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Perspectiva multirrisco na gestão de riscos de desastres em municípios de pequeno porte

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Orientador

Saito, Silvia Midori

Coorientador

Pós-graduação

Desastres Naturais - ICT

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O aumento da magnitude e da frequência de eventos extremos tem resultado em problemas sociais de complexidade jamais vivenciada em boa parte do mundo. A predominância das Ciências da Terra na abordagem da Ciência dos Desastres limita a percepção do risco em uma perspectiva linear e a integração das comunidades na gestão de riscos de desastres. Esse cenário impõe desafios ainda maiores para alguns grupos, a exemplo das cidades de pequeno porte, que lidam com pouca infraestrutura e mecanismos institucionais frágeis para enfrentar os diferentes riscos em seus territórios. Portanto, torna-se urgente revisar a forma como os riscos são percebidos, reconhecendo seu caráter múltiplo e interconectado. Essa revisão demanda, por sua vez, uma reformulação dos métodos de coprodução de conhecimento, de modo a contemplar a complexidade envolvida. Esta dissertação tem como objetivo avaliar o uso da Cartografia Social na gestão de riscos de desastres sob a perspectiva multirrisco em municípios de pequeno porte. Especificamente, analisou o uso da cartografia social para identificação de multiameaças e seu produto para suporte aos agentes locais vinculados às atividades de gestão de riscos e desastres. Para isso, utilizou-se de pesquisa bibliográfica, mapeamento participativo com o uso de uma maquete interativa, mapa mental e etapa de validação junto a profissionais locais com o uso de questionários. O mapeamento participativo em Cunha, São Paulo, mostrou que o principal problema indicado pela população é o calor, seguido, respectivamente, pelas enxurradas, falta de árvores e seca. O mapa mental produzido evidencia a centralidade da gestão pública nas relações com os demais problemas. A análise dos dados obtidos através dos questionários demonstra a possibilidade de leitura dos resultados como foram apresentados e sugere complementos com outras informações. A cartografia social mostrou-se eficaz na identificação de multiameaças e no apoio às ações dos profissionais locais, porém exige complemento como informações sociodemográficas ou hidrológicas, para atender as demandas de cada etapa do trabalho. A complexidade dos desastres exige, portanto, reflexão quanto a adoção de métodos complementares e a inclusão das comunidades na produção do conhecimento referente às próprias realidades.

Resumo (inglês)

The increasing magnitude and frequency of extreme events have led to social challenges of unprecedented complexity in many parts of the world. The dominance of Earth Sciences in Disaster Science tends to constrain risk perception to a linear framework, limiting the integration of communities into disaster risk management processes. This scenario presents even greater challenges for certain groups, such as small municipalities, which often contend with limited infrastructure and fragile institutional mechanisms to address the diverse risks present in their territories. Therefore, it becomes imperative to revise how risks are perceived, acknowledging their multiple and interconnected nature. Such a revision, in turn, demands a reconfiguration of knowledge co-production methods to adequately address the inherent complexity. This dissertation aims to evaluate the use of Social Cartography in disaster risk management from a multi-hazard perspective in small municipalities. Specifically, it examines the application of social cartography for identifying multiple threats and the utility of its outputs in supporting local actors engaged in risk and disaster management activities. To achieve this, the study employed bibliographic research, participatory mapping using an interactive model, mental mapping, and a validation phase involving local professionals through questionnaires. Participatory mapping conducted in Cunha, São Paulo, revealed that the primary concern identified by the population is heat, followed respectively by flash floods, lack of trees, and drought. The resulting mental map highlights the central role of public management in relation to other identified issues. Analysis of the questionnaire data indicates that the results are interpretable as presented and suggests the need for additional information. Social cartography proved effective in identifying multiple threats and supporting the work of local professionals; however, it requires complementary data—such as sociodemographic or hydrological information—to meet the specific demands of each stage of the process. The complexity of disasters thus calls for reflection on the adoption of complementary methods and the inclusion of communities in the production of knowledge related to their own realities.

Descrição

Palavras-chave

Catastrofes naturais, Cartografia, Cartography, Natural disasters, Ciências ambientais, Environmental sciences

Idioma

Português

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