Encosta Norte: território, aprendizagem e música
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Data
Autores
Orientador
Bortz, Graziela 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
São Paulo - IA - Música
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Este trabalho investiga a experiência de ensino e aprendizagem musical na Fábrica de Cultura do bairro Encosta Norte, em São Paulo, a partir da observação participante e de entrevistas com educadores. O objetivo é compreender como a aula de música, em contexto de vulnerabilidade social, se constitui como espaço relacional, atravessado por dimensões como coletividade, território e mediação pedagógica. A metodologia adotada foi de caráter qualitativo, com base em registros de campo, análise de entrevistas e diálogo com referenciais teóricos da educação, entre eles Vygotsky, Dewey, Charlot e Freire. Os resultados apontam que a aula se organiza não apenas pela transmissão de conteúdos técnicos, mas sobretudo pela mediação sensível dos educadores, que negociam constantemente entre planejamento, demandas do grupo e referências culturais do território. O conflito, longe de ser um obstáculo, mostrou-se potência formativa, desencadeando processos criativos e fortalecendo a experiência coletiva. O território, por sua vez, emergiu não apenas como cenário, mas como elemento constitutivo da prática pedagógica, trazendo memórias, repertórios e identidades para o centro da formação musical. Conclui-se que a educação musical nesse contexto se caracteriza pela articulação entre técnica, sensibilidade e cultura local, revelando caminhos para pensar práticas pedagógicas mais abertas, dialógicas e enraizadas no cotidiano dos jovens.
Resumo (inglês)
This research investigates the experience of music teaching and learning at the Fábrica de Cultura in the Encosta Norte neighborhood of São Paulo, based on participant observation and interviews with educators. The aim is to understand how the music class, in a context of social vulnerability, is constituted as a relational space, crossed by dimensions such as collectivity, territory, and pedagogical mediation. The methodology adopted was qualitative, grounded on field notes, interview analysis, and dialogue with theoretical references in education, including Vygotsky, Dewey, Charlot, and Freire. The results show that classes are organized not only through the transmission of technical contents but mainly through the sensitive mediation of educators, who constantly negotiate between planning, group demands, and cultural references of the territory. Conflict, far from being an obstacle, proved to be a formative force, triggering creative processes and strengthening the collective experience. The territory, in turn, emerged not merely as a background, but as a constitutive element of pedagogical practice, bringing memories, repertoires, and identities to the core of musical training. It is concluded that music education in this context is characterized by the articulation between technique, sensitivity, and local culture, revealing paths to rethink pedagogical practices in more open, dialogical, and community-rooted ways.
Descrição
Palavras-chave
Música - Instrução e estudo, Educação, Aprendizagem, Periferias urbanas
Idioma
Português
Citação
LIMA, João Mateus de. Encosta Norte: território, aprendizagem e música. 2025. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2025.


