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Estudo de prevalência e determinantes sociodemográficos de ansiedade e depressão em universitários brasileiros: revisão sistemática da literatura

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Pós-graduação

Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem - FC

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Este estudo descreveu e sistematizou a prevalência de sintomas ou de diagnósticos autoreportados de ansiedade e depressão entre estudantes universitários brasileiros, considerando, quando presente, determinantes sociodemográficos como gênero, raça/cor e classe social. Inserida no contexto de expansão e democratização do ensino superior no Brasil, a pesquisa partiu do reconhecimento de que o aumento do acesso às universidades foi acompanhado pela intensificação de desigualdades estruturais e demandas relacionadas à saúde mental. Adotou-se como método uma revisão sistemática da literatura, com base no método PRISMA, com foco em estudos empíricos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais ao longo dos últimos 30 anos. O objetivo principal foi sistematizar e descrever a proporção (e variação) de sintomas ou diagnóstico de ansiedade e depressão na população de estudantes universitários, bem como identificar os instrumentos utilizados nas avaliações, as regiões mais investigadas e a presença de análises por estratificações sociodemográficas nos estudos. Foram consultadas três bases de dados (Scielo; PubMed e Web of Science), utilizando-se descritores em inglês e adicionalmente português (para a base Scielo). As buscas foram realizadas separadamente para descritores relacionados à ansiedade e à depressão. Assim, primeiro, foram removidas as repetições intra base (no caso da Scielo) e entre as bases e, posteriormente, foram removidas as duplicações dos estudos ao se unir as buscas por construtos. Após removidas as duplicações, foram identificados 130 estudos, aos quais se aplicaram os critérios de exclusão. Foram excluídos: estudos que não reportaram dados de prevalência; estudos puramente psicométricos; estudos com amostras mistas (p. ex., estudantes estrangeiros reportados juntos a estudantes brasileiros); revisões de literatura; estudos qualitativos; estudos de caso; trabalhos publicados em periódicos não revisados por pares. Após a aplicação desses critérios, foram incluídos 53 estudos. Observou-se predominância de delineamentos transversais e ampla heterogeneidade de instrumentos, com maior frequência de uso do DASS-21 e PHQ-9. As prevalências reportadas variaram conforme instrumento, ponto de corte e características amostrais. Considerando-se todos os instrumentos e estudos juntos, a variação foi de médias aproximadas de 50% para ansiedade e 40% para depressão Os indicadores analisados devem ser compreendidos predominantemente como sintomas ou rastreios de sofrimento psíquico, e não como confirmação diagnóstica. A maioria dos estudos apresentou prevalências gerais, com limitada estratificação por gênero, raça/cor, classe social e região, o que restringe comparações entre subgrupos e a formulação de políticas focalizadas. Conclui-se que a saúde mental no ensino superior deve ser compreendida para além de uma perspectiva individual, sendo fundamental sua articulação com políticas institucionais de permanência e equidade. Apesar de os indicadores analisados neste estudo serem predominantemente reportados como sintomas ou rastreios de sofrimento psíquico, e não como confirmação diagnóstica, o estudo contribui para a sistematização do conhecimento na área e oferece subsídios para o desenvolvimento de intervenções e políticas públicas mais sensíveis às desigualdades que atravessam a experiência universitária.

Resumo (inglês)

This study described and systematized the prevalence of self-reported symptoms or diagnoses of anxiety and depression among Brazilian university students, considering, when present, sociodemographic determinants such as gender, race/skin color, and social class. Contextualized within the expansion and democratization of higher education in Brazil, this research stemmed from the recognition that increased access to universities was accompanied by the intensification of structural inequalities and mental health demands. The methodology adopted was a systematic literature review based on the PRISMA framework, focusing on empirical studies published in national and international scientific journals over the last 30 years. The main objective was to systematize and describe the proportion (and variation) of anxiety and depression symptoms or diagnoses within the university student population, as well as to identify the assessment instruments used, the most investigated regions, and the presence of analyses stratified by sociodemographic factors across the studies. Three databases were consulted (SciELO, PubMed, and Web of Science) using descriptors in English and additionally in Portuguese (for the SciELO database). Searches were conducted separately for descriptors related to anxiety and depression. Consequently, intradatabase duplicates (in the case of SciELO) and inter-database duplicates were first removed; subsequently, overlapping studies were removed when merging the searches for both constructs. After duplicate removal, 130 studies were identified, to which the exclusion criteria were applied. The following were excluded: studies that did not report prevalence data; purely psychometric studies; studies with mixed samples (e.g., international students reported alongside Brazilian students); literature reviews; qualitative studies; case studies; and papers published in non-peer- reviewed journals. Following the application of these criteria, 53 studies wereincluded. A predominance of cross-sectional designs and a wide heterogeneity of instruments were observed, with the DASS-21 and PHQ-9 being the most frequently used. Reported prevalences varied according to the instrument, cutoff point, and sample characteristics. Considering all instruments and studies combined, the variation yielded approximate averages of 50% for anxiety and 40% for depression. The analyzed indicators should be understood predominantly as symptoms or screenings for psychological distress, rather than diagnostic confirmations. Most studies presented overall prevalence rates with limited stratification by gender, race/skin color, social class, and region, which restricts subgroup comparisons and the formulation of targeted policies. It is concluded that mental health in higher education must be understood beyond an individual perspective, making its articulation with institutional retention and equity policies fundamental. Although the indicators analyzed in this study are predominantly reported as symptoms or screenings for psychological distress rather than diagnostic confirmation, the study contributes to the systematization of knowledge in the field and offers support for the development of interventions and public policies that are more sensitive to the inequalities that permeate the university experience.

Descrição

Idioma

Português

Citação

SILVA, Isabela Ramos da. Estudo de prevalência e determinantes sociodemográficos de ansiedade e depressão em universitários brasileiros: revisão sistemática da literatura. 2026. 119 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.

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