Eficácia da imunoterapia com plasma fresco congelado no tratamento da sepse neonatal em cães
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Data
Supervisor
Lourenço, Maria Lucia Gomes 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
A sepse é a principal causa de morbimortalidade neonatal em cães e está associada ao estado imunoincompetente dos cães ao nascimento, aumentando a suscetibilidade dos recém-nascidos às infecções. Desta forma, um tratamento adjuvante com administração de plasma fresco congelado, pode impactar na imunidade neonatal e nas respostas às defesas do neonato contra infecções, aumentando a chance de sobrevivência. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do uso do plasma fresco congelado como imunoterapia passiva no tratamento da sepse neonatal em cães. Bem como, avaliar o uso de biomarcadores no diagnóstico e monitorização da sepse. Foram inclusos no experimento 31 cães neonatos, destes, 16 sépticos: grupo com administração do plasma (GP) n=7 e grupo controle (GC) n=9; e 15 neonatos saudáveis (GS). Os grupos foram avaliados e comparados quanto aos parâmetros clínicos e laboratoriais no primeiro atendimento (M0), após 24 (M24), 48 (M48), 72 horas (M72) e no final do tratamento (MF). No M0, os neonatos em sepse, quando comparados ao GS, apresentaram redução significativa (p<0,05) da FC, reflexos, glicemia, temperatura corporal e leucócitos (leucopenia); e aumento significativo (p<0,05) do lactato e da troponina I. Na comparação entre os grupos GP e GC no decorrer do tratamento, foram observadas diferenças significativas na melhora dos parâmetros laboratoriais do GP: a glicemia e os leucócitos foram significativamente (p<0,05) mais elevados em M24 e M48; a IgM foi significativamente (p<0,05) maior no M24; e o lactato foi significativamente (p<0,05) menor no MF. Não houve diferenças da IgG e IgA entre os grupos. Na comparação da evolução dos parâmetros (melhora clínica e laboratorial) entre os momentos dentro do mesmo grupo, foi observada diferenças significativas (p<0,05) no GP: houve aumento significativo da glicemia, temperatura, leucócitos e da IgM no M24. No GC, a IgM reduziu significativamente (p<0,05) no M24. O lactato reduziu significativamente (p<0,05) nos dois grupos no M24, contudo, no GP foi observada redução significativa (p<0,05) também no M72, o que não foi observado no GC. Cerca de 57% dos neonatos do GP apresentaram leucograma sem alterações após 24 horas do início do tratamento, evoluindo de leucopenia para o padrão de referência para a idade. No grupo GC, leucogramas sem alterações somente foram observados após 72 horas do início do tratamento. Independente de grupos e momentos, houve correlação negativa (p<0,001) entre os leucócitos e a troponina I, com coeficiente de correção de -0,36. A taxa de mortalidade foi de 22% no GC. Não houve mortalidade no GP. Conclui-se que a sepse levou à alterações nos parâmetros fisiológicos dos cães neonatos, demonstrando que a avaliação dos leucócitos, troponina I e lactato podem ser utilizados no diagnóstico e monitorização da sepse. A administração do plasma fresco congelado é uma importante fonte de IgM e teve impacto significativo na melhora clínica, laboratorial e na cura dos neonatos sépticos, principalmente após 24 horas da administração. O plasma é uma estratégia terapêutica adicional eficaz no tratamento da sepse neonatal em cães.
Descrição
Palavras-chave
Neonatologia canina, Infecção bacteriana, Imunidade passiva, Filhotes
Idioma
Português

