Correlação entre características morfológicas da placa carotídea por ressonância magnética e parâmetros ultrassonográficos (SWE e GSM): estudo transversal
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Pós-graduação
Medicina - FMB
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: A aterosclerose carotídea permanece como importante causa de eventos cerebrovasculares, e a identificação de placas vulneráveis é fundamental para aprimorar a estratificação de risco além do grau de estenose. Objetivo: Este estudo teve como objetivo correlacionar características morfológicas de placas carotídeas obtidas pela ressonância magnética (RNM) com medidas de rigidez pela elastografia por cisalhamento (Shear Wave Elastography – SWE) e com a mediana de escala de cinzas (Gray-scale Median – GSM) na Ultrassonografia Doppler. Método: Neste estudo observacional, transversal e de centro único, foram incluídos 34 pacientes com estenose carotídea grave (>70%) e exames completos. As placas foram classificadas na RNM quanto à morfologia da capa fibrosa, tamanho do núcleo lipídico/necrose (LRNC), calcificações, hemorragia/trombo intraplaca e grau de instabilidade. Resultados: Observou-se alta prevalência de capa fibrosa fissurada (76,4%), LRNC pequeno (70,5%) e macrocalcificações (79,4%), com predomínio de instabilidade intermediária (41,4%) e instável (44,1%). Identificou-se correlação positiva entre instabilidade e hemorragia/trombo intraplaca (Kendall 0,728; p<0,001), bem como entre instabilidade e maiores LRNC (Kendall 0,511; p=0,002), e correlação negativa entre instabilidade e calcificação (Kendall −0,449; p=0,006). Em análise exploratória, a elasticidade média apresentou distribuição não unimodal (Hartigan p=0,014), com separação em dois grupos (11 vs. 23 pacientes) e associação estatisticamente significativa entre grupo de elasticidade e categoria de calcificação na RNM (qui-quadrado p=0,041). Conclusão: Em síntese, neste estudo exploratório de correlação entre métodos de imagem da placa aterosclerótica carotídea, observou-se associação negativa entre a Mediana da Escala de Cinzas e o núcleo lipídico na RNM. A elasticidade média apresentou correlação positiva com os grupos de calcificação. Além disso, identificou-se tendência positiva entre o grau de instabilidade da placa e os níveis de colesterol não-HDL.
Resumo (inglês)
Background: Carotid atherosclerosis remains a major contributor to cerebrovascular events, and identifying vulnerable plaques is essential to refine risk stratification beyond stenosis severity alone. Objective: This study aimed to correlate carotid plaque morphological features assessed by magnetic resonance imaging (MRI) with tissue stiffness measured by shear wave elastography (SWE) and with gray-scale median (GSM) derived from Doppler ultrasound. Methods: This study was observational, cross-sectional and single-center. Thirty-four patients with severe carotid stenosis (>70%) and complete imaging datasets were included. On MRI, plaques were graded for fibrous cap morphology, lipid-rich necrotic core (LRNC) size, calcification, intraplaque hemorrhage/thrombus, and an overall plaque instability score. Results: A high prevalence of fissured fibrous caps (76.4%), small LRNC (70.5%), and macrocalcifications (79.4%) was observed, with most plaques classified as intermediate (41.4%) or unstable (44.1%). Plaque instability correlated positively with intraplaque hemorrhage/thrombus (Kendall 0.728; p<0.001) and with larger LRNC (Kendall 0.511; p=0.002), while showing a negative correlation with calcification grade (Kendall−0.449; p=0.006). In an exploratory analysis, mean elasticity exhibited a non-unimodal distribution (Hartigan p=0.014), enabling separation into low- and high-elasticity groups (11 vs. 23 patients) and demonstrating a significant association between elasticity grouping and MRI-defined calcification category (chi-square p=0.041). Conclusion: In summary, in this exploratory study assessing correlations among carotid atherosclerotic plaque imaging modalities, a negative association was observed between gray-scale median values and the lipid core on MRI. Mean elasticity showed a positive correlation with calcification groups. Additionally, a positive trend was identified between plaque instability grade and non-HDL cholesterol levels.
Descrição
Idioma
Português
Citação
FERRÁS, Giulia. Correlação entre características morfológicas da placa carotídea por ressonância magnética e parâmetros ultrassonográficos (SWE e GSM): estudo transversal. 2026. Dissertação (Mestrado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



