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Engenharia de tecidos em vasos sanguíneos: modelo em coelhos - in vitro

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Coorientador

Pós-graduação

Cirurgia e Medicina Translacional - FMB

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pela mortalidade da população ocidental, sendo que a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) representa 5% desse contingente. Pacientes sintomáticos possuem rápida evolução do quadro clínico quando tratados inadequadamente, sendo que cerca de 25% passam por amputação do membro inferior acometido. Com isso, pesquisas recentes vêm mostrando um futuro promissor na terapia regenerativa e substitutiva de tecidos envolvendo células-tronco mesenquimais (CTM) e engenharia celular, incluindo a engenharia de tecidos em vasos sanguíneos (tissue-engineered blood vessels – TEBV). Objetivo: Aprimorar as técnicas de TEBV a partir de modelo animal (coelhos), in vitro, a partir da diferenciação de células-tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo (ASC) em endotélio e músculo liso. Métodos: Veias cavas inferiores (VCI) foram obtidas de 30 coelhos fêmeas, não prenhas, para proceder a descelularização e servirem de scaffold. Cada VCI foi fragmentada em segmentos de 2cm e a descelularização foi realizada por meio de protocolos estabelecidos com Dodecil sulfato de sódio 1% (SDS) por 2h. Para obtenção das ASCs, tecido adiposo (TA) interescapular foi obtido dos mesmos animais doadores das veias cavas inferiores. Após a dissociação enzimática do TA e a expansão da cultura das ASCs em número necessário, estas foram aplicadas na luz dos scaffolds 3D com Puramatrix®, sendo mantidos em placas de cultura de 24 poços, individualmente. Para indução da diferenciação endotelial das células aderidas ao arcabouço, o meio de cultura DMEM foi suplementado com VEGF (50ng/mL), FGF (20ng/mL), IGF (20ng/mL) e GF (20ng/mL), e mantidas por 2, 4 e 8 semanas em cultura. Por análise histopatológica determinou-se o melhor protocolo. A seguir, fez-se a acreção de músculo liso pré-diferenciado por 4 semanas (DMEM+ BMP4 2,5ng/mL e TGF-1 5ng/mL) também com uso de Puramatrix®. Observou-se os resultados histológicos em 2 e 4 semanas e escolheu-se o melhor protocolo. A partir desse resultado, fez-se a quantificação de citocinas no meio de cultura e quantificação da expressão de miRNAs nos neovasos (em triplicata). Resultados: No experimento de endotelização do scaffold, obtivemos uma melhor distribuição celular tempo-benefício para o tempo de 4 semanas. Em sequência, na adesão de músculo liso, observou-se melhores resultados também em 4 semanas de co-cultura. Análises por HE, imunohistoquímica e imunofluorescência comprovaram a diferenciação celular endotelial e músculo liso. Técnica de miRNAs puderam revelar algumas das vias genéticas envolvidas na TEBV, principalmente no que tange a imaturidade celular. Conclusão: O modelo biológico de scaffold de veia cava inferior descelularizado e recelularizado, in vitro, demonstrou boa celularização e diferenciação celular. As técnicas histológicas, análises de citocinas e do perfil global de expressão de miRNAs sugerem que os resultados são promissores para futuro uso da TEBV em modelo in vivo.

Resumo (inglês)

Background: Background: Cardiovascular diseases are the main cause of mortality in the Western population, with peripheral arterial disease (PAD) accounting for 5% of this population. Symptomatic patients have a rapid evolution of the clinical condition when inadequately treated, and about 25% undergo amputation of the affected lower limb. As a result, recent research has shown a promising future in regenerative and tissue replacement therapy involving mesenchymal stem cells (MSC) and cell engineering, including tissue-engineered blood vessels (TEBV) engineering. Objective: To improve TEBV techniques from an animal model (rabbits), in vitro, from the differentiation of mesenchymal stem cells derived from adipose tissue (ASC) into endothelium and smooth muscle. Methods: Inferior vena cava (IVC) were obtained from 30 female rabbits, not pregnant, to proceed with decellularization and serve as a scaffold. Each IVC was fragmented into 2cm segments and decellularization was performed using established protocols with 1% sodium dodecyl sulfate (SDS) for 2h. To obtain the ASCs, interscapular adipose tissue (AT) was obtained from the same donor animals of the inferior vena cava. After the enzymatic dissociation of the TA and the expansion of the culture of the ASCs in the necessary number, these were applied in the light of the 3D scaffolds with Puramatrix®, being maintained in culture plates of 24 wells, individually. To induce endothelial differentiation of cells adhered to the scaffold, the DMEM culture medium was supplemented with VEGF (50ng/mL), FGF (20ng/mL), IGF (20ng/mL), and GF (20ng/mL), and maintained for 2, 4 and 8 weeks in culture. By histopathological analysis, the best protocol was determined. Next, pre-differentiated smooth muscle accretion was performed for 4 weeks (DMEM+ BMP4 2.5ng/mL and TGF-1 5ng/mL) also using Puramatrix®. Histological results were observed at 2 and 4 weeks and the best protocol was chosen. Based on this result, the quantification of cytokines in the culture medium and the quantification of the expression of miRNAs in the neovessels (in triplicate). Results: In the scaffold endothelialization experiment, we obtained a better time-benefit cellular distribution for the 4-week period. In sequence, in smooth muscle adhesion, better results were also observed in 4 weeks of co-culture. Analysis by HE, immunohistochemistry, and immunofluorescence confirmed endothelial and smooth muscle cell differentiation. miRNAs technique could reveal some of the genetic pathways involved in TEBV, mainly with regard to cellular immaturity. Conclusion: The biological model of decellularized and recellularized inferior vena cava scaffold, in vitro, demonstrated good cellularization and cell differentiation. Histological techniques, cytokine analysis, and global miRNA expression profile suggest that the results are promising for future use of TEBV in an in vivo model.

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Português

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Tipo de item:Publicação, Dissertação de mestradoAcesso aberto Acesso aberto
Padronização da produção de pó de veia safena magna descelularizada e liofilizada para uso em cultura celular
(Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2024-04-30)
Lôpo, Stefany Mesquita
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Bertanha, Matheus
Introdução: Na prática cirúrgica cardiovascular é bem estabelecido a realização de procedimentos cirúrgicos de pontes, enxertos ou bypass, para o tratamento da doença obstrutiva aterosclerótica. O ideal seria a substituição por um vaso sanguíneo com as mesmas características, o que não é possível na maior parte das vezes, utilizando como alternativa um fragmento da veia safena magna autóloga. Contudo, existem pacientes que se encontram na impossibilidade de autotransplante e, nestes casos, a engenharia de tecidos pode beneficiá-los através da produção de substitutos vasculares a partir de um arcabouço (scaffold) e células tronco autólogas. A produção de bioscaffolds têm evoluído, mas ainda apresenta gargalos no controle da nano e macroestrutura para a obtenção de arcabouços com características físico biológicas que mimetizam o tecido vascular. Objetivo: Produzir o pó da veia safena magna humana insuficiente descelularizada (VSMd) por liofilização, caracterizar quimicamente e testar o material em cultura celular, para uso do mesmo como biomaterial em engenharia de tecidos. Metodologia: As veias safenas magnas foram descelularizadas com o agente dodecil sulfato de sódio (SDS), em concentração de 2% por duas horas sob agitação. A qualidade do procedimento foi avaliada por análise histológica e de DNA residual. Para a obtenção do pó de VSMd foi realizada a técnica de liofilização, à vácuo e a frio, para então pulverizar o material obtendo-se um pó. A partir deste material foi realizada a quantificação de resíduo do agente descelularizante através do método de determinação do complexo SDS e azul de metileno em clorofórmio, que pode ser quantificada pela avaliação da densidade óptica. Foi realizada a descrição química do pó de VSMd através de estudo de proteômica, utilizando análise por cromatografia líquida de alta eficiência associada a espectrometria de massas. A fim de avaliar a citotoxicidade do pó de VSMd foi realizado dois ensaios colorimétricos, um utilizando o brometo tetrazólio (MTT) e o outro o corante vermelho neutro (NR). Foi realizado ainda uma avaliação do comportamento do pó da VSMd como facilitador de adesão celular e formação de culturas tridimensionais in vitro. Nos ensaios de cultura celular, o material foi avaliado em duas condições, diluído em ácido acético e diluído em meio de cultura Dulbecco’s modified Eagle’s (DMEM). Resultados: Foi obtido o pó de VSMd através da metodologia proposta e observou-se uma esterilização eficiente por UV. As análises de qualidade de descelularização por histologia e quantificação de DNA apresentação uma boa descelularização, contudo foi identificado uma concentração de SDS residual considerável na amostra. A partir dos testes de cultura celular observou-se uma boa proliferação das células VERO (células comerciais imortalizadas da linhagem derivado do rim do macaco verde africano, vervet), nas diluições de 15% e 12,5% para o pó de VSMd diluído em ácido acético, e nas diluições de 5% e 2,5% para o pó diluído em DMEM. Em ambos os experimentos as células se proliferaram sobre e em volta dos grânulos de VSMd. Conclusão: A partir do estudo realizado foi possível realizar a padronização da produção do pó de VSMd, foi identificado que a maior parte das proteínas da amostra possuem função estrutural e o material em cultura celular demonstrou que não é citotóxico para as células.

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