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Formação em Jornalismo no Brasil: contribuições para pensar um ODS para a Comunicação na Agenda 2030 da ONU a partir de uma perspectiva Sul Global

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Coorientador

Pós-graduação

Comunicação - FAAC

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta tese estabelece articulações teóricas entre o Jornalismo para a Paz (Peace Journalism), situado no campo dos Estudos para a Paz (Peace Studies), e as contribuições do pensamento decolonial latino-americano para a comunicação e o jornalismo. Embora partam de contextos epistemológicos distintos, essas perspectivas convergem ao tensionar narrativas de opressão e propor transformações estruturais no modo de narrar conflitos. Parte-se da premissa de que o campo do jornalismo pode ser repensado a partir de caminhos epistemológicos decoloniais que o aproximem do Jornalismo para a Paz, contribuindo para a transição de uma cultura de violência para uma cultura de paz. Busca-se compreender como a formação acadêmica e profissional em jornalismo nas instituições de ensino superior brasileiras contribui para a reprodução de práticas de violência colonial e quais são suas implicações no campo comunicacional e na sociedade. Orienta-se pela hipótese de que a formação acadêmica e profissional em jornalismo na atualidade está essencialmente focada em aspectos mercadológicos e pragmáticos, de modo que pode reproduzir violências colonialistas. O objetivo geral consiste em analisar aspectos da formação acadêmica e profissional em jornalismo e suas relações com a prática jornalística brasileira, identificando lógicas que reproduzem ou tensionam dinâmicas de violência colonial, especialmente em relação a grupos sociais historicamente minorizados e ao meio ambiente. O percurso metodológico fundamenta-se na hermenêutica de profundidade, articulada a procedimentos complementares. A etapa sócio-histórica contextualiza o pensamento decolonial e o Jornalismo para a Paz, possibilitando refletir sobre o jornalismo como estratégia de enfrentamento às violências colonialistas. A análise formal/discursiva compreende a análise de conteúdo de Projetos Político-Pedagógicos de cursos de graduação em jornalismo, bem como entrevistas em profundidade com estudantes e egressos. Na fase de interpretação/reinterpretação, os achados são debatidos em grupo de discussão com pesquisadores da área, em coerência com uma perspectiva metodológica que reconhece os sujeitos como coautores na produção do conhecimento, valorizando suas historicidades e subjetividades. Os resultados apontam para a necessidade de reconfiguração das bases formativas do jornalismo, com a incorporação de abordagens críticas e humanizadoras sobre a ética. Sustenta-se que a articulação entre o pensamento decolonial e o Jornalismo para a Paz oferece fundamentos teóricos, epistemológicos e metodológicos capazes de tensionar estruturas consolidadas e propor diretrizes formativas concretas. A pesquisa contribui, assim, para o fortalecimento do debate em torno da inclusão de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável centrado na comunicação (ODS 19), a partir de um olhar situado nas realidades do Sul Global e direcionado ao campo do jornalismo.

Resumo (inglês)

This thesis establishes theoretical connections between Peace Journalism, situated within the field of Peace Studies, and the contributions of Latin American decolonial thought to communication and journalism. Although they stem from distinct epistemological contexts, these perspectives converge by challenging narratives of oppression and proposing structural transformations in the way conflicts are narrated. It starts from the premise that the field of journalism can be rethought from decolonial epistemological paths that bring it closer to Peace Journalism, contributing to the transition from a culture of violence to a culture of peace. It seeks to understand how academic and professional training in journalism in Brazilian higher education institutions contributes to the reproduction of colonial practices of violence and what their implications are in the field of communication and in society. This study is guided by the hypothesis that current academic and professional training in journalism is essentially focused on market-driven and pragmatic aspects, which may reproduce colonialist violence. The overall objective is to analyze aspects of academic and professional training in journalism and their relationship to Brazilian journalistic practice, identifying logics that reproduce or exacerbate dynamics of colonial violence, especially in relation to historically marginalized social groups and the environment. The methodological approach is based on depth hermeneutics, articulated with complementary procedures. The socio-historical stage contextualizes decolonial thought and Journalism for Peace, enabling reflection on journalism as a strategy for confronting colonialist violence. The formal/discursive analysis comprises the content analysis of Political-Pedagogical Projects of undergraduate journalism courses, as well as in-depth interviews with students and graduates. In the interpretation/reinterpretation phase, the findings are discussed in a focus group with researchers in the field, consistent with a methodological perspective that recognizes the subjects as co-authors in the production of knowledge, valuing their historicities and subjectivities. The results point to the need to reconfigure the formative foundations of journalism, incorporating critical and humanizing approaches to ethics. It is argued that the articulation between decolonial thought and Journalism for Peace offers theoretical, epistemological, and methodological foundations capable of challenging consolidated structures and proposing concrete formative guidelines. The research thus contributes to strengthening the debate surrounding the inclusion of a Sustainable Development Goal centered on communication (SDG 19), from a perspective situated in the realities of the Global South and directed towards the field of journalism.

Resumo (espanhol)

Esta tesis establece articulaciones teóricas entre el Periodismo para la Paz (Peace Journalism), situado en el campo de los Estudios para la Paz (Peace Studies), y las contribuciones del pensamiento decolonial latinoamericano a la comunicación y el periodismo. Aunque parten de contextos epistemológicos distintos, estas perspectivas convergen al cuestionar narrativas de opresión y proponer transformaciones estructurales en las formas de narrar los conflictos. El estudio se basa en la premisa de que el campo del periodismo puede ser replanteado a partir de enfoques epistemológicos decoloniales que lo acerquen al Periodismo para la Paz, contribuyendo así a la transición de una cultura de violencia hacia una cultura de paz. Se busca comprender cómo la formación académica y profesional en periodismo en las instituciones de educación superior brasileñas contribuye a la reproducción de prácticas de violencia colonial y cuáles son sus implicaciones en el campo comunicacional y en la sociedad. La investigación se orienta por la hipótesis de que la formación académica y profesional en periodismo en la actualidad está esencialmente centrada en aspectos mercadológicos y pragmáticos, lo que puede favorecer la reproducción de violencias colonialistas. El objetivo general consiste en analizar aspectos de la formación académica y profesional en periodismo y sus relaciones con la práctica periodística brasileña, identificando lógicas que reproducen o tensionan dinámicas de violencia colonial, especialmente en relación con grupos sociales históricamente minorizados y el medio ambiente. El enfoque metodológico se fundamenta en la hermenéutica de profundidad, articulada con procedimientos complementarios. La etapa sociohistórica contextualiza el pensamiento decolonial y el Periodismo para la Paz, posibilitando reflexionar sobre el periodismo como estrategia de enfrentamiento a las violencias colonialistas. El análisis formal/discursivo comprende el análisis de contenido de los Proyectos Político-Pedagógicos de los cursos de grado en periodismo, así como entrevistas en profundidad con estudiantes y egresados. En la fase de interpretación/reinterpretación, los hallazgos se discuten en un grupo de discusión con investigadores del área, en coherencia con una perspectiva metodológica que reconoce a los sujetos como coautores en la producción del conocimiento, valorando sus historicidades y subjetividades. Los resultados señalan la necesidad de reconfigurar las bases formativas del periodismo, incorporando enfoques críticos y humanizadores en torno a la ética. Se sostiene que la articulación entre el pensamiento decolonial y el Periodismo para la Paz ofrece fundamentos teóricos, epistemológicos y metodológicos capaces de tensionar estructuras consolidadas y proponer directrices formativas concretas. De este modo, la investigación contribuye al fortalecimiento del debate en torno a la inclusión de un Objetivo de Desarrollo Sostenible centrado en la comunicación (ODS 19), desde una perspectiva situada en las realidades del Sur Global y orientada al campo del periodismo.

Descrição

Idioma

Português

Citação

FELTRIN, Diuân dos Santos. Formação em Jornalismo no Brasil: contribuições para pensar um ODS para a Comunicação na Agenda 2030 da ONU a partir de uma perspectiva Sul Global. 2026. Tese (Doutorado em Comunicação) — Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Bauru, 2026.

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