Células-tronco e lesões nervosas periféricas: uma revisão sobre terapias regenerativas emergentes
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Data
Autores
Orientador
Amorim, Rogério Martins 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Botucatu - FMVZ - Medicina Veterinária
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
As lesões do sistema nervoso periférico (SNP) têm grande relevância clínica na medicina humana e veterinária, pois comprometem funções sensoriais e motoras, causam dor e desconforto, e acarretam impactos econômicos significativos. Quando ocorre interrupção da conexão entre neurônio e músculo esquelético, instala-se atrofia muscular progressiva, uma das principais consequências funcionais dessas lesões. O SNP apresenta uma capacidade espontânea de regeneração limitada. Os tratamentos convencionais concentram-se na prevenção de danos adicionais e no controle dos sintomas, mas frequentemente têm resultados decepcionantes. Entre os fatores que dificultam a reparação estão o crescimento desorganizado dos axônios regenerados, a perda de fibras musculares pela desconexão nervo-músculo e a degeneração de estruturas essenciais, como células de Schwann (CS) e bandas de Büngner. As CS exercem papel central na regeneração do SNP, atuando de três maneiras principais: removendo restos mielínicos por fagocitose, formando as bandas de Büngner que orientam o crescimento axonal e secretando fatores neurotróficos essenciais para a regeneração. No entanto, a falha em manter essas estruturas compromete o reparo tecidual. Nesse contexto, a terapia celular tem se destacado como uma alternativa promissora. As células-tronco mesenquimais (CTM) apresentam potencial imunomodulador e regenerativo, além da capacidade de se diferenciar em linhagens neurais, incluindo Células Schwann-like (CSL). Diversos estudos pré-clínicos em cães, envolvendo lesões na medula espinhal, doença do disco intervertebral e danos no nervo isquiático, evidenciaram resultados favoráveis com o uso de CTM. As CTM reúnem características que as tornam atrativas para aplicação clínica: são de fácil isolamento e expansão, podem estimular angiogênese, podem ser criopreservadas, têm capacidade de diferenciação em múltiplas linhagens celulares, secretam fatores solúveis com caráter terapêutico como citocinas anti inflamatórias, fatores tróficos e neurotróficos, além de vesículas extracelulares. Ademais, as CTM são consideradas imunoprivilegiadas por não expressarem MHC-II e suprimirem linfócitos. Essas propriedades permitem explorar as CTM como estratégia terapêutica para promover reparo tecidual e recuperação funcional em lesões de nervos periféricos.
Resumo (inglês)
Peripheral nervous system (PNS) injuries are of great clinical relevance in human and veterinary medicine, as they compromise sensory and motor functions, cause pain and discomfort, and have significant economic impacts. When the connection between neurons and skeletal muscle is interrupted, progressive muscle atrophy sets in, one of the main functional consequences of these injuries. The PNS has a limited capacity for spontaneous regeneration. Conventional treatments focus on preventing further damage and controlling symptoms, but often yield disappointing results. Factors that hinder repair include disorganized growth of regenerated axons, loss of muscle fibers due to nerve-muscle disconnection, and degeneration of essential structures such as Schwann cells (SCs) and Büngner bands. SCs play a central role in PNS regeneration, acting in three main ways: removing myelin debris through phagocytosis, forming Büngner's bands that guide axonal growth, and secreting neurotrophic factors essential for regeneration. However, failure to maintain these structures compromises tissue repair. In this context, cell therapy has emerged as a promising alternative. Mesenchymal stem cells (MSCs) have immunomodulatory and regenerative potential, in addition to the ability to differentiate into neural lineages, including Schwann-like cells (SLCs). Several preclinical studies in dogs, involving spinal cord injuries, intervertebral disc disease, and sciatic nerve damage, have shown favorable results with the use of MSCs. MSCs possess characteristics that make them attractive for clinical application: they are easy to isolate and expand, can stimulate angiogenesis, can be cryopreserved, have the capacity to differentiate into multiple cell lineages, and secrete soluble factors with therapeutic properties such as anti-inflammatory cytokines, trophic and neurotrophic factors, as well as extracellular vesicles. Furthermore, MSCs are considered immunoprivileged because they do not express MHC-II and suppress lymphocytes. These properties allow MSCs to be explored as a therapeutic strategy to promote tissue repair and functional recovery in peripheral nerve injuries.
Descrição
Palavras-chave
Sistema nervoso periférico, Células-tronco mesenquimais, Células de Schwann, Regeneração
Idioma
Português
Citação
LOBO, Nicolas de Oliveira. Células-tronco e lesões nervosas periféricas: uma revisão sobre terapias regenerativas emergentes. Orientador: Rogério Martins Amorim. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.

