Hepatite alcoólica grave em portadores de cirrose com contraindicações relativas a corticoides: estudo de coorte
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Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Fisiopatologia em Clínica Médica - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Introdução: A hepatite alcoólica (HA) afeta 15–30% dos dependentes de álcool e tem alta mortalidade, sendo os corticosteroides usados nos casos graves. Contudo, complicações como infecções, hemorragia digestiva e lesão renal aguda (LRA) muitas vezes impedem seu uso, e não há consenso sobre a terapêutica nesses casos. Objetivo: Comparar a mortalidade e a evolução da função renal entre pacientes com HA grave, cirrose e pelo menos uma dessas três complicações, de acordo com o uso ou não de corticoides. Metodologia: Coorte observacional retrospectiva (2006–2023) em que pacientes que receberam corticoides formaram o grupo 1 e aqueles que não receberam formaram o grupo 2. As variáveis associadas a mortalidade foram avaliadas por análise de regressão múltipla de Cox, e as associadas a piora da função renal foram avaliadas por regressão linear múltipla com resposta Poisson. Resultados: Foram incluídos 96 pacientes (46 no grupo 1 e 50 no grupo 2). Os grupos foram semelhantes entre si no momento da admissão quanto aos escores de gravidade. Porém ao longo da internação o grupo 1 teve mais encefalopatia hepática, LRA e choque. O escore de Maddrey foi o único fator associado à mortalidade. Tanto o uso de corticoides como a presença de LRA no momento da internação tiveram associação com a piora da função renal. Discussão: Não houve diferença de sobrevida entre os grupos pelo teste de Log Rank. O uso de corticoide e a presença de LRA na admissão hospitalar foram associados à piora de função renal durante a internação. Conclusão: não foi observado benefício no uso de corticoides em casos de cirrose internados por HA grave e que tenham infecções, hemorragia digestiva ou LRA.
Resumo (inglês)
Introduction: Alcoholic hepatitis (AH) affects 15–30% of individuals with alcohol dependence and has high mortality. Corticosteroids are the only medication used in severe cases. However, complications such as infections, gastrointestinal bleeding, and acute kidney injury (AKI) often prevent their use, and there is no clear consensus on the best therapy in these cases. Objective: To compare mortality and renal function outcomes between patients who had cirrhosis, were hospitalized due to severe AH, and had at least one of the aforementioned complications, according to the use or not of corticosteroids. Methodology: A retrospective observational cohort study (2006–2023) in which patients who received corticosteroids composed the group 1 and those who did not receive it composed the group 2. Variables associated with mortality were assessed using Cox multiple regression analysis, and those associated with worsening renal function were assessed using multiple linear regression with Poisson response. Results: Ninety-six patients were included (46 in group 1 and 50 in group 2). The groups were similar to each other at admission regarding severity scores. During hospitalization, group 1 had more hepatic encephalopathy, shock, and AKI. The Maddrey score was the only factor associated with mortality. Both the use of corticosteroids and the presence of AKI at hospital admission were associated with worsening renal function. Discussion: There was no difference in survival between the groups according to the Log Rank test. Furthermore, corticosteroid use and the presence of AKI at hospital admission were associated with worsening renal function during hospitalization. Conclusion: No benefit was observed in using corticosteroids for patients hospitalized for severe AH who have infections, gastrointestinal bleeding, or AKI.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
SUZUKI, C.M.P. Hepatite alcoólica grave em portadores de cirrose com contraindicações relativas a corticoides: estudo de coorte. Orientador: Fernando Gomes Romeiro. 2026. 68p. Tese (Doutorado em Fisiopatologia em Clínica Médica) – Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



