Logotipo do repositório

É necessário a plasmaferese no pré-operatório de timectomia em pacientes com miastenia gravis?

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Medicina - FMB 33004064088P4

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

NEAD.TIS
Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Livro

Direito de acesso

Resumo

O timo é um órgão linfoide cuja principal função é a maturação de linfócitos. Os linfócitos são produzidos na medula óssea e migram para o timo onde ocorre a maturação para linfócito T. A miastenia gravis (MG) é uma doença autoimune, em que há produção de anticorpos contra receptores de acetilcolina, causando prejuízo na transmissão neuromuscular. Os auto anticorpos podem ser removidos através da plasmaferese. A plasmaferese pode reduzir a crise miastênica no pós operatório de timectomia em pacientes com doença mais avançada (Osserman III e IV), mas pode fazer pouca ou nenhuma diferença nos pacientes com doença menos avançada (Osserman II).

Descrição

Idioma

Português

Citação

REIS, Tarcisio Albertin dos; CATANEO, Daniele Cristina; CATANEO, Antônio José Maria. É necessário a plasmaferese no pré-operatório de timectomia em pacientes com miastenia gravis? Botucatu: NEAD.TIS, 2018.

Financiadores

Publicações relacionadas

Tipo de item:Publicação, Dissertação de mestradoAcesso aberto Acesso aberto
Efetividade da plasmaférese no pré-operatório de timectomia em pacientes com miastenia gravis - revisão sistemática e metanálise
(Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2018-07-16)
Reis, Tarcísio Albertin dos
;
Cataneo, Daniele Cristina
;
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Objetivo: avaliar, por meio de uma revisão sistemática, a efetividade da plasmaférese no pré-operatório de timectomia em pacientes com miastenia gravis (MG). Métodos: Foram pesquisadas as bases Medline, Embase, Lilacs, Scopus e Central para busca de estudos experimentais e observacionais que avaliaram a plasmaférese no pré-operatório de timectomia em pacientes com MG. Grupo com plasmaférese (PPG) e grupo sem plasmaférese (NPPG). Os desfechos avaliados foram: crise miastênica, mortalidade, pneumonia, sangramento, uso de ventilação mecânica, tempo de permanência hospitalar e em unidade de terapia intensiva (UTI). Utilizou-se para metanálise o software RevMan 5.3 fornecido pela Colaboração Cochrane. Resultados: O número total de pacientes avaliados em seis estudos selecionados foi de 323 (143 PPG e 180 NPPG). A plasmaférese pré-operatória não diminuiu a crise miastênica (RR 0,36, IC 95% 0,08 a 1,66; I2 = 44%; 5 estudos, 243 pacientes). Também não houve alteração na mortalidade (RR 0,7, IC 95% 0,11 a 4,62; I² = 0%; 3 estudos, 172 pacientes) ou taxa de pneumonia (RR 0,28, IC 95% 0,07 a 1,09; I2 = 27%; 5 estudos, 272 pacientes). Os pacientes do grupo NPPG sangraram menos em comparação com o grupo PPG (diferença média 34,34 ml, IC 95% 24,93 a 43,75; I² = 0%). Foi avaliada a necessidade de ventilação mecânica em três estudos (213 pacientes) e a permanência hospitalar e em UTI em dois (121 pacientes), que não foram adequados para realizar a metanálise devido à alta heterogeneidade nesses desfechos. A análise dos subgrupos mostrou que a realização da plasmaférese no pré-operatório de pacientes com doença grave (Osserman III e IV) diminuiu a crise miastênica no pós-operatório (RR 0,12, IC 95% 0,02 a 0,65; I² = 63%). Conclusão: A plasmaférese pode reduzir as crises miastênicas pós-operatória em pacientes com doença grave (Osserman III e IV), mas pode produzir pouca ou nenhuma diferença em pacientes com doença de expressão clínica leve (Osserman II).

Unidades

Departamentos

Cursos de graduação

Programas de pós-graduação

Tipo de item:Programa de pós-graduação,