Estigmas e estereótipos sobre a erotização feminina e a homossexualidade masculina na enfermagem: perspectivas dos profissionais da área
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Educação Sexual - FCLAR
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A enfermagem é uma profissão historicamente marcada por estereótipos de gênero e sexualidade que afetam diretamente a vivência e o reconhecimento social de seus profissionais.
A figura da mulher enfermeira, frequentemente erotizada, e a suspeição em torno da orientação sexual dos homens na profissão compõem um cenário de estigmatização que interfere na
prática profissional, no bem-estar emocional e na construção identitária desses sujeitos. Diante disso, este estudo teve como objetivo compreender como os estigmas relacionados à erotização da figura feminina e à suposta homossexualidade masculina impactam o cotidiano dos profissionais de enfermagem, tanto em sua vida laboral quanto nas relações institucionais.Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, fundamentada na técnica de análise de conteúdo de Bardin (1977). A coleta de dados foi realizada por meio de formulário online (Google Forms), com a participação de 81 profissionais de enfermagem atuantes em hospitais do interior do Estado de São Paulo, sendo 55 deles do sexo feminino e 26 do sexo masculino. As respostas foram obtidas de forma anônima e voluntária. Os dados revelaram que 68% das participantes do sexo feminino relataram já ter vivenciado situações de erotização ou sexualização no ambiente de trabalho, como olhares invasivos, insinuações e cantadas. Entre os profissionais do sexo masculino, 61% afirmaram já ter sido alvo de comentários ou insinuações relacionadas à sua orientação sexual, independentemente de sua identidade real. Além disso, mais da metade dos respondentes relatou impactos emocionais negativos decorrentes dessas experiências, como sentimento de insegurança, desconforto e necessidade de vigilância constante sobre a própria postura corporal e conduta. A partir desses resultados, a pesquisa evidencia a persistência de estigmas de gênero e sexualidade naturalizados nas rotinas institucionais da enfermagem. O estudo contribui para o debate sobre a urgência de transformações nas práticas educacionais e administrativas em saúde, visando à construção de ambientes laborais mais equitativos, seguros e acolhedores para todos os profissionais, independentemente de seu gênero ou orientação sexual
Resumo (inglês)
Nursing is a profession historically marked by gender and sexuality stereotypes that directly affect the experiences and social recognition of its professionals. The figure of the female
nurse, often eroticized, and the suspicion surrounding the sexual orientation of male professionals compose a stigmatizing scenario that interferes with professional practice, emotional well-being, and the construction of personal and professional identity. This study aimed to understand how stigmas related to the eroticization of women and the presumed homosexuality of men impact the daily lives of nursing professionals, both in their work routines and in institutional relationships. It is a qualitative, descriptive, and exploratory research, based on Bardin’s (1977) content analysis technique. Data collection was carried out through an online questionnaire (Google Forms), answered voluntarily and anonymously by 81 nursing professionals working in hospitals in the interior of the State of São Paulo, including 55 women and 26 men. The results showed that 68% of female participants reported having experienced some form of roticization or sexualization in the workplace, such as intrusive gazes, insinuations, and inappropriate comments. Among male professionals, 61% reported having been subjected to comments or assumptions about their sexual orientation, regardless of their actual identity. Additionally, more than half of the respondents reported emotional impacts resulting from these experiences, including feelings of insecurity, discomfort, and the need for constant vigilance over their body language and behavior. The findings highlight the persistence of gender and sexuality stigmas that are still naturalized within institutional nursing routines. This study contributes to the debate on the need for urgent changes in educational and administrative health practices, aiming at the construction of more equitable, safe, and welcoming work environments for all professionals, regardless of gender or sexual orientation
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
ROCHA, Ruth Faxina Pinto da. Estigmas e estereótipos sobre a erotização feminina e a homossexualidade masculina na enfermagem: perspectivas dos profissionais da área. 2026. 69 p. Dissertação (Mestrado em Educação Sexual) – Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2026.



