A geografia no currículo do ensino primário em Angola: concepções, tendências e perspectivas à luz das políticas educacionais
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Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Educação - FFC
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
As políticas públicas de educação, no âmbito mundial, têm sido formuladas com base nas recomendações estabelecidas pelos documentos dos organismos multilaterais internacionais. Essas orientações partem da premissa de que a educação do século XXI exige modelos fundamentados em competências, práticas centradas no estudante e aprendizagem de caráter experimental. Diante do exposto, esta pesquisa tem como objetivo analisar a geografia no currículo nacional do ensino primário em Angola, considerando suas concepções, tendências e perspectivas frente à influência da regulação transnacional exercida por tais organismos. O estudo ancora-se na análise crítica da racionalidade neoliberal (Dardot e Laval, 2016; Harvey, 2005) e das concepções de educação difundidas por instituições como o Banco Mundial (BM), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tendo como principal referência a pedagogia histórico-crítica fundamentada no marxismo. Adota-se uma abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. A coleta de dados inclui análise documental de leis e programas curriculares. Os resultados permitem concluir que o currículo angolano vem sendo progressivamente influenciado pelo discurso dos organismos multilaterais. Observa-se ênfase em competências genéricas, métodos ativos e flexibilização curricular, sob a perspectiva da escola como espaço de adaptação às demandas do mercado, em detrimento da apropriação do conhecimento historicamente produzido. Dessa forma, ao incorporar acriticamente tais orientações, o sistema educativo orienta o currículo em Angola a partir da perspectiva instrumental.
Resumo (inglês)
Public education policies worldwide have been formulated based on the recommendations set forth by documents from international multilateral organizations. These guidelines are grounded in the premise that 21st-century education requires models based on competencies, student-centered practices, and experiential learning. In light of the above, this research aims to analyze geography in the national primary education curriculum of Angola, considering its conceptions, trends, and perspectives in the face of the influence of transnational regulation exerted by such organizations. The study is anchored in the critical analysis of neoliberal rationality (Dardot & Laval, 2016; Harvey, 2005) and the conceptions of education disseminated by institutions such as the World Bank (WB), the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO), and the Organization for Economic Co-operation and Development (OECD), drawing primarily on the studies the perspective of historical-critical pedagogy grounded in Marxism. A qualitative, descriptive, and exploratory approach is adopted. Data collection includes documentary analysis of laws and curriculum frameworks. The results allow us to conclude that the Angolan curriculum has been progressively influenced by the discourse of multilateral organizations. An emphasis is observed on generic competencies, active methods, and curricular flexibility, from the perspective of the school as a space for adaptation to market demands, to the detriment of the appropriation of historically produced knowledge. Thus, by uncritically incorporating such guidelines, the education system shapes the curriculum in Angola from an instrumental perspective.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
ISAAC, Dionísia Chicundico Longuia. A geografia no currículo do ensino primário em Angola: concepções, tendências e perspectivas à luz das políticas educacionais. 2026. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Filosofia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.



