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Cartografando o Rio da Prata e a Banda Oriental: o espaço platino e a produção cartográfica de Diogo Soares (1680-1740)

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Pós-graduação

História - FCHS

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Este é um estudo sobre a produção de conhecimento cartográfico de Diogo Soares acerca do Brasil meridional, inserida no contexto de disputa de limites entre os ibéricos durante a primeira metade do século XVIII. Por meio da atuação da missão dos chamados padres matemáticos entre 1730 e 1748, foi produzida uma série de mapas, os quais supostamente formariam um “Novo Atlas da América Portuguesa”. Por mais que o “Novo Atlas” não tenha sido integralmente concretizado, o estudo sugere que o empreendimento cartográfico régio português foi pensado e desenvolvido de acordo com as circunstâncias histórico-regionais específicas, sendo o extremo sul do Brasil ou região platina uma delas. Esse entendimento deriva do dado de que um dos principais alvos geopolíticos do Império português no período era estender seu território até os limites do Rio da Prata e, consequentemente, da Banda Oriental. A região era até então ocupada por um regime de memória missioneira, de indígenas autônomos e sertanistas envolvidos com a criação e comércio do gado. Com o intuito de verificar como Diogo Soares produziu cartograficamente a região platina em favor dos interesses portugueses da época e frente às especificidades regionais, foram utilizadas fontes escritas e visuais – incluindo uma gama de mapas ibéricos, inclusive de Diogo Soares –, cujos dados foram colhidos, cotejados e analisados à luz de diretrizes teórico-metodológicas da História Social da Cartografia, bem como da historiografia sobre a colonização da região. Ademais, discorre-se sobre as relações desenvolvidas entre indígenas e ibéricos no recorte platino, além da inserção dos etnônimos nos mapas desde a fundação da Colônia do Sacramento até a produção cartográfica de Diogo Soares.

Resumo (inglês)

This is a study of Diogo Soares’s cartographic work on southern Brazil, set against the backdrop of border disputes among the Iberian powers during the first half of the 18th century. Through the efforts of the mission of the so-called “mathematical priests” between 1730 and 1748, a series of maps was produced, which were intended to form the “New Atlas of Portuguese America”. Although the “New Atlas” was never fully realized, the study suggests that the Portuguese royal cartographic project was conceived and developed in accordance with specific historical and regional circumstances, one of which was the extreme south of Brazil, or the platine region. This understanding stems from the fact that one of the Portuguese Empire’s main geopolitical objectives during this period was to extend its territory to the borders of the Río de la Plata and, consequently, the Banda Oriental. The region had until then been occupied by a regime of missionary presence, autonomous indigenous peoples, and frontiersmen engaged in cattle raising and trade. With the aim of examining how Diogo Soares cartographically represented the platine region in favor of portuguese interests of the time and in light of regional specificities, written and visual sources were utilized – including a range of Iberian maps, including those by Diogo Soares – whose data were collected, collated, and analyzed in light of the theoretical and methodological guidelines of the Social History of Cartography, as well as the historiography on the colonization of the region. In addition, the text discusses the relationships that developed between Indigenous peoples and Iberians in the Banda Oriental, as well as the variations in how ethnonyms were included on maps produced from the founding of Colônia do Sacramento to the cartographic work of Diogo Soares.

Descrição

Idioma

Português

Citação

JARDIM, Renan Abbade. Cartografando o Rio da Prata e a Banda Oriental: o espaço platino e a produção cartográfica de Diogo Soares (1680-1740). Orientadora: Fernanda Sposito. 2026. 117 f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Ciência Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Franca, 2026.

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