Hábitos alimentares de jovens de tubarão-martelo Sphyrna zygaena (Linnaeus, 1758), na área costeira de São Paulo
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Data
Orientador
Gadig, Otto Bismarck Fazzano 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
São Vicente - IBCLP - Ciências Biológicas
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Tubarões e raias são vertebrados com longa história evolutiva e cerca de 1250 espécies descritas, caracterizados basicamente pelo esqueleto cartilaginoso, clásperes como órgãos copuladores e tegumento revestido por dentículos dérmicos. Suas características biológicas, com ciclo de vida longo, crescimento lento, longevidade, maturidade sexual tardia e baixa fecundidade relativa os tornam altamente vulneráveis às mortes não naturais causadas por ação humana. São usualmente meso e top predadores dos ecossistemas marinhos, principalmente tubarões da família Carcharhinidae e Sphyrnidae. O tubarão-martelo, Sphyrna zygaena, é uma espécie pelágica oceânico-costeira de grande porte (quase 4 m de comprimento total – CT), com distribuição mundial, associada às camadas superiores da coluna d'água. A captura de jovens na costa ocorre principalmente no inverno e na primavera do Sudeste brasileiro. O objetivo deste estudo foi descrever quantitativamente a alimentação dos jovens desta espécie na costa de São Paulo. Foram examinados o conteúdo estomacal de 48 com uma média de comprimento de 89,5 ± 12 cm. Para as análises da dieta foram calculados para cada item alimentar a porcentagem numérica (%N), porcentagem gravimétrica (%M), Frequência de ocorrência (%FO) e o índice de importância relativa (%IRI). Em 40 estômagos (83,33%) foram encontrados itens alimentares e 8 (16,67%) se encontravam vazios. Teleósteos foram o grupo alimentar mais representativo da dieta, seguido por cefalópodes, sendo os itens de maior destaque Harengula sp. Pellona sp. e Trichiurus lepturus para os teleósteos e Doryteuthis pleii para os cefalópodes.
Resumo (inglês)
Sharks and rays are vertebrates with a long evolutionary history and about 1250 described species, basically characterized by the cartilaginous skeleton, claspers as copulating organs and tegument covered by dermal denticles. Their biological characteristics, with long life cycle, slow growth, longevity, late sexual maturity and low relative fecundity make them highly vulnerable to unnatural deaths caused by human action. Usually, meso and top predators of marine ecosystems, particularly sharks of the family Carcharhinidae and Sphyrnidae. The hammerhead shark, Sphyrna zygaena, is a large oceanic-coastal pelagic species (almost 4 m total length – TL), with worldwide distribution, associated with the upper layers of the water column. The capture of juveniles on the coast occurs mainly in the winter and spring in southeastern Brazil. The objective of this study was to describe quantitatively the diet of juveniles of this species on the coast of São Paulo. The stomach contents of 48 individuals were examined with an average length of 89.5 ± 12 cm. For the diet analyses, the numerical percentage (%N), gravimetric percentage (%M), frequency of occurrence (%FO) and the relative importance index (%IRI) were calculated for each food item. Food items were found in 40 stomachs (83.33%) and 8 (16.67%) were empty. Teleosts were the most representative food group of the diet, followed by cephalopods, with Harengula sp., Pellona sp. and Trichiurus lepturus being the most prominent items for teleosts and Doryteuthis pleii for cephalopods.
Descrição
Palavras-chave
Ecologia, Alimentação, Elasmobrânquios, Sphyrna zygaena, Ecology, Feeding habits, Elasmobranchs, Sphyrna zygaena
Idioma
Português
Citação
Souza, Diana Beatriz Rosa dos Santos. Hábitos alimentares de jovens de tubarão-martelo Sphyrna zygaena (Linnaeus, 1758), na área costeira de São Paulo. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas com habilitação em Biologia Marinha) – Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.

