Nas encruzilhadas do artivismo: insurgências, subjetividades e decolonialidade na Slam das Minas SP
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Orientador
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Pós-graduação
Ciências Sociais - FFC
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Nesta tese, analiso o artivismo produzido no âmbito da Slam das Minas SP, buscando compreender como suas práticas articulam processos de subjetivação, insurgências estéticas e horizontes políticos transfeministas e decoloniais na cena cultural periférica da cidade de São Paulo. Parto da hipótese de que a poesia falada, nesse contexto, opera como espaço de produção de conhecimento situado, tensionando hierarquias epistêmicas e estruturas de gênero, raça e poder historicamente constituídas. Adoto uma abordagem qualitativa, articulando etnografia urbana, observação participante, análise documental e entrevistas em profundidade orientadas pela história oral e pelas narrativas de vida. O trabalho de campo foi realizado entre março de 2024 e novembro de 2025, período no qual acompanhei batalhas de poesia, eventos institucionais e articulações políticas da coletiva. Dialogo com perspectivas decoloniais e feministas, mobilizando a categoria experiência como ferramenta analítica central para compreender as trajetórias das interlocutoras. Organizo a tese em três movimentos principais: (i) reconstruo a genealogia político-cultural da Slam das Minas SP, situando-a no processo de territorialização do Poetry Slam no contexto paulistano; (ii) desenvolvo a análise etnográfica das práticas artivistas observadas em campo; e (iii) examino as trajetórias das poetas a partir das entrevistas, articulando corpo, território e palavra como dimensões constitutivas de seus processos de subjetivação. Concluo que a Slam das Minas SP se configura como espaço de artivismo decolonial transfeminista, no qual a poesia falada atua simultaneamente como prática estética, intervenção política e elaboração coletiva de experiências dissidentes.
Resumo (inglês)
In this thesis, I analyze the artivism produced within the Slam das Minas SP, seeking to understand how its practices articulate processes of subjectivation, aesthetic insurgencies, and transfeminist and decolonial political horizons in the peripheral cultural scene of the city of São Paulo. I hypothesize that spoken word poetry, in this context, operates as a space for the production of situated knowledge, challenging epistemic hierarchies and historically constituted structures of gender, race, and power. I adopt a qualitative approach, articulating urban ethnography, participant observation, documentary analysis, and in-depth interviews guided by oral history and life narratives. Fieldwork was conducted between March 2024 and November 2025, during which time I followed poetry battles, institutional events, and the collective's political articulations. I engage with decolonial and feminist perspectives, mobilizing the category of experience as a central analytical tool to understand the trajectories of the interlocutors. I organize the thesis into three main movements: (i) I reconstruct the political-cultural genealogy of Slam das Minas SP, situating it within the territorialization process of Poetry Slam in the São Paulo context; (ii) I develop an ethnographic analysis of the artivist practices observed in the field; and (iii) I examine the trajectories of the poets based on interviews, articulating body, territory, and word as constitutive dimensions of their subjectivation processes. I conclude that Slam das Minas SP is configured as a space of decolonial transfeminist artivism, in which spoken word poetry acts simultaneously as an aesthetic practice, political intervention, and collective elaboration of dissident experiences.
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Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
SILVA, Juliana Adono da. Nas encruzilhadas do artivismo: insurgências, subjetividades e decolonialidade na Slam das Minas SP. 2026. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.



