Otimização dos sinais de frutos como mediador da frugivoria por animais
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Data
Autores
Supervisor
Cortes, Marina Correa 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Relatório de pós-doc
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Morcegos e aves alimentam-se de uma enorme variedade de espécies de frutos e são responsáveis por manter o processo de frugivoria e dispersão de sementes em pequenos fragmentos. Os fatores que aumentam a correspondência de características das interações animal-planta podem ser uma ferramenta fundamental para a regeneração de um fragmento, uma vez que aves e morcegos apresentam uma complementariedade em seus serviços ecológicos. Os sinais de frutos relacionam-se com os principais sentidos sensoriais usado pelos animais para localizar frutos em cada etapa hierárquica de aquisição de alimento. A evolução das características que atuam como um sinal para animais frugívoros provavelmente é impulsionada pelo sentido sensorial de alimentação dos animais, como o olfato e a visão. Se animais orientados pela visão selecionam frutos com base em sinais visuais em vez de olfativos, nós levantamos a hipótese de que frutos mais coloridos investem menos em compostos aromáticos. Também levantamos a hipótese de que aves e primatas utilizam a visão de cores de maneira diferente em longas e curtas distâncias durante o forrageamento. Identificamos uma diferença significativa entre os modelos de visão a longa e curta distância para aves, o que pode indicar que o contraste da coloração dos frutos e seus acessórios (arilo, pecíolo, etc) com o fundo (folhas verdes) pode ser importante para a localização de frutos maduros durante o forrageio. O modelo zero-inflated Negative Binomial indicou que nenhuma das variáveis preditoras foi estatisticamente significativa para explicar a riqueza de aromas, embora o efeito de contraste para primatas a curta distância tenha se aproximado do limiar de significância (p = 0.106). A variável categórica de interação entre aves e primatas com frutos não apresentou efeito significativo, mas frutos consumidos por aves e primatas apresentaram em média 29% mais riqueza de aromas do que frutos consumidos apenas por aves, enquanto frutos consumidos por primatas tiveram 12,5% menos riqueza de aromas.
Descrição
Identificamos uma diferença significativa entre os modelos de visão a longa e curta distância para aves, o que pode indicar que o contraste da coloração dos frutos e seus acessórios (arilo, pecíolo, etc) com o fundo (folhas verdes) pode ser importante para a localização de frutos maduros durante o forrageio (Figura 2). A maior riqueza de compostos aromáticos foi encontrada na espécie Campomanesia guaviroba (Myrtaceae) com 24 compostos. As espécies Citharexylum myrianthum (Verbenaceae), Ocotea teleiandra (Lauraceae) e Rhipsalis grandiflora (Cactaceae) não apresentaram compostos aromáticos identificáveis (Figura 3). O modelo zero-inflated Negative Binomial indicou que nenhuma das variáveis preditoras foi estatisticamente significativa para explicar a riqueza de aromas, embora o efeito de contraste para primatas a curta distância tenha se aproximado do limiar de significância (Tabela 1, p = 0.106). A variável categórica de interação entre aves e primatas com frutos não apresentou efeito significativo, mas frutos consumidos por aves e primatas apresentaram em média 29% mais riqueza de aromas do que frutos consumidos apenas por aves, enquanto frutos consumidos por primatas tiveram 12,5% menos riqueza de aromas.
Palavras-chave
Correspondência de características, Cores, Aromas, Olfato, Visão
Idioma
Português

