Mandibulectomia e maxilectomia como forma de tratamento de neoplasias orais em cães- avaliação da sobrevida de 40 casos
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Medicina Veterinária - FMVZ
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (inglês)
Oral neoplasms in dogs represent a challenge in routine oncology due to their biological aggressiveness and functional impact. This study performed a prospective analysis of 40 dogs with localized oral neoplasms, submitted to mandibulectomies and maxillectomies. The main objective was to evaluate survival time, histopathological characteristics, clinical staging, postoperative adaptation, and the effectiveness of adjuvant therapies. The sample showed a predominance of older animals (mean age 10.6 years), with females being the most affected, and mixed-breed dogs being the most prevalent. Oral melanoma was the most frequent tumor type (47.5%), followed by osteosarcoma (15%). The results indicate that radical surgical intervention is the main therapeutic modality, with tumor size acting as a determining factor for obtaining clear margins and controlling recurrences. A recurrence rate of 72.5% was observed in 24 months, with a low rate of functional maladjustment (2.5%). Regarding adjuvant therapies, carboplatin chemotherapy did not demonstrate a statistically significant gain in survival, while electrochemotherapy (applied in 90% of cases) established itself as a promising tool for locoregional control. The median survival was nine months, with histological type and staging being the main prognostic factors. Multimodal management, combining aggressive surgical techniques and nutritional support, is capable of providing survival with satisfactory quality of life in patients with oral neoplasms.
Resumo (português)
As neoplasias orais em cães representam um desafio na rotina oncológica devido à sua agressividade biológica e impacto funcional. O presente estudo realizou uma análise prospectiva de 40 cães com neoplasias orais localizadas, submetidos a mandibulectomias e maxilectomias, com o objetivo de avaliar o tempo de sobrevida, as características histopatológicas, o estadiamento clínico, a adaptação pós-operatória e a eficácia das terapias adjuvantes. A amostra apresentou predominância de animais idosos (média de 10,6 anos), com maior ocorrência em fêmeas e em cães sem raça definida. O melanoma oral foi o tipo tumoral mais frequente (47,5%), seguido pelo osteossarcoma (15%). Os resultados indicaram que a intervenção cirúrgica radical é a principal modalidade terapêutica, sendo o tamanho tumoral o fator determinante para a obtenção de margens livres e o controle de recidivas. Observou-se uma taxa de 72,5% de pacientes sem recidiva em 24 meses, com baixo índice de inadaptação funcional (2,5%). Em relação às terapias adjuvantes, a quimioterapia com carboplatina não demonstrou ganho estatístico na sobrevida; entretanto, os pacientes tratados apresentaram maior tempo de sobrevida. Por sua vez, a eletroquimioterapia, aplicada em 90% dos casos, consolidou-se como uma ferramenta promissora para o controle locorregional. A sobrevida mediana foi de nove meses, sendo o tipo histológico e o estadiamento os principais fatores prognósticos. Conclui-se que o manejo multimodal, associando técnicas de cirurgia agressiva e suporte nutricional, é capaz de proporcionar sobrevida com qualidade de vida satisfatória em pacientes com neoplasias orais.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
DUARTE, Daiane Cristine Lopes. Mandibulectomia e maxilectomia como forma de tratamento de neoplasias orais em cães: avaliação de sobrevida de 40 casos. Orientador: Alessandre Hataka. 2026. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Medicina Veteriária e Zootecnia, Universidade estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



