Uso de sistema robótico na avaliação psicológica forense: suporte e inovação no atendimento infantil
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Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Pesquisa e Desenvolvimento (Biotecnologia Médica) - FMB
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: A participação da criança em processos judiciais pode significar uma experiência emocional desconfortável, com dificuldades na expressão de sentimentos sobre as possíveis vivências traumáticas, especialmente quando somada ao contexto de violência. Apesar dos avanços legislativos na proteção de direitos da criança, as transformações socioculturais, econômicas e tecnológicas impactam diretamente no enfrentamento da violência infantil. Os psicólogos judiciários enfrentam desafios no atendimento avaliativo de crianças traumatizadas e supostamente vitimizadas, principalmente, quando apresentam entraves ou limitação das habilidades verbais ou sociais, instigando a necessidade de utilização de outros recursos lúdicos facilitadores. Neste sentido, o uso de tecnologias inovadoras, como o sistema robótico social, pode contribuir como recurso lúdico e mediador no atendimento psicológico infantil. Objetivo: Analisar o uso de sistema robótico nas avaliações psicológicas forenses com crianças vítimas ou testemunhas de violência física/emocional/sexual na faixa etária de quatro a oito anos de idade. Métodos: foi realizado um estudo qualitativo no serviço de atendimento psicológico judiciário de crianças vítimas de violência no contexto de processos em tramitação judicial no Fórum da Comarca de Botucatu, comparando interações conduzidas com e sem a mediação de um robô humanoide, com design e voz infantil e capacidade de realizar alguns movimentos básicos, com vistas a permitir um ambiente lúdico, acolhedor e facilitador. As entrevistas e atendimentos foram documentados por transcrições e registros audiovisuais possibilitando a análise qualitativa descritiva do comportamento na adesão e na expressividade infantil. Resultados e Discussões: O uso do recurso tecnológico de um robô humanoide mostrou-se efetivo na maioria das interações e na minimização da resistência e insegurança da criança em situação de vulnerabilidade. Desta forma, contribuiu para um maior engajamento infantil, mitigando as barreiras de comunicação e favorecendo ambientes menos intimidantes durante o processo de avaliação. Os achados apontaram que a introdução da robótica social quando incorporada de forma ética e controlada, pode ser considerada uma inovação com potencial de apoiar as práticas em Psicologia Judiciária, permitindo novas perspectivas para o atendimento infantil. Conclusão: O estudo evidenciou que a inserção de um sistema robótico no serviço de Psicologia Forense pode ser considerada uma alternativa promissora na avaliação infantil com potencial de qualificar atendimento mais especializado e, provavelmente, minimizar os impactos das questões que envolvam a violência física/emocional/sexual.
Resumo (inglês)
A child's participation in legal proceedings can be an emotionally uncomfortable experience, with difficulties in expressing feelings about possible traumatic experiences, especially when combined with a context of violence. Despite legislative advances in the protection of children's rights, sociocultural, economic, and technological transformations directly impact the fight against child violence. Forensic psychologists face challenges in the evaluative care of traumatized and allegedly victimized children, particularly when they present obstacles or limitations in verbal or social skills, prompting the need to use other playful and facilitating resources. In this sense, the use of innovative technologies, such as the social robotic system, can contribute as a playful and mediating resource in child psychological care. Objective: To analyze the use of a robotic system in forensic psychological evaluations with children aged four to eight years old who are victims or witnesses of physical/emotional/sexual violence. Methods: A qualitative study was conducted in the judicial psychological support service for child victims of violence in the context of ongoing judicial proceedings at the Botucatu District Court, comparing interactions conducted with and without the mediation of a humanoid robot with a childlike design and voice and the ability to perform some basic movements, aiming to provide a playful, welcoming, and facilitating environment. Interviews and sessions were documented through transcriptions and audiovisual recordings, allowing for a descriptive qualitative analysis of behavior in terms of child engagement and expressiveness. Results and Discussion: The use of the technological resource of a humanoid robot proved effective in most interactions and in minimizing the resistance and insecurity of children in vulnerable situations. In this way, it contributed to greater child engagement, mitigating communication barriers and fostering less intimidating environments during the evaluation process. The findings indicated that the introduction of social robotics, when incorporated ethically and in a controlled manner, can be considered an innovation with the potential to support practices in Forensic Psychology, allowing for new perspectives in child care. Conclusion: The study showed that the inclusion of a robotic system in the Forensic Psychology service can be considered a promising alternative in child assessment, with the potential to provide more specialized care and, probably, minimize the impacts of issues involving physical/emotional/sexual violence.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
GARCIA, Márcia Aparecida Thomé. Uso de sistema robótico na avaliação psicológica forense: suporte e inovação no atendimento infantil. 2026. 344 p. Tese (Doutorado em Pesquisa e Desenvolvimento – Biotecnologia Médica) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



