Distribuição espacial de estruturas biogênicas em planícies de maré e sua relação com as características físico-químicas do substrato sedimentar
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Data
Autores
Orientador
Fornari, Milene 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
São Vicente - IBCLP - Ciências Biológicas
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
As planícies de maré são ambientes costeiros submetidos a flutuações das marés, que modificam as condições físico-químicas do substrato sedimentar, como nos níveis de oxigênio, pH e salinidade. Em resposta a essas condições ambientais, os organismos bentônicos desenvolvem estratégias especializadas de escavação e alimentação resultando na formação de estruturas sedimentares biogênicas (ES). A planície de maré apresentou alto índice de bioturbação (35%) e caracteriza-se pela ocorrência de estruturas, junto à margem estuarina, com aberturas de pequeno diâmetro (<2 mm) e em corte com formas I, U e Y, associadas a anelídeos e tanaidáceos. Quando nos distanciamos da margem as aberturas apresentam diâmetros maiores (>2 cm), com estruturas acima do sedimento em forma de chaminés ou semicirculares, além de tocas sem estruturas superficiais (~1 cm) com ou sem pellets. Em corte, essas ES apresentam formas internas em I e J, sendo atribuídas a caranguejos. Trilhas e pegadas trilobadas ocorrem ao longo de toda a planície. A PCA mostrou relação positiva entre o índice de bioturbação e as frações de areia fina e muito fina. Em contraste com a correlação negativa observada para a lama e matéria orgânica. Conclui-se que substratos dominados por classes arenosas promovem maior porosidade e permeabilidade, facilitando a circulação de água oxigenada e o transporte de matéria orgânica. Tais condições sustentam a atividade dos organismos escavadores e, consequentemente, intensificam o processo de bioturbação, destacando o papel essencial da granulometria na estruturação do habitat bentônico.
Resumo (inglês)
Tidal flats are coastal environments subject to tidal fluctuations that modify the physical and chemical conditions of the sedimentary substrate, such as oxygen, pH, and salinity levels. In response to these environmental conditions, benthic organisms develop specialized digging and feeding strategies, resulting in the formation of biogenic sedimentary structures (BS). The tidal flat presented a high rate of bioturbation (35%) and was characterized by the occurrence of structures near the estuarine margin, with small diameter holes (<2 mm) and I-, U-, and Y-shaped cross-sections, associated with annelids and tanaids. As we moved away from the margin, the holes had larger diameters (>2 cm), with structures above the sediment in the form of chimneys or semicircles, as well as burrows without surface structures (~1 cm) with or without pellets. In the cross-section, these BS have internal I- and J-shapes, which are attributed to crabs. Trails and trilobate footprints occur throughout the plain. PCA revealed a positive correlation between the bioturbation index and fine and very fine sand fractions. Conversely, a negative correlation was observed with the mud and organic matter content. We conclude that substrates dominated by sandy classes promote greater porosity and permeability, facilitating the circulation of oxygenated water and the transport of organic matter. These conditions support the activity of burrowing organisms and, consequently, intensify the bioturbation process, underscoring the essential role of grain size in structuring the benthic habitat.
Descrição
Palavras-chave
Sedimentos (Geologia), Matéria orgânica, Habitat (Ecologia), Bentos, Ecossistemas costeiros, Águas intersticiais
Idioma
Inglês
Citação
FREITAS, N. C. Distribuição espacial de estruturas biogênicas em planícies de maré e sua relação com as características físico-químicas do substrato sedimentar. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas com habilitação em Biologia Marinha) – Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.


