Impacto do nível de atividade física sobre o perfil de adipocinas, BDNF e aspectos psicobiológicos em indivíduos jovens pós-COVID-19: subanálise do estudo fit-covid
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Data
Autores
Orientador
Lira, Fábio Santos de 

Coorientador
Beretta, Victor Spiandor 

Pós-graduação
Ciências do Movimento - FC/FCT/IB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Introdução: A pandemia de COVID-19 impactou negativamente os níveis de atividade física (AF), aumentando a inatividade física e o comportamento sedentário, ambos associados a disfunções metabólicas, alterações imunológicas e nas funções cognitivas. Estudos têm demonstrado que a AF pode modular concentrações do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), associado a humor e função cognitiva. Objetivo: Avaliar a relação entre níveis de atividade física, composição corporal e parâmetros psicobiológicos (BDNF, adipocinas, função cognitiva e em sintomas de ansiedade e depressão) em adultos jovens previamente infectados pelo SARS-CoV-
2. Métodos: Foram recrutados homens e mulheres (20–40 anos), previamente infectados por COVID-19 leve a moderado, sem diagnóstico de doenças crônicas, bem como um grupo controle sem infecção aparentemente saudável. O nível de AF foi monitorado por acelerometria, a composição corporal avaliada por exame de absorciometria de raio-x de dupla energia (DXA-Dual-energy X-ray absorptiometry) e ultrassonografia; parâmetros cognitivos e de humor foram mensurados por instrumentos validados. Amostras sanguíneas foram analisadas para BDNF, leptina e adiponectina. A análise estatística incluiu GLM e regressão múltipla. Resultados: Não houve diferenças significativas em parâmetros antropométricos entre os grupos. Entretanto, o grupo COVID-19 apresentou menores níveis de AF vigorosa (p=0,034) e AF Moderada a vigorosa (MVPA; p=0,025). As concentrações séricas de BDNF não diferiram entre os grupos, mas a razão adiponectina/leptina foi significativamente menor no grupo COVID-19 (p=0,010), sugerindo perfil inflamatório desfavorável. A MVPA apresentou associação positiva com o desempenho cognitivo (R²=0,202; p=0,017), enquanto a infecção por COVID-19 isoladamente não foi significativa. Conclusão: A infecção por COVID-19, mesmo em casos leves e moderados, pode induzir alterações metabólicas e inflamatórias. Nossos achados reforçam o papel da atividade física como intervenção não farmacológica essencial para preservação da função cognitiva e regulação de biomarcadores, independentemente do histórico de infecção. Estudos futuros são necessários para elucidar os mecanismos envolvidos e ampliar a compreensão dos impactos da COVID-19 em jovens adultos.
Resumo (inglês)
Introduction: The COVID-19 pandemic negatively impacted physical activity (PA) levels, increasing physical inactivity and sedentary behavior, both of which are associated with metabolic dysfunctions, immunological alterations, and cognitive impairment. Previous studies have shown that PA can modulate brain-derived neurotrophic factor (BDNF) concentrations, which are related to mood and cognitive function. Objective: To evaluate the relationship between physical activity levels, body composition, and psychobiological parameters (BDNF, adipokines, cognitive function, and symptoms of anxiety and depression) in young adults previously infected with SARS-CoV-2. Methods: Men and women aged 20–40 years, previously infected with mild to moderate COVID-19 and without diagnosed chronic diseases, were recruited, along with an apparently healthy, non-infected control group. Physical activity levels were monitored using accelerometry. Body composition was assessed by dual-energy X-ray absorptiometry (DXA) and ultrasonography. Cognitive performance and mood were evaluated using validated instruments. Blood samples were analyzed for BDNF, leptin, and adiponectin. Statistical analyses included generalized linear models (GLM) and multiple regression. Results: No significant differences were observed in anthropometric parameters between groups. However, the COVID-19 group exhibited lower levels of vigorous PA (p = 0.034) and moderate-to-vigorous physical activity (MVPA; p = 0.025). Serum BDNF concentrations did not differ between groups, whereas the adiponectin-to-leptin ratio was significantly lower in the COVID-19 group (p = 0.010), suggesting a less favorable inflammatory profile. MVPA was positively associated with cognitive performance (R² = 0.202; p = 0.017), while COVID-19 infection alone was not a significant predictor. Conclusion: COVID-19 infection, even in mild to moderate cases, may induce metabolic and inflammatory alterations. Our findings reinforce the role of physical activity as an essential non-pharmacological intervention for preserving cognitive function and regulating biomarkers, regardless of infection history. Further studies are needed to elucidate the underlying mechanisms and expand the understanding of COVID-19 impacts in young adults.
Descrição
Palavras-chave
COVID-19, Atividade física, BDNF, Função cognitiva, Adipocinas, Inflamação, Physical activity, Cognitive function, Adipokines, Inflammation
Idioma
Português
Citação
SANTOS, Ivete Vera Medeiros dos. Impacto do nível de atividade física sobre o perfil de adipocinas, BDNF e aspectos psicobiológicos em indivíduos jovens pós-COVID-19: subanálise do estudo fit-covid. 2025. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.


