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Xenofobia, estranhamento e ideologia: contribuição para um estudo da xenofobia no capitalismo

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Geografia - IGCE

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

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Tese de doutorado

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Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Diante do crescimento e aprofundamento das manifestações xenófobas direcionadas a estrangeiros nas últimas décadas, o presente trabalho objetiva analisar a xenofobia, o ódio ou aversão a estrangeiros, enquanto um fenômeno determinado historicamente, associado à formas de sociabilidade específicas, nas quais as relações sociais entre os seres humanos estão atravessadas pelo estranhamento do trabalho e pela propriedade privada dos meios de produção; formas de sociabilidade pautadas na divisão dos seres humanos em classes sociais antagônicas, em que uma classe explora o trabalho de outra. O foco da investigação é a sociabilidade capitalista, na qual a xenofobia é determinada pelas formas específicas de estranhamento que se desenvolvem no capitalismo – a reificação das relações sociais e o fetichismo –, se expressa no preconceito e ódio de seres humanos em relação aos trabalhadores de nações ou regiões diferentes e é mecanismo favorável ao capital ao ser utilizado, via ideologias das classes dominantes – como o nacionalismo burguês – para justificar a maior exploração do trabalho imigrante e desunir a classe trabalhadora na luta contra o capital. Procura-se afirmar que, sob as condições da crise estrutural do capital que predomina nas últimas décadas, o crescimento da xenofobia, muito vinculado à intensificação dos movimentos migratórios internacionais nas últimas décadas, tem contribuído para a maior exploração da força de trabalho imigrante tanto nos países do centro como nos da periferia do capitalismo mundial. Compreende-se, ademais, que a xenofobia constitui uma forma de estranhamento do homem em relação ao estrangeiro e uma forma de opressão que é parte da sociabilidade do capital e funcional à sua reprodução; e que, desta maneira, uma verdadeira superação deste problema não é possível sem a superação da forma de sociabilidade que possibilita sua emergência e reprodução, a sociabilidade capitalista.

Resumo (inglês)

Given the growth and intensification of xenophobic manifestations directed at foreigners in recent decades, this work aims to analyze xenophobia, the hatred or aversion to foreigners, as a historically determined phenomenon associated with specific forms of sociability, in which social relations between human beings are traversed by the alienation of labor and the private ownership of the means of production; forms of sociability based on the division of human beings into antagonistic social classes, in which one class exploits the labor of another. The focus of the investigation is capitalist sociability, in which xenophobia is determined by the specific forms of alienation that develop in capitalism – the reification of social relations and fetishism – and is expressed in the prejudice and hatred of human beings towards workers from different nations or regions. It is a mechanism favorable to capital when used, via the ideologies of the dominant classes – such as bourgeois nationalism – to justify the greater exploitation of immigrant labor and to disunite the working class in the struggle against capital. This text argues that, under the conditions of the structural crisis of capital that has prevailed in recent decades, the growth of xenophobia, closely linked to the intensification of international migratory movements in recent decades, has contributed to the increased exploitation of immigrant labor in both central and peripheral countries of global capitalism. Furthermore, it understands that xenophobia constitutes a form of alienation of man in relation to the foreigner and a form of oppression that is part of the social relations of capital and functional to its reproduction; and that, therefore, a true overcoming of this problem is not possible without overcoming the form of social relations that enables its emergence and reproduction: capitalist social relations.

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Português

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