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Abordagem histórico-filosófica e temática: práticas formativas do filósofo na Unesp

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Pós-graduação

Filosofia - FFC

Curso de graduação

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente trabalho investiga a problemática da formação do discente no curso de Filosofia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Marília, a partir de uma análise das práticas formativas que sustentam o a formação filosófica e suas ressonâncias. A pesquisa parte do pressuposto de que refletir sobre o ensino de Filosofia implica reexaminar não apenas seus conteúdos, mas, sobretudo, os modos pelos quais o filosofar é transmitido e experienciado no ambiente universitário. Nesse contexto, o estudo concentra-se em duas abordagens predominantes no curso de Filosofia da UNESP: a histórico-filosófica e a temática, buscando compreender suas divergências, confluências e impactos no processo formativo dos estudantes. De maneira introdutória, tensionamos os diferentes momentos dentro do processo formativo que culminaram com a emergência do problema de pesquisa. Em segundo momento, privilegiamos o papel da abordagem histórico-filosófica, com o intuito de pontuar sua centralidade na tradição filosófica, privilegiando a leitura, interpretação e comentário de textos clássicos. Herdeira de uma perspectiva estruturalista, essa abordagem sustenta que o acesso à Filosofia se dá por meio da exegese rigorosa dos autores canônicos, promovendo uma formação sólida, apesar do ponto de vista erudito. No entanto, a pesquisa aponta que esse modelo pode limitar a experiência filosófica ao restringir o pensamento à reprodução e interpretação de conteúdos já estabelecidos. Em contraponto, a abordagem temática propõe uma inflexão metodológica ao colocar o problema no centro da atividade filosófica. Em vez de partir dos textos clássicos, essa perspectiva enfatiza questões contemporâneas e promove o diálogo interdisciplinar, entendendo a Filosofia como uma prática viva, vinculada às experiências e inquietações do presente. Nesse sentido, o filosofar é concebido como uma atividade que ultrapassa a tradição, abrindo espaço para a construção de problemas e com a articulação com outras áreas do conhecimento. Contudo, o estudo também evidencia limites dessa abordagem, especialmente quando há dificuldades na sistematização de seus pressupostos teóricos e metodológicos. A pesquisa se fundamenta em levantamento bibliográfico e na análise das ementas das disciplinas do curso, permitindo traçar um diagnóstico das práticas efetivamente adotadas na graduação. A partir disso, identifica-se um tensionamento constante entre as duas abordagens, que se manifesta tanto nas escolhas curriculares quanto nas experiências formativas dos estudantes. Esse tensionamento revela não apenas diferenças epistemológicas, mas também distintas concepções sobre o que significa formar um filósofo. Por fim, o trabalho evidencia que a formação filosófica na UNESP é atravessada por um “desamparo formativo”, expresso na dificuldade de articulação, especialmente no que diz respeito à atuação docente e à inserção profissional do filósofo na contemporaneidade. Ao problematizar essas questões, a pesquisa contribui para o campo do ensino de Filosofia, propondo uma reflexão sobre as práticas universitárias e suas implicações no pensamento filosófico.

Resumo (inglês)

This paper investigates the problematic nature of student training in the Philosophy course at the São Paulo State University “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Marília campus, through an analysis of the formative practices that underpin philosophical education and their repercussions. The research assumes that reflecting on the teaching of Philosophy implies reexamining not only its content, but, above all, the ways in which philosophizing is transmitted and experienced in the university environment. In this context, the study focuses on two predominant approaches in the UNESP Philosophy course: the historical-philosophical and the thematic, seeking to understand their divergences, convergences, and impacts on the students' formative process. In an introductory manner, we highlight the different moments within the formative process that culminated in the emergence of the research problem. Secondly, we prioritize the role of the historical-philosophical approach, aiming to highlight its centrality in the philosophical tradition, emphasizing the reading, interpretation, and commentary of classical texts. Heir to a structuralist perspective, this approach maintains that access to Philosophy is achieved through the rigorous exegesis of canonical authors, promoting a solid foundation, despite its erudite viewpoint. However, the research indicates that this model can limit the philosophical experience by restricting thought to the reproduction and interpretation of already established content. In contrast, the thematic approach proposes a methodological shift by placing the problem at the center of philosophical activity. Instead of starting from classical texts, this perspective emphasizes contemporary issues and promotes interdisciplinary dialogue, understanding Philosophy as a living practice, linked to the experiences and concerns of the present. In this sense, philosophizing is conceived as an activity that transcends tradition, opening space for the construction of problems and articulation with other areas of knowledge. However, the study also highlights limitations of this approach, especially when there are difficulties in systematizing its theoretical and methodological assumptions. The research is based on a bibliographic survey and an analysis of the course syllabi, allowing for a diagnosis of the practices actually adopted in undergraduate studies. From this, a constant tension between the two approaches is identified, manifested both in curricular choices and in the formative experiences of students. This tension reveals not only epistemological differences but also distinct conceptions of what it means to train a philosopher. Finally, the work shows that philosophical training at UNESP is traversed by a "formative helplessness," expressed in the difficulty of articulation, especially regarding teaching performance and the professional insertion of the philosopher in contemporary times. By problematizing these issues, the research contributes to the field of Philosophy teaching, proposing a reflection on university practices and their implications for philosophical thought.

Descrição

Idioma

Português

Citação

SOUZA, Jonathan Braz de. Abordagem histórico-filosófica e temática: práticas formativas do filósofo na Unesp. 2026. 89 p. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.

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Marília, Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC
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