototype “Digital tool for shared monitoring of congenital syphilis” created by Dias et al. This stage was conducted between July 2024 and June 2025 with professionals from the Epidemiological Surveillance sectors of the referral hospital and five municipalities belonging to its health microregion. The methodological pathway followed the steps proposed by Cook and Dupras for the development of educational and health technologies. In November 2024, the step of encouraging active use and providing feedback on the platform was conducted through the online course “Awareness and Update Course on Congenital Syphilis,” which included the presentation of the results obtained in the previous study. Between December 2024 and January 2025, the platform use facilitation step was carried out through the online “Training for the Use of the SIFICare Platform,” employing guided simulation. The subsequent step consisted of evaluating this training through descriptive analysis of participants’ assessments. The next step involved conducting a pilot study prior to the full implementation of the SIFICare platform, during which participants monitored sixteen children with congenital syphilis registered in the platform. The third stage consisted of evaluating the implemented technology through descriptive analysis of participants’ perceptions regarding facilitators and technical and operational difficulties/barriers in platform use, application of the System Usability Scale, and care impact indicators of registered and monitored children. Results: Among the 136 children included in the cross-sectional study, 98.5% underwent non-treponemal testing and 90.4% underwent cerebrospinal fluid examination at the referral hospital; however, only 16.9% attended the first clinical follow-up visit before the first month of life. At 12 months of age, longitudinal follow-up had decreased to 4.2% of the expected children, and treponemal testing after 18 months of age was performed in 47.8% of cases, with a follow-up abandonment rate of 42.6%. In the second stage, seven professionals participated in the short course. Representatives from epidemiological surveillance services of six municipalities attended the training for platform operation; however, only five participated in the pilot study. All participants were nurses, and four had more than three years of experience in epidemiological surveillance and an intermediate level of computer literacy. Heterogeneity was observed in municipal engagement with platform resources, with the highest frequency of case updates performed by the Epidemiological Surveillance sector of the referral hospital. Various facilitators related to platform use were identified, including visualization of child follow-up within a single environment and support for timely case monitoring. However, difficulties and barriers in platform handling were also reported, as well as technical issues, for which appropriate adjustments were made. A tutorial entitled “SIFICare: User Guide” was also made available within the platform. The mean usability score was 63 points, classifying the platform as good but within an attention zone regarding sustainability. Care impact indicators ranged from 6.2% to 87.6%. Conclusion: The care gaps identified in the clinical and laboratory follow-up of children with congenital syphilis reinforced the importance of institutional investment in strategies aimed at improving health care and epidemiological surveillance of this condition. In this regard, the intervention conducted for the implementation of the SIFICare platform, after identifying and correcting technical and operational issues in its prototype, demonstrated its effectiveness in identifying such gaps in real time and supporting case monitoring. However, structural constraints within municipal epidemiological surveillance services and the primary health care network were identified as limiting barriers to the full realization of the platform’s potential to ensure comprehensive child care and timely case closure. The products generated from this research include the SIFICare Platform, the Awareness and Update Course on Congenital Syphilis, the Training for the Use of the SIFICare Platform, and the digital tutorial “SIFICare: User Guide.” | en |
| dc.identifier.capes | 33004064081P0 | |
| dc.identifier.citation | DIAS, M. S. Plataforma “SIFICare” para o acompanhamento compartilhado da sífilis congênita: desenvolvimento e análise da implantação dessa tecnologia. 2026. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2026. | |
| dc.identifier.lattes | 0432315271998969 | |
| dc.identifier.orcid | 0000-0002-4385-5629 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11449/330083 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.rights.accessRights | Acesso restrito | pt |
| dc.subject | Sífilis congênita | pt |
| dc.subject | Vigilância epidemiológica | pt |
| dc.subject | Informática em Saúde | pt |
| dc.subject | Ciência da Implementação | pt |
| dc.subject | Enfermagem | pt |
| dc.subject | Sífilis congênita, hereditária e infantil | pt |
| dc.subject | Informática na medicina | pt |
| dc.title | Plataforma “SIFICare” para o acompanhamento compartilhado da sífilis congênita: desenvolvimento e análise da implantação dessa tecnologia | pt |
| dc.title.alternative | “SIFICare” platform for the shared monitoring of congenital syphilis: development and implementation analysis of this technology | en |
| dc.type | Tese de doutorado | pt |
| dspace.entity.type | Publication | |
| relation.isAuthorOfPublication | e4f1e3f2-c44d-404d-b1f4-7cca2cd31ff7 | |
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| unesp.campus | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatu | pt |
| unesp.embargo | 24 meses | pt |
| unesp.examinationboard.type | Banca pública | pt |
| unesp.graduateProgram | Enfermagem - FMB | pt |
| unesp.knowledgeArea | Outra | pt |
| unesp.researchArea | Gestão e Gerenciamento em Saúde e em Enfermagem | pt |

